O Power da Febra,
à Tapada do Outeiro
Data: 19 de julho de 2026
Por: Miguel RegoData: 19 de julho de 2026
Por: Miguel RegoCompareceram na Pícua Doce 3 intrépidos ciclistas, todos apoiados pelas suas montadas elétricas (Miguel Rego, Rui Baptista e Gaspar Morais). A manhã, sem sol, estava propícia a uma volta suave, mas na hora de escolher o guia, cometemos a imprudência de delegar nas minhas pobres capacidades de orientação a decisão sobre o percurso a realizar. Diga-se, em abono da verdade, que a ideia primeira foi "Febras na Senhora do Salto - sugestão do Barbosa". Todos de elétrica, o Baptista a estrear a sua nova Specialized Turbo Levo 4, o Gaspar a incentivar à viagem por Santa Justa, e lá nos metemos ao caminho, completamente inconscientes da distância, ou de como é que faríamos o regresso. Febras, senhores, febras! Isso é que nos guiou.
Seguimos para o Alto da Serra, fomos paulatinamente até ao Sanatório, descemos a encosta até à estrada N209 e depois metemos pelo trilho que nos conduziria a Couce, mas com uma grande diferença, fruto certamente da arrogância só possível pela assistência elétrica, subimos a encosta com pendente suave até ao cume, com vistas fantásticas até ao mar, fomos dar àquele pinheiro alto, de onde a vista alcança o vale de Couce, o rio Ferreira e a Serra de Pias. Percurso a exigir destreza nas descidas com muita pedra solta, chegamos a Couce, cruzamos a ponte e seguimos pela direita para subir Pias até à estrada que nos havia de levar alegremente à Senhora do Salto. O trilho está um mimo. Os anglo-saxónicos chamam-lhe "rock garden", entenda-se um tapete de calhaus pontiagudos.
Chegados à Senhora do Salto, estivemos lá a comer uma sandes de febra, com queijo e ovo, durante quase uma hora. Aquilo agora é ocupado pela malta das motas, muito cabedal negro, muita barba cofiada. ah! E claro que encontramos o Barbosa no Salto em modo "motard". No regresso ainda se pensou meter pelo monte até Campo, mas o apelo da estrada foi mais forte, e assim nos metemos por Aguiar de Sousa, Sernande, em direção à N108. Teria sido igualmente interessante subir Pias do lado de Campo, descer novamente a Couce e subir Santa Justa. O que foi? Então com baterias de 800 Wh dá para isso e muito mais!
Mas, prosseguindo o relato, mais uma vez levados pela força da eletricidade, pensei ao passar por Brandião - "E se metessemos pela Serra das Flores acima?" Lá fomos pela estrada para Gens, mas lá no alto, infletimos pela esquerda e descemos a encosta ao lado da auto-estrada, indo encontrar a N108 junto ao nó de ligação perto das Medas, e da Tapada do Outeiro.
Daí em diante foi sempre a rolar, a 25km/h, para o motor não cortar até casa, onde já se brandia o rolo da massa...
Pelas contas do Gaspar fizemos cerca de 75km, com mais de 1200 mts de acumulado de subida.
Conclusão: Os eletrões abriram a possibilidade, mas foi a febra que nos deu todo o poder.
Obrigado aos companheiros de passeio de e-bike e votos de boa semana. Boas férias a todos os meus amigos, que me vou a banhos. Adeus, até ao meu regresso.
Abraço,
Miguel Rego