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25 de Maio

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Esta data foi escolhida por marcar o desaparecimento do menino Etan Patz (foto), aos seis anos de idade, fato ocorrido em Nova Iorque, no ano de 1979. Ele nunca foi encontrado.

Estima-se que desaparecem cerca de  um milhão e duzentas mil crianças por ano no mundo. Dessas, cerca de duzentas mil nunca mais serão localizadas.

O tráfico humano é uma realidade e precisa ser combatido com  ações concretas.  No Brasil, os números apontam para quarenta mil registros de desaparecimento de crianças e adolescentes a cada ano. Desses, cerca de dez a quinze por cento permanecem por um longo período desaparecidos e muitas vezes não são mais localizados.

A mão de obra escrava, o envolvimento com as drogas, a exploração sexual, o tráfico de órgãos, a adoção ilegal e as guerrilhas são as principais causas que envolvem o desaparecimento provocado por terceiros.

Em Santa Catarina, a Lei 14371, promulgada pelo então presidente da Alesc, deputado Júlio Garcia, determina a criação do SECRIADE, delegacia especializada na procura por crianças desaparecidas. A publicação no diário oficial ocorreu em 11 de fevereiro de 2008. Infelizmente, até o momento, a Lei não saiu do papel.

Uma delegacia especializada seria um entrave a exploração e prostituição infantil e ajudaria na procura por casos ocorridos há mais tempo, devolvendo a esperança aos pais daqueles que há muito estão desaparecidos, casos como a da menina Elicéia Silveira, desaparecida em 18 de março de 1995. Para reflexão sobre o tema, em Santa Catarina, esta data foi escolhida como o Dia Estadual da Prevenção ao Desaparecimento de Crianças, conforme a Lei Estadual 13931.

Uma política de prevenção e orientação realizada nas escolas, junto aos alunos, (trabalho desenvolvido durante muitos anos pelo Portal da Esperança – ONG) poderia ser uma barreira contra esse tipo de violência.

Atenciosamente,

Gerson Rumayor – Presidência do Portal da Esperança
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