Os dados mostram que a violência sexual contra crianças e adolescentes não é um problema recente, mas tem se tornado cada vez mais visível ao longo dos anos. Antes da pandemia, os registros já indicavam um número elevado de casos, especialmente em contextos familiares e de proximidade.
Durante a pandemia de COVID-19, houve uma aparente redução nas notificações. No entanto, esse cenário não representou diminuição da violência, mas sim uma queda nas denúncias, causada pelo isolamento social, pela dificuldade de acesso a redes de proteção e pela convivência constante com os agressores.
No período pós-pandemia, os dados voltam a crescer de forma significativa, revelando não apenas a retomada das notificações, mas também a intensificação e persistência da violência. Ano após ano, observa-se um aumento nos registros, evidenciando que se trata de um problema estrutural e contínuo.
Esses números reforçam a urgência da prevenção, da escuta e da responsabilização. A violência está presente, muitas vezes silenciosa, e precisa ser enfrentada com informação e ação.
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA (ANDI)
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (CONANDA)
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (IPEA)
FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF)
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA)