Alunos adultos no nível avançado de inglês que gostariam de continuar seus estudos para aprofundar seus conhecimentos e praticar o idioma.
Alunos de inglês adultos, ao alcançarem um nível mais avançado conversacional de inglês, têm a necessidade de continuar aprendendo, mas com diferentes gatilhos motivacionais. Ao continuar fazendo as mesmas aulas com foco em gramática e vocabulário, se desmotivam facilmente. E aulas de conversação não providenciam o aprendizado que eles requerem. Como, então, motivar os alunos para continuar aprendendo sem ter aulas tradicionais ou apenas aulas de conversação?
Descoberta: para entender o problema, fiz uma entrevista quantitativa com os alunos desse perfil. Os dados mais relevantes que foram coletados foram a preocupação de esquecer o que haviam aprendido, aulas de conversação não se aprofundam o suficiente no aprendizado, não há nenhum tipo de feedback para orientá-los sobre sua performance, ainda há o que aprender porém não querem ter que passar por aulas tradicionais com foco em gramática e exercícios. Aprofundei os dados a partir de observação de aulas e entrevistas com grupos focais.
Insight: os dados coletados me fizeram entender que os alunos gostariam de continuar aprendendo em inglês, se aprofundando no conhecimento de temas e assuntos variados, partindo da premissa do EMI, English as Means of Instruction.
Desafio: como trabalhar temas variados e continuar o desenvolvimento linguístico dos alunos, sem ter que trabalhar com aulas mais tradicionais de ensino de idiomas?
Referências: pesquisei entre os alunos com esse perfil quais temas seriam de interesse deles para trabalharmos. O resultado foi artes, cultura, tecnologia, história, curiosidades e atualidades. Embora muitos materiais didáticos voltados ao ensino de inglês trazem esses temas, optei por buscar material autêntico e sem edição para trabalhar com os alunos, em fontes como CNN, NBC, TED Talks, Khan Academy, NY Public Library, entre outras fontes.
Abordagem: a abordagem que eu desenhei para esse curso foi baseada na taxonomia de Bloom, trabalhando altas habilidades para o desenvolvimento de novos saberes. Os alunos passavam por uma breve discussão para resgatar conhecimentos prévios sobre o determinado assunto, alguma fonte de informação era trazida como modelo para os alunos compreenderem melhor, em seguida aplicavam sua compreensão em forma de discussões, passando por uma análise e avaliação do próprio aprendizado, culminando na criação do seu próprio conteúdo.
Resultado: com essa abordagem de curso, os alunos exercitavam o seu novo saber usando o idioma como instrumento de aprendizado e não como fim. O feedback dos alunos eram baseados em auto-avaliação, avaliação entre pares e feedback reflexivo do professor, registrados em forma de portfólio todo o progresso de cada aluno dentro dos temas trabalhados. No final do período o aluno avaliava o curso e o professor, para eventuais melhorias no processo. A estratégia comercial seria de colocar a escola com um curso inovador, que até então não havia na região, e reposicionar a escola que já tem uma tradição forte no ensino tradicional como disruptiva também na forma de inovar o ensino.
Sendo o material de apoio das aulas de autoria própria, para a distribuição do material usamos o Google Sala de Aula.
A gestão da aprendizagem foi toda feita na turma do Sala de Aula, incluindo presença, fórum de dúvidas, interações entre alunos, ambiente virtual para aprendizagem e portfólio individual de acompanhamento.
Dentro do ecossistema Google os professores puderam criar alguns processos de gestão das turmas no curso, incluindo o Google Planilhas para acompanhamento das atividades dos alunos, e o Google Sites para criar o portfólio de acompanhamento individual dos alunos.