As inscrições para o XII Seminário de Letras e Artes
início das inscrições: 06 de fevereiro
As inscrições se darão nas modalidades ouvinte, comunicação de trabalhos e exibição de trabalhos de artes visuais.
As inscrições para ouvintes devem ser realizadas pelo formulário:
Período de inscrições como ouvinte: 06 de fevereiro a 20 de maio
Período de submissões de resumos para comunicação: 06 de fevereiro a 31 de março
Período de submissões para exposição artística: 06 de fevereiro a 31 de março
1. Para ter direito ao certificado de participação no evento é necessário o mínimo de 75% de presença.
2. Para os comunicadores e artistas que irão submeter trabalhos para participação na exposição, é impreterível, antes de efetuar a inscrição, fazer a consulta da página Submissões.
3. O pagamento da inscrição na modalidade de comunicação de trabalhos e exposição de obras deve ser feito somente após o aceite do comitê científico
TAXAS DE INSCRIÇÃO
MODALIDADE OUVINTE:
Ouvinte: R$25 reais
(O ouvinte poderá solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição, caso esteja cadastrado no CAD ÚNICO)
SUBMISSÃO DE TRABALHOS PARA COMUNICAÇÃO ORAL:
Graduandos e graduados (apresentação de trabalho com orientador Doutor): R$ 30 reais (por autor)
Estudante de mestrado com apresentação: R$ 40 reais (por autor)
Doutores e Doutorandos (opcional assinar com autor): R$ 55 reais (por autor)
SUBMISSÃO DE OBRAS DE ARTE PARA EXPOSIÇÃO
Exclusivamente para apresentação de obras de arte: R$ 30 reais
Caso o artista e/ou coletivo também envie trabalho para comunicação no XII SLA, a taxa de pagamento deverá ser realizada, de acordo com a tabela expressa acima.
Dados para o pagamento da taxa de inscrição:
Banco: Next 237
Agência: 3905
Conta corrente: 246868-9
Pix: allisonleao78@gmail.com
Minicursos
Minicurso 1
A Manaus dos mortos: arte e memória no espaço cemiterial
Profa. Ma. Carla Aires
Modalidade Virtual
O século XIX consolidou no Brasil uma nova maneira de lidar com os mortos no espaço urbano. Os cemitérios afastaram-se dos arredores de igrejas nos corações das cidades para locais distantes, considerados mais adequados aos sepultamentos. Nesses espaços, a arte vinha para recriar formas das cidades dos vivos e representar suas crenças, bem como seu imaginário em relação à morte. Na rigidez das rochas esculpidas buscava-se eternizar os anseios de eternidade para com a memória dos mortos.
Este minicurso tem por objetivo discutir o processo de construção em Manaus, nas últimas décadas do século XIX, de um espaço cemiterial que se acreditava condizente com o papel de capital moderna da borracha e de que forma as transformações do período impactaram a aquisição de objetos de arte tumular. Também serão analisados exemplares escultóricos remanescentes, os simbolismos que carregam e seu valor patrimonial para a Manaus de
Minicurso 2
Luto e música: as representações musicais dos assuntos fúnebres na obra de João de Deus do Castro Lobo (1794-1832)
Prof. Me. Guilherme Monteiro
Modalidade Presencial
O aparato simbólico que subjaz ao tema da morte nos dá a dimensão da importância que o assunto possui nas elucubrações do ser humano sobre a mortalidade. Os rituais, as representações pictóricas, cênicas, musicais e de natureza diversa são manifestações pungentes do trato que as diversas culturas oferecem às questões do trespasse, fornecendo elementos para interpretação dos significados inerentes aos ritos funerários. No que respeita à música (e suas vinculações com a prática religiosa), ela é um elemento fulcral do simbolismo em torno da temática em questão e ocupa, no seio da tradição cristã, uma ínclita posição. Seu uso nos rituais de cariz fúnebre do ocidente está vinculado a uma tradição de mais de mil e quinhentos anos - especialmente no que tange às matinas de defuntos - e acompanha o lento devir desses ritos desde pelo menos o século IV D.C. A produção de música para eventos fúnebres, portanto, esteve presente na agenda dos compositores do passado, figurando em grande número as missas de réquiem conhecidas, além dos responsórios de defuntos. No Brasil, o interesse pela produção de música fúnebre adentrou o século XIX e permeou a obra de compositores como o padre-mestre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) e o padre-mestre João de Deus do Castro Lobo (1794-1832). Deste último sobreviveu um conjunto de responsórios, em que será estudado a significação por meio de suas estruturas musicais. Para isso, abordar-se-á a obra através de três perspectivas teóricas: os tópicos musicais, a retórica e os esquemas de contraponto (schematae).
Minicurso 3
A fotografia como registros simbólicos da memória
Profa. Ma. Lorena Machado e Profa. Ma. Karen Cordeiro
O minicurso tem como objetivo promover reflexões e análises de imagens fotográficas partindo da metodologia iconológica, proposta por Erwin Panofsky. Será feito um breve panorama histórico sobre o surgimento da fotografia, percorrendo seu uso enquanto registro post mortem, e sua possibilidade de criação artística, a partir da análise de diferentes poéticas expressivas. Abordaremos a realidade fotográfica como camada interpretativa da realidade e da memória.
Oficinas
Oficina 1
Modos de dizer entre linhas - oficina de experimentações estéticas com o bordado
Profa. Esp. Lethicia Bernardino e Profa. Ester Fonseca
Modalidade Presencial
Ementa: Compreensão da técnica e da linguagem do bordado livre.
Prática de expressões por meio da materialidade do tecido, da linha e de outros elementos.
Oficina 2
Oficina de poesia: o processo de criação de "O Drone de Yebá Buró"
Escritor e Prof. Dr. Thiago Roney
Modalidade Presencial
Do cosmos às guerras. Da criação à destruição. O que pulsa na criação e na destruição? Qual é o cosmos da guerra? E qual é a guerra do cosmos? Qual é a poesia do processo civilizatório? E qual é o processo civilizatório da poesia? O que é a poesia de alguém? E o que é a poesia de ninguém? A poesia é uma cosmogonia? A cosmogonia é uma poesia? O que é a poesia do vazio? E o que é o vazio da poesia? Qual é a poesia do onçar? E qual é o onçar da poesia? Essas são algumas das perguntas que guiarão a oficina de poesia sobre o processo criativo do livro “O drone de Yebá Buró”. Na oficina, pretendo mostrar algumas ferramentas utilizadas no processo criativo do livro e, junto com a turma, aprofundar a dúvida e o abismo dessas perguntas como modo de lapidar o espanto com o mundo e de aumentar o fogo da criação poética.
Oficina 3
Entre uma dança e outra, uma pausa: o corpo na pandemia
Profa. Ma. Elayne Cristina Cardoso
Modalidade Virtual
“Tempos difíceis exigem danças furiosas. Cada um de nós é prova disso”.
(Alice Walker)
A pausa é um elemento importante na dança e na vida. Ao treinar a resistência na dança, utilizamos a tensão dos músculos antagonistas e agonistas, o que possibilita vida ao movimento, até mesmo na pausa, pois trata-se de um efeito do movimento de tensões contrárias. A pausa não consiste apenas em uma interrupção do movimento, longe disso, nela existe um movimento interno acontecendo com uma atenção e prontidão muscular no qual o corpo ganha outra dimensão, o que na dança se chama presença cênica. A pausa se instaurou em nossas vidas no início do ano de 2020 de forma visceral. A pausa obrigatória tomou nosso corpo e com a pandemia se estendendo à cidade de Manaus, configurou-se um momento muito difícil para os jovens e suas famílias. Interessou-me saber como os corpos dançantes estavam se relacionando com a dança naquele momento. De maneira não surpreende foi ressaltado o papel que a arte tem desempenhado no contexto pandêmico, por todo o potencial de vida, resistência e fortalecimento que ela tem. Ela é comparada a uma bateria ou a um acumulador de energia, que despende posteriormente. No momento de incertezas, perdas e de isolamento a arte foi e tem sido um caminho de encontro consigo e com os outros. A oficina é teórica-vivencial e proponho estimular um diálogo por meio dos movimentos, relacionando-os com a vida.