No interior das Minas ou na colina do Itacuruçá (RJ) a gente esticava as noites com
as cordas dos instrumentos e do coração para compor os nossos sons.
Da poesia das canções partimos para a produção de textos e, novamente, os amigos do peito, parceiros de longa data, estavam juntos na fundação da DIDAQUÊ Publicações e Produções. Escrevemos juntos milhares de Estudos Bíblicos para centenas de revistas utilizadas em milhares de igrejas. E realizamos diversos eventos, dentre eles, as edições de grandes congressos denominados "Juventude 2000". Atualmente, a Didaquê é uma empresa independente.
Silêncio!
O silêncio tá chegando.
Já posso ouvi-lo... é lindo!
É silencioso, maravilhoso, delicioso!
Quê? Música?
Ah! Um transeunte celebra versos
Agarrado em seu rouco violão "a letra A"!
Cerimônias caninas visitadas por bichanos
Adornam em consonância o belo cenário.
Pouco-a-pouco o silêncio fala mais alto,
Esse sonolento se perde na atmosfera deslumbrante.
Ele sorri...
Sorri cumprimentando o amor.
O vento assola cantarolando,
a folhagem dança,
E as estrelas assistem.
Da fresta do portal uma luz luarenta se aproxima
Completando a estupenda paisagem.
Ainda que o leito ansioso lhe aguarda
E o sono retardado aperte,
Ele se imerge na apaixonante contemplação.
Ah! Que espetáculo
É o mundo de Deus!
A peleja continua...
Mas, o sono lhe nocauteia.
Ele contempla agora a fantasia de seus sonhos
A natureza ensaia, se prepara
Para a próxima noite
com o seu eterno admirador.
Noites de ninar
Só mesmo no querido Jequitibá!
Wilson Emerick,
Madrugada primaveril, 1978, 3h25.