Sepé Tiaraju
Classe: Heróica
Preço: 1000 créditos
Habilidade: Protege o grupo de uma roleta.
Sepé Tiaraju
Classe: Heróica
Preço: 1000 créditos
Habilidade: Protege o grupo de uma roleta.
Sepé Tiaraju nasceu na capitania de São Paulo em Rio Pardo, atualmente a cidade de São Luiz Gonzaga em 1723 e morreu na Capitania d'El Rei onde hoje chamamos de São Gabriel. Durante esse período histórico, toda essa região era de domínio espanhol, sendo assim, precisamos pensar nesse homem como alguém com características e cultura de origem espanhola, em especial, por sua vivência com os padres jesuítas, além, obviamente, da sua cultura guarani, sendo considerado um cacique entre seu povo.
No seu registro, de origem espanhola, seu nome era Joseph Tyarayu, mas segundo a biografia do indígena, seus companheiros guaranis somente o chamavam de Sepé. A palavra sepé pode ter duas origens: a primeira é de ordem biológica, sepé é um tipo de gramínea que cresce no RS e serve para recuperar terras após queimadas e secas; a segunda é de origem guarani, a palavra sepé representa sábio ou chefe.
O evento que tornou Sepé Tiaraju um herói guarani foram as chamadas "Guerras Guaraníticas". Esse evento ocorre devido ao Tratado de Madri em que Portugal cedia a colônia sacramento para a Espanha em troca de diversos territórios atuais do Brasil, dentre eles, estava incluso as missões jesuíticas. Sepé, com o apoio dos padres jesuítas que ali estavam, decidiu resistir a desocupação dos índios de suas casas, dando início a guerra de resistência.
As Guerras Guaraníticas ocorreram entre 1753 até 1756, os indígenas guaranis tinham uma grande criação de gado em uma região propícia para tal atividade, sendo assim, gostariam de manter-se na terra, estamos falando de 30 a 50 mil pessoas que viviam na região e o deslocamento seria bastante árduo, considerando que tinhamos infantes e idosos entre eles. Tanto o exército português como o espanhol atacam os indígenas nessa guerra.
A Batalha de Caiboté foi a última de Sepé e, reza a lenda, que o indígena subiu aos céus pois seu corpo nunca foi encontrado. Sendo assim, algumas pessoas acreditam que Sepé tornou-se um santo. A Igreja católica, no entanto, nunca santificou a personagem do índio, não reconhecendo esse mito. É verdade que existe uma tentativa de canonizar a figura, mas por ora, não é oficial.
Na literatura e música, Sepé é abordado inúmeras vezes, sendo parte importante dentro da cultura gaúcha. O, provável, maior escritor gaúcho, Érico Veríssimo, em sua maior obra, "O Tempo e o Vento", coloca a figura de Sepé no seu romance.