O Paulo de saco cheio,
ao Chasco
Data: 12 de julho de 2026
Por: Miguel RegoData: 12 de julho de 2026
Por: Miguel RegoNa psicologia existe um conceito que ilustra bem a sensação pela qual passamos inúmeras vezes ao longo do dia: a ambivalência. Ela significa que temos sempre, em cada instante, razões para fazer algo e razões para não o fazer. A cada manhã, após o despertador tocar, começa essa dança: levanto-me já ou fico mais um bocado?
Sempre que anuncio que me juntarei a vocês numa manhã de domingo, preparo-me para eliminar essa ambivalência pela raiz. Quando a esse anúncio se juntam as memórias de outras manhãs a pedalar com os Empenhados, levanto-me antes mesmo de o despertador tocar. Sei que vamos criar novas memórias, presenciar cenas dignas de filme, sentir os cheiros, observar as cores da vegetação e dar boas gargalhadas.
Deste domingo, guardo o verde do milho a crescer frondoso nas margens do Leça e os cheiros a figos e maçãs nos caminhos rurais de Refojos de Riba de Ave. Ainda consigo sentir o travo fresco do Espadal e a textura do frango assado que degustamos com pão, sentados no chão em frente a uma garagem perto do Chasco.
Fomos lá parar sem premeditação. Seguimos o Leça, que corre com pouca água, e ainda pensamos em subir a Agrela, mas cortamos caminho por um trilho pedregoso. Os caminhos, já nossos conhecidos, foram rolantes e sem grandes dificuldades técnicas. Seguimos descontraídos, passando por algumas silvas, mas sem arranhadelas ou danos de maior.
No final desta manhã, o Sol, que esteve encoberto, surgiu para guiar o nosso regresso a casa por Alfena e Ermesinde.
Trouxemos memórias e viemos, literalmente, de saco cheio, o Paulo que vos conte.
Foi mais uma excelente manhã de camaradagem e espero que em breve estejamos todos reunidos para sermos, verdadeiramente, "Tantos & Empen(h)ados".
Votos de uma boa semana.
Abraço,
Miguel