Como todo ser vivo, ao longo de sua evolução as plantas desenvolveram características que facilitam sua sobrevivência. A cor e o perfume das flores são um bom exemplo disso.
“O perfume age como chamariz para agentes polinizadores como mariposas, moscas e outros insetos. Atraídos pelo odor, que insinua a possibilidade de encontrar alimento, eles acabam pousando na flor, que é nada menos que o órgão reprodutor das plantas chamadas angiospermas”, explica a botânica Nanuza Menezes, da Universidade de São Paulo.
Ao pousar em diversas flores, esses insetos carregam o pólen de uma para outra, fecundando-as. Os perfumes, por sua vez, são produzidos por tecidos glandulares chamados osmóforos, localizados nas pétalas da flor ou em sua sépala (parte do cálice exterior). Essas glândulas soltam mínimas quantidades de óleos voláteis – isto é, que evaporam com facilidade -, que são os responsáveis pelo odor exalado.
Há também flores que, em vez de perfume, produzem odores fétidos – como o de carne podre – para atrair moscas, quando são elas que cumprem o papel de polinizador.
Uma das flores mais comuns e conhecidas em todo o mundo são as rosas e o que faz com que elas sejam bastante populares é o fato de elas também serem bastante antigas, sendo cultivadas ainda na Antiguidade. Além disso, há algo muito interessante sobre a existência das rosas: é o fato de terem encontrado inclusive fósseis de diversas espécies específicas de rosas e que predizem uma data de vida delas de cerca de trinta e cinco milhões de anos atrás, o que é incrível.
Há alguns estudiosos que dizem que as primeiras rosas que foram vistas no mundo nasceram na região do continente asiático em um período estimado há cerca de cinco mil anos. De acordo com a história que se conta, desde que foi vista a rosa passou a ser muito estimada e admirada pelas pessoas, se tornando um símbolo do afeto, do amor e do carinho entre as pessoas.
De uma maneira geral, as rosas apresentam mais de cem espécies específicas diferentes entre si. É claro que ao longo de todos esses anos houve uma grande alteração em diversos aspectos das rosas, inclusive a mistura entre uma espécie e outra, por acaso, bem como a partir da realização de cruzamentos induzidos pelos seres humanos para testes e para a tentativa de promover algumas alterações nas flores ou até mesmo em suas características fisiológicas, como a necessidade de incidência de luz solar para sobreviverem, por exemplo.
Você gostou desta informação? Por favor clica num dos botões, para sabermos qual é a sua opinião!