Minicursos e Oficinas
E-mail do evento: encontroestadualdaanpuhgo@gmail.com
Minicursos e Oficinas
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Nesta aba de nosso site, disponibilizamos a lista de Minicursos e Oficinas oferecidos pelos evento, para que os interessados possam conhecer as propostas de cada um deles e, depois, fazer sua inscrição
Lembramos que não há taxa de inscrição específica para Ouvintes de Minicursos e Oficinas, para cursá-los, basta estar inscrito em alguma modalidade de participação no evento. Todos eles acontecerão em 20/08, quinta-feira, das 08h30 às 11h30
Após ler todas as propostas dos Minicursos e Oficinas oferecidos pelo evento, acesse na caixa de diálogo acima a aba "Inscrições de Ouvintes" deste site, siga atentamente as instruções e faça sua inscrição como Ouvinte de Minicurso ou Oficina.
Ministrante(s): Sandro Dutra e Silva (UNIEVANGÉLICA), Patrícia Simone de Araújo (UEG) e André Egídio Pin (UNIEVANGÉLICA)
Resumo: A década de 1970 pode ser considerada como um período de mudanças ou inovações nas rotas da disciplina de História. O olhar da disciplina passou a ser ampliado e novos aspectos fundamentais da vida passaram a ser considerados pelos pesquisadores e pelas pesquisadoras, para além dos aspectos nacionais, como as camadas ocultas das classes, dos gêneros, raça, questões públicas e ambientais. Em relação à essas últimas, vislumbra-se o início da formação do campo da História Ambiental, a partir dos Estados Unidos, consolidado nas décadas seguintes. O primeiro curso de História Ambiental foi ministrado em 1972 na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara pelo historiador cultural Roderick Nash, que havia publicado em 1967 uma obra a respeito das imagens da vida selvagem na constituição de ideias sobre a identidade nacional dos EUA, intitulada Wilderness and the American Mind (PÁDUA, 2010, p. 81) como uma resposta movimento ambientalistas que se consolidava e aos clamores populares por responsabilidade ambiental, fenômeno que abrangeu, além dos EUA, países da Europa e da América do Sul, e como indício de novas perspectivas para o ensino de História, a exemplo do que ocorria com as categorias de gênero e História Pública. Foi o momento, para Donald Worster (1991, p. 199), de perceber a Terra, as outras formas de vida e os elementos abióticos como agentes históricos, de compreender como as sociedades e culturas lidam e constroem significados sobre a natureza e criar exigências para os(as) historiadores(as) de praticarem pesquisas não apenas em escritórios, bibliotecas e arquivos, como também nos campos, florestas, rios, enfim, ao ar livre. Nesse contexto, o objetivo dessa oficina é apresentar os pressupostos teórico-metodológicos da História Ambiental e as suas possibilidades de pesquisa, partindo do caso do Cerrado. Hoje temos pesquisas de destaque no cenário nacional e internacional sobre História Ambiental do Cerrado, suas paisagens, processos de expansão de fronteira agrícola e seus povos. Assim, após a contextualização geral do campo de pesquisa, ofereceremos perspectivas de possibilidades pesquisa sobre o Cerrado e seus povos a partir do caso dos Kalunga. Demonstraremos como foram construídas as ideias ecológicas a respeito do Cerrado e os trabalhos atuais, por fim, uma prática que relaciona História Ambiental, território e memória refletindo sobre corpo-território-natureza a partir das Tranças Kalunga.
Ministrante(s): Simone Borges Camargo de Oliveira (Pós-doutoranda do PPGH-UFG)
Resumo: Este minicurso tem como objetivo refletir sobre o uso da fotografia e das narrativas visuais no campo da História Pública. Discute a imagem fotográfica como fonte documental histórica e linguagem mediadora de lembranças, representações sensoriais simbólicas e lugares de memória para a construção de narrativas públicas. Propõe uma introdução à leitura da fotografia através da metodologia desenvolvida no âmbito do meu estágio pós-doutoral, fundamentada em estudos de vieses distintos, os quais se remetem às dimensões sensorial, às dimensões técnica, técnica-linguagem-semiótica e documental-histórica-fonte, orientadas para a construção da narrativa visual. A metodologia estrutura-se a partir do estudo de elementos da percepção sensorial para leitura e análise de imagens, de seus códigos estéticos e técnicos (enquadramento, iluminação, contraste, profundidade, cores, pontos focais etc.) e de objetos e aspectos fundamentais (pessoas, indumentárias, territórios, lugares, paisagens sonoras, sons, ruídos, silêncios, texturas, temperatura, cheiros, sabores etc.). Essa abordagem metodológica apresenta o registro visual, primeiramente, como experiência sensorial capaz de evocar memórias afetivas e abrir caminhos para a percepção e a construção de narrativas históricas. Nesse sentido, o primeiro contato com a fotografia tem como objetivo integrar os cinco sentidos: visão óptica ampliada, audição imaginada, tato evocado, olfato e paladar das memórias. Em um segundo momento, aborda a montagem da ficha técnica da imagem, mediante os aspectos técnicos, a análise semiótica e a contextualização histórica. A identificação desses fragmentos da imagem fotográfica pode “re-velar” e desvelar características individuais e coletivas e, mediante sua contextualização e análise, construir sentidos narrativos (memórias, testemunhos históricos, geográficos, políticos e sociais). Nesse sentido, a fotografia pode ser adequada para a “construção” de narrativas da História Pública por possibilitar também a rememoração, como lugar de memória e ressignificações no tempo.
MINICURSO CANCELADO
Informamos que, por motivos de força maior, plenamente justificados pela ministrante do Minicurso, essa atividade teve que ser cancelada. Todas as pessoas inscritas serão alocadas em suas segundas opções de minicursos, devidamente assinaladas no formulário de inscrição. Em caso de dúvidas, escreva para a secretaria do evento: encontrodaanpuhgo@gmail.com
Ministrante(s): Rakell Milena Osório Silva (Doutoranda do PPGHCS-FIOCRUZ)
Resumo: As percepções de Jacques Revel e Jean-Pierre Peter (1995) demonstraram que o estudo das ciências frequentemente esteve presente nas análises dos historiadores. As questões de saúde e de doença são analisadas em suas transformações históricas e em seu relacionamento com o contexto cultural, social, político e econômico, evidenciando as ideias nessa área. A historiografia mais recente, de meados da década de 1980 e anos 1990, foi marcada pela pluralidade temática, as quais os historiadores buscaram analisar os contextos sociais e históricos específicos, que originaram estudos que deram destaque à saúde pública e ao papel do estado na sua construção. (WITTER, 2005). É válido ressaltar que as produções acadêmicas acerca da História da Saúde e das Doenças ganharam maior dimensão após o início da pandemia de Covid-19, em que a prática das atividades remotas se tornou mais recorrente, o que contribuiu para o aumento do diálogo entre os pesquisadores das mais variadas regiões. (MARINHO; SANGLARD, 2021). A partir desse contexto, o campo de pesquisa em História da Saúde e das Doenças tem adquirido cada vez mais relevância na historiografia piauiense, pois as produções têm privilegiado as análises dos aspectos culturais socialmente construídos, uma vez que, embora ocorra a contribuição das ciências biológicas na dimensão interdisciplinar, a perspectiva dos historiadores é promover a desnaturalização das condições de saúde e das doenças. Considerando essas questões, o minicurso propõe discutir a relação entre História, Saúde, Doenças e Ciência, com base nas produções das ciências humanas e sua interface com outras áreas do saber. Os métodos incluem aulas expositivas, debates e discussões em grupo, análise de fontes históricas e a integração de conhecimentos das ciências biológicas, sociais e humanas. A problemática central envolve a investigação de como as questões de saúde e doença foram e são percebidas e tratadas ao longo da história, considerando os contextos culturais, sociais, políticos e econômicos que influenciaram essas percepções. Serão utilizadas fontes como livros e artigos acadêmicos, documentos históricos e estudos de caso no contexto piauiense. Além disso, será produzido material audiovisual, incluindo vídeos explicativos, slides e documentários, para enriquecer as apresentações e facilitar a compreensão dos alunos. Em conclusão, o minicurso visa proporcionar uma visão ampla e crítica sobre a relação entre História, Saúde, Doenças e Ciência, utilizando uma abordagem interdisciplinar que valoriza a análise cultural e social das questões de saúde. Através da utilização de diversos métodos e fontes, espera-se contribuir para a formação de um pensamento histórico crítico e reflexivo entre os participantes.
OFICINA CANCELADA
Informamos que, por motivos de força maior, plenamente justificados pelos(as) ministrantes da Oficina, essa atividade teve que ser cancelada. Todas as pessoas inscritas serão alocadas em suas segundas opções de minicursos, devidamente assinaladas no formulário de inscrição. Em caso de dúvidas, escreva para a secretaria do evento: encontrodaanpuhgo@gmail.com
Ministrante(s): Marta Gouveia de Oliveira Rovai (UNIFAL) e José Luiz Alves Neto (Mestrando do PPGeo-UNIFAL)
Resumo: A oficina tem como tema a discussão sobre como a questão LGBTQIA+ tem se tornado fundamental em práticas de história pública voltadas ao ensino de História, à constituição de acervos e arquivos (físicos e virtuais), ao trabalho com comunidades plurais e à organização de museus e memoriais. A ideia é compartilhar procedimentos dialógicos e participativos, que fazem usos de tecnologias digitais ou práticas pedagógicas, que possam colaborar com a produção, a divulgação e debates em torno de um conhecimento público que respeite o direito à memória, às identidades e à história, junto às coletividades LGBTQIA+, evidenciando sua capilaridade em contextos interioranos, como o sul-mineiro e as diferentes cidades de Góiás. Entende-se que a Academia deva contribuir para o alargamento da produção de conhecimento, não apenas para ou sobre a comunidade LGBTQIA+, mas com ela, desenvolvendo instrumentos para a mediação e o debate acerca de experiências que, apesar da abertura da universidade com a sua democratização, ainda não ocuparam seu espaço de legitimação. Difundir o trabalho conjunto com a comunidade e fazendo uso das mais diferentes tecnologias, no ensino, na extensão e na pesquisa com a memória LGBTQIA+, intenta contribuir com a construção de uma história pública que amplie as formas de registro, preservação, de acesso, de ensino e de divulgação de suas histórias e memórias entre os mais diferentes segmentos da sociedade e que dizem respeito às demandas e experiências de participantes da própria oficina.
Ministrante(s): Eduardo Gusmão de Quadros (PUC-Goiás)
Resumo: De formação erudita e transdisciplinar, o pensador francês Michel de Certeau possui uma perspectiva original sobre o que seria a dimensão religiosa da vida social, bem como modos criativos de analisá-la. Ele conseguiu articular a fenomenologia com a linguística, a história com a psicanálise, a sociologia com a teologia, sem renunciar ao específico de cada vertente epistemológica. Esse minicurso pretende apresentar uma introdução ao seu pensamento, demonstrando a importância da sua proposta de construir uma Heterologia e do que ele denominou uma Polemologia do fraco. Ao lembrar os quarenta anos de seu falecimento, apontaremos o quanto suas concepções ainda desafiam àqueles/as que estudam as manifestações do religioso na cultura contemporânea, mantendo a necessária postura crítica que fundamenta o método das Ciências Humanas. O minicurso tratará de sua carreira acadêmica, uma visão geral de seus livros, publicados em vida ou postumamente, e abordará especialmente sua obra magna intitulada A invenção do Cotidiano: artes de fazer (Vozes, 2014). Veremos como sua concepção de cultura está relacionada ao corpo e como o espaço religioso resguardado nas doenças, na questão do mal e no enfrentamento da morte.
Ministrante(s): Thais Teixeira do Nascimento (Doutoranda no PPGH-UFG)
Resumo: O minicurso tem como objetivo apresentar um roteiro dos procedimentos fundamentais para o desenvolvimento de pesquisas científicas em História da Saúde, com ênfase na História da Alimentação. Inicialmente, será realizada uma breve discussão sobre os principais autores considerados referências nos estudos historiográficos relacionados à saúde e à alimentação, proporcionando aos participantes uma base teórica para a compreensão do campo. Na sequência, serão apresentadas diferentes possibilidades de fontes para a pesquisa histórica, com destaque para a Revista Brazil Médico, importante veículo de divulgação das pesquisas médicas no Brasil nas primeiras décadas do século XX. A partir desse exemplo, serão discutidos os critérios para seleção e análise de documentos, bem como suas potencialidades e limitações como fontes de investigação. O minicurso também abordará a importância da definição de recortes temporal e espacial, fundamentais não apenas para a organização da pesquisa, mas também para a compreensão do contexto histórico em que determinada enfermidade é analisada. Nesse sentido, será discutido como as interpretações sobre as doenças se transformam de acordo com o tempo, o espaço e as concepções científicas de cada período. Partindo dessa perspectiva, serão debatidas as enfermidades como fenômenos que extrapolam sua dimensão biológica, sendo também construções sociais e históricas, conforme proposto por Le Goff (1991). Por fim, será apresentada uma breve contextualização sobre o beribéri, abordando suas principais causas, manifestações e formas de tratamento. Como atividade prática, os participantes analisarão recortes da Revista Brazil Médico publicados em 1912, identificando os discursos médicos produzidos sobre a doença naquele contexto e comparando-os com o conhecimento científico atual. A proposta busca estimular a reflexão crítica sobre a construção histórica do saber médico e demonstrar, na prática, como diferentes tipos de fontes podem ser utilizados em pesquisas no campo da História da Saúde.
Ministrante(s): Márcia Bortoli Uliana (Doutora pelo PPGH-UFGD e Docente da SEED-MS) e Marina de Souza Santos (Doutora pelo PPGH-UFGD)
Resumo: Este minicurso tem como objetivo discutir possibilidades de pesquisa e ensino de História a partir da cidade como espaço de produção de memórias, patrimônio e experiências sociais. Tomando como referência uma investigação histórica realizada sobre Dourados–MS, entre o final da década de 1970 e os anos 2000, propõe refletir sobre como diferentes fontes podem contribuir para compreender a constituição do espaço urbano e, ao mesmo tempo, ampliar práticas de ensino que valorizem a história local e a leitura crítica da cidade. A proposta parte da compreensão de que a cidade constitui um importante objeto para o ensino de História, por permitir ao estudante estabelecer relações entre passado e presente, perceber permanências e transformações e reconhecer os sujeitos históricos em seus espaços de vivência. Nesse sentido, serão discutidas as possibilidades de abordar o patrimônio e os lugares de memória para além de monumentos oficialmente reconhecidos, compreendendo-os como espaços atravessados por disputas, usos sociais, esquecimentos e diferentes formas de pertencimento. Como eixo de discussão, serão apresentados elementos da pesquisa sobre os projetos urbanos pensados para Dourados–MS, especialmente o Projeto de Complementação Urbana elaborado pelo escritório de Jaime Lerner (1978), sua revisão em 1984 e o Plano Diretor de 2003, primeiro instituído como projeto de lei no município. A partir desses documentos, o minicurso propõe refletir sobre as relações entre cidade planejada e cidade vivida, observando como os projetos urbanos dialogam — ou entram em tensão — com os modos como os sujeitos ocupam, praticam e atribuem sentidos aos espaços. Também serão apresentados a legislação local que instituiu determinados patrimônios entre as décadas de 1980 e 2010 em meio a experiência desenvolvida com a iniciação científica através do PICTEC/FUNDECT (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS) desenvolvido junto a E. E. Floriano Viegas Machado. A reflexão se dará através do patrimônio cultural local, contraditório e multifacetado, objeto de discurso e prática do poder público, de agentes/representantes que atribuem valores em nome da população. Embora tenha sido instrumento político que buscou a afirmação de determinados sujeitos, memórias e histórias locais, o patrimônio cultural local foi uma derivação da cultura e de leituras restritas da própria cultura e, por sua vez do patrimônio. Ao final, espera-se oferecer subsídios teóricos e metodológicos para professores e pesquisadores interessados em desenvolver práticas de ensino que articulem cidade, patrimônio, memória e uso de fontes históricas, fortalecendo a aproximação entre produção acadêmica e o ensino básico.
Ministrante(s): Tadeu Pereira dos Santos (UNIR)
Resumo: A proposta do presente minicurso consiste em apresentar as relações de Sebastião Prata, Sebastião Bernardes de Souza Prata (Grande Otelo) com as questões que dizem respeito ao universo da negritude, o racismo contra o negro e suas nuances, além de pontuar algumas implicações na vida dos negros e das negras. Objetiva-se com isso sensibilizar os cursistas visando à compreensão da questão negra associando teoria e prática. além disso, com essa sensibilização os participantes do minicurso serão habilitados a entender negritude, definir racismo, identificar, diferenciar injuria racial e racismo, classificar discriminação e segregação. Como suporte para dar conta da intenção geral e específica será utilizado o personagem Grande Otelo. Negritude: conceito, arte, religiosidade e pensamento. Racismo: conceito, tipologia e exemplificação. Diferença entre injúria racial e racismo. Entendendo discriminação e segregação raciais. A metodologia se dará num diálogo entre teoria e prática combinada com exposição dialógica e interativa. Os recursos utilizados serão textos científicos, poemas, vídeos, revistas, dentre outros. O público consiste de pessoas do meio acadêmico, simpatizantes da questão negra, estudantes do ensino fundamental e médio e pessoas envolvidas no meio artístico e fãs do personagem Grande Otelo.
Ministrante(s): Hugo Rincon Azevedo (PUC-Goiás)
Resumo: Os panteões régios constituíram alguns dos mais importantes espaços de representação do poder na Península Ibérica medieval. Muito além de locais destinados ao sepultamento dos monarcas, esses ambientes foram concebidos como lugares de memória dinástica, nos quais arquitetura, escultura funerária, inscrições, liturgia e narrativa histórica articularam-se para construir discursos de legitimidade, continuidade e sacralização da realeza. Este minicurso propõe discutir a formação e a consolidação dos principais panteões régios ibéricos entre os séculos XII e XV, analisando as relações entre morte, memória, poder e cultura política na Baixa Idade Média. A partir da perspectiva da chamada “Nova História Política”, das mentalidades e dos imaginários, além dos estudos da memória, serão examinados os processos de construção e ressignificação desses espaços funerários, compreendendo-os como instrumentos de representação do poder e de preservação da memória régia. O minicurso fundamenta-se na análise integrada de diferentes categorias de fontes, conjugando documentação narrativa, documental, iconográfica e material. Entre elas destacam-se as crônicas medievais ibéricas; diplomas régios, testamentos e documentos monásticos; tratados genealógicos; inscrições tumulares; além da arquitetura e dos programas escultóricos dos panteões de San Isidoro de León, a Catedral de Toledo, Poblet, Santa Crua de Coimbra, Alcobaça e do Mosteiro da Batalha. O minicurso também discutirá os principais referenciais teórico-metodológicos empregados pela historiografia contemporânea para o estudo da memória medieval, do culto aos mortos e da monumentalização do poder, dialogando com autores como Pierre Nora, Michel Lauwers, Jose Manuel Nieto Soria, José Mattoso, Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt. Ao final, busca-se oferecer aos participantes instrumentos teóricos e metodológicos para a interpretação dos monumentos funerários enquanto fontes históricas privilegiadas para a compreensão das formas de exercício do poder, da construção da memória e da cultura política nas monarquias ibéricas medievais.
Ministrante(s): Jiani Fernando Langaro (UFG) e Mariana Mastrángelo (UNdeC e UBA)
Resumo: O minicurso tem como objetivo discutir o uso da metodologia da história oral no estudo de temas de história social, notadamente a história do trabalho e os movimentos sociais. Diante disso, perseguimos respostas a questões como: 1) É possível realizar uma pesquisa em história oral, séria e adequada em termos metodológicos, e mesmo assim não abandonar nosso compromisso com os movimentos, experiências e lutas sociais estudadas em prol de uma abordagem academicista? 2) Como podemos, mesmo dentro das rígidas regras do ambiente acadêmico, construirmos relações mais simétricas e dialógicas com sujeitos, movimentos e lutas sociais? 3) Como realizar nosso trabalho com rigor acadêmico, sem reduzir nossos(as) interlocutores(as) a meros objetos de pesquisa? Por se tratar de minicurso, o enfoque será mais teórico que prático, haja vista ser impossível o desenvolvimento de grandes atividades práticas de história oral em um espaço tão curto de tempo para seu preparo. Embora este resumo esteja redigido em língua portuguesa, o minicurso será ministrado nesse idioma e em espanhol. Por força das regras da Chamada Pública FAPEG nº 39/2025 – Programa Pesquisador Visitante Estrangeiro, que veda a oferta de atividades on-line por docentes estrangeiros(as) vindos ao Brasil com recursos dela provenientes, a atividade será desenvolvida apenas no formato presencial, nas dependências da Faculdade de História da UFG.
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