Podemos concluir que a obra de Martins Pena é muito importante para a história do teatro brasileiro, pois foi nossa primeira comédia de costumes. Se mostra bastante atual, pois critica as convenções sociais e o governo, além de satirizar a figura dos juízes e políticos no Brasil do século XIX. De acordo com essa perspectiva, será feita uma analogia com o fenômeno da “judicialização das políticas públicas”, partindo-se da premissa de que os juízes foram alçados de elite intelectual nacional ao papel de substitutivos dos Poderes Legislativo e Executivo na função de garantidores dos direitos fundamentais constitucionais, uma vez que as questões de relevância política e social passaram a ser decididas, em última instância, pelo Poder Judiciário, não estando mais restritas às esferas de decisão política. Ao final serão feitas reflexões acerca da necessidade de superação das práticas judiciais adjudicantes da prática política, ressaltando a necessidade de construção de fluxos e protocolos que assegurem e fortaleçam a relação interinstitucional entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário no Brasil.