👉 Seu desafio é investigar e criar.
Durante quatro encontros, sua equipe vai descobrir quem foi Clarice, que Brasil ela retratou e quais vozes são pronunciadas no decorrer da história.
Ao concluir a WebQuest, cada grupo apresentará duas produções:
🎧 UM REGISTRO DO PERCURSO — pode ser um podcast, mini-documentário ou painel multimídia mostrando o que aprenderam dando destaque a um tema que julguem pertinente.
📝 UMA CRIAÇÃO AUTORAL — texto ou vídeo em que vocês reescrevem o destino de Macabéa, dando-lhe nova voz e significado.
O trabalho em grupo não é obrigatório, se desejar realizar as atividades de forma individual, sinta-se à vontade!
Tudo isso construído com pesquisa, imagens, sons e ferramentas digitais — incluindo a IA, que você usará de forma crítica e consciente.
🧭 Missão do grupo
Formem equipes em que cada uma terá uma função diferente, logo as equipe terão no mínimo 4 participantes:
pesquisador(a) histórico-cultural
repórter literário(a)
fotógrafa(o) e curador(a) de imagens e vídeos
produtor(a) digital
Mesmo com funções diferentes, ninguém trabalha sozinho.
Cada papel é uma parte importante do grupo: quem lê, quem fala, quem cria e quem organiza.
Juntos, vocês formam uma constelação de ideias — cada um brilha de um jeito, mas o trabalho só faz sentido com todos.
Qual o papel de cada participante da equipe?
Orientações e dicas, após organizarem os grupos clicando nas imagens a seguir.
🔎 Pesquisador(a)
Você vai descobrir como era o Brasil quando Clarice escreveu A Hora da Estrela.
Vai procurar fotos, músicas, notícias e curiosidades dos anos 1970 e 1980.
Também vai pesquisar quem era Clarice Lispector, Suzana Amaral (a diretora do filme) e Marcélia Cartaxo (a atriz que interpretou Macabéa), o que essas mulheres viveram naquela época. E as demais?
Seu papel é ajudar o grupo a entender o mundo onde a história acontece.
Dica: pense como um detetive do tempo!
✍️ Repórter
Você é o leitor mais atento do grupo.
Vai ler trechos da história e anotar frases que chamam atenção.
Pode entrevistar colegas, fazer perguntas e ajudar a contar a história com as suas próprias palavras.
Quando o grupo for fazer o documentário ou podcast ou escrever o texto final, você ajuda a transformar o que leram em fala ou texto.
Dica: ouça, observe e anote o que ninguém percebeu ainda.
🖼️ Curador(a)
Você cuida da parte visual do trabalho.
Procura e produz imagens, músicas, fotos, trechos de filme e cores que combinem com o que o grupo está estudando.
Ajuda a montar o mapa multimídia, o painel da exposição ou a capa do podcast.
Seu olhar é importante para mostrar o que muitas vezes passa despercebido.
Dica: escolha imagens com respeito e significado. Pense no que elas contam sem precisar de palavras.
💻 Produtor(a)
Você ajuda o grupo com a parte tecnológica.
Usa o computador, o celular ou o Chromebook para organizar, gravar, montar e publicar o trabalho.
Pode usar Padlet, Canva, Google Slides, ou Anchor, e também a IA (Gemini ou NotebookLM) para ajudar a pesquisar e revisar o texto.
É você quem transforma as ideias em algo que todo mundo pode ver e ouvir.
Dica: tecnologia é ferramenta — o brilho vem das pessoas.
Cronograma de trabalho
Sugestão para organização dos encontros e da escrita das duas tarefas a serem entregues.
ENCONTRO 1 — Palavra, nome e voz
Atividade “Meu nome, minha história”: origem, quem nomeou, como me sinto, como quero que se dirijam a mim no clube.
Recebimento do Diário de Bordo/Descobertas, marca-páginas do dia com cronograma dos encontros.
Breve conversa sobre como são designados os nomes na cultura afro-indígena brasileira.
Discussão inicial: por que será que Clarice propôs 13 títulos diferentes: o que significa mudar de nome? Quando precisamos renomear as coisas?
Leitura transversal de A Hora da Estrela.
Distribuição dos papéis (pesquisador(a), repórter, curador(a) e produtor(a)).
ENCONTRO 2 — O Brasil de Clarice e Suzana
Foco: anos 1970 (livro) e 1980 (filme).
O grupo de pesquisadores levanta:
fatos históricos, músicas, notícias e imagens dessas décadas;
situação política (ditadura), social e das mulheres;
quem eram Clarice Lispector, Suzana Amaral e Marcelia Cartaxo;
que desafios enfrentaram como mulheres artistas,
quais prêmios receberam e por que o filme é importante até hoje?
O grupo de pesquisadores e repórteres analisa:
como Macabéa e as outras mulheres são descritas no livro;
o papel do narrador masculino (trechos sobre o narrador e o “direito de existir”);
o contraste entre as que têm nome e as que não têm.
🪶 Em cada tempo, quem teve o direito de ter nome e voz?
ENCONTRO 3 — Nome é herança e resistência
Debate orientado: como cada mulher é representada no livro?
O grupo de pesquisadores pesquisa sobre:
rituais de nomeação afro-indígenas (nomes que vêm de sonhos, de natureza, de feitos).
Todos discutem a:
Relação entre nome e identidade: “que nome eu daria a mim hoje? Ou, por qual feito quero ser lembrada(o) e que nome poderia estar vinculado a esse feito?”
Repórteres e curadores constroem o painel/mural ‘As Mulheres e Seus Nomes’, apresentando/comparando:
mulheres do livro;
mulheres do filme;
mulheres afro-indígenas e brasileiras atuais (cientistas, artistas, lideranças).
💬 O nome como herança, a voz como resistência
ENCONTRO 4 — Das páginas à tela
Exibição e análise de trechos do filme de Suzana Amaral.
Discussão sobre o olhar da diretora e da atriz: como elas “renomearam” Macabéa?
Todos com apoio dos produtores digitais montam um podcast ou mini-documentário ou linha do tempo sobre Clarice → Suzana → Marcelia → vozes femininas de hoje.
Ou apresentem um mini-documentário ou podcast com novo fim possível para Macabéa e um título diferente para o livro.
Será que também seria necessário mudar o nome da protagonista?
Autoavaliação: rubrica (se necessário agendaremos um ENCONTRO 5).
🪶No Brasil atual — quem ganhou voz? quem ainda é silenciado?
Qual a proposta de entregas para o final dos encontros?
Você, em equipe, poderá:
Reescrever as informações que for se apropriando, com suas próprias palavras, do seu jeito.
Escolher no mínimo 2 formatos criativos para expressar o que você descobriu.
Duas tarefas deverão ser entregues (1) 🎧 um registro do percurso e (2)📝 uma criação autoral com a reescrita do destino de Macabéa.
Você pode escolher o formato criativo que mais combina com você. A seguir, alguns exemplos.
🎨 Mural digital — painel com imagens, frases e trechos de obras. (Canva, Padlet)
📚 Lapbook — livro-dobrável artesanal com abas, bolsos e mini-cartazes.
Materiais: cartolina, cola, canetas; pode virar versão digital no PowerPoint/Canva.
🎧 Podcast literário — áudio curto com curiosidades, leitura e comentários. (Anchor/Spotify, Audacity, tablet/celular)
🎬 Mini-documentário — vídeo de 2–3 min com falas, imagens e legendas. (CapCut, InShot, Canva vídeo, tablet/celular)
🕰️ Linha do tempo interativa — trajetória de vida e escrita (ou dos prêmios do filme). (PowerPoint, LapBook)
✍️ Crônica ou poema autoral — texto inspirado em Clarice ou reimaginando Macabéa. (Google Docs, Word)
📰 Reportagem literária — texto híbrido (informação + linguagem poética) sobre “quem brilha hoje”.
🧵 Carrossel/Thread — sequência de cards (Instagram/Slides) explicando ideias-chave.
🖼️ Exposição multimídia — pequena mostra (painéis + QR codes para áudios/vídeos).
🎭 Cena dramatizada ou videocarta — roteiro curto e performance/gravação.
📖 Zine/HQ curta — folheto ilustrado ou tirinhas sobre “dar nome é existir”.
🪶 Cordel/declamação/slam — composição sobre voz, nome e ancestralidade.
E outras tantas possibilidades.
Lembre-se:
dê créditos às fontes e imagens;
inclua legendas e descrição de imagens (acessibilidade);
registre tudo que julgar importante em seu Diário de Descobertas, tal qual Clarice fazia.