Entrando em propriedade privada,
a Gião
Data: 14 de junho de 2026
Por: A. Augusto de SousaData: 14 de junho de 2026
Por: A. Augusto de SousaHoje estava sozinho... e o tempo resolveu mudar: do calor abrasador dos últimos dias, veio a chuva...
À última hora alterei um pouco a indumentária e aí vou eu; molha vinda de cima, molha vinda de trás que, na pressa, o guarda-lamas baldou-se ao trabalho, lá vou eu fazer o traçado planeado: Caminho Central até Gião, Percurso Pedestre marcado, fuga para oeste até Angeiras e "Voltinha do Augusto" até casa.
Aqui a novidade era o PR, percurso pedestre em Gião e Malta... tinha obtido um track na net e iria testá-lo... Oficialmente inicia-se junto à Igreja local, assim como os restantes PR, na "Poça de Pinelas". "Qual é o número do meu track? É o G3? É o G5?" Hum... comecei mal, pois não consegui perceber qual seria... Adiante que se faz tarde, sigo o track que trago e pronto!"
O trajeto é bonito, por entre a ruralidade que caracteriza o local. Os caminhos são vulgarmente ladeados por muros de pedra, alguns deles muito interessantes. O milho abunda, neste tempo do ano, mas há também ramadas e outros tipos de exploração agrícola.
Por falar em exploração agrícula... a certa altura, segue à minha frente uma carrinha branca que se imobiliza adiante. O senhor sai e, ao dar comigo, não comenta, mas faz uma cara estranha... resolvo intervir, antes que descambe: "O senhor ao ver-me fez uma cara estranha!!!" ao que ele responde "pois é claro, isto aqui é propriedade privada!"
Bem, senti-me um pouco mal e pedi desculpa... "ah, e tal... esta coisa do track no gps... não reparei..." Mas com algum saber estar, não se mostrou (muito) aborrecido e disse-me para prosseguir: "Não se preocupe, aí à frente já apanha a estrada".
Dei comigo então em Malta, numa exploração que tenho visto muitas vezes do exterior, ali junto ao Calvário do Senhor das Cruzes, "Campilegumes". Mas ainda andei aos "esses e zês", até conseguir chegar à tal estrada. Ufa!!!
Como conclusão... estre track não era nenhum dos oficiais que constam no placard na Poça de Pinelas... Tenho de rever as minhas fontes... ou ir para lá sem track definido!
Terminado o PR, passo pela igreja de Modivas (sim, desmontei, o guiador não passa entre as paredes) e adiante deliciei-me com um velho aqueduto. A estrutura ainda lá está e, como não é muito alto, consegui fotografar o seu "interior", exposto por falta de algumas lajes que o cobriam como forma de proteção das águas que transportava.
A certa altura passei a seguir o traçado da voltinha do Augusto. Realço aqui a casa avermelhada com três andares e mansarda que, de velha, um dia ainda cai... e o resto já é por demais conhecido, com passagem pelo túnel do aeroporto.
Em tempo de santos populares... as tradicionais cascatas ainda vão aparecendo... e sim, vi duas, no cruzamento de Vilar e no jardim do Largo do Souto, Custóias. É uma arte popular que, de certa forma, conta histórias... e é muito bonita! Ainda me lembro do velhinho "dê-me um tostãozinho para o S.to António"...
Já vai longo este texto... quase tão longo como o meu passeio de hoje: 50km que acabaram por ser secos, tirando a parte inicial que ainda molhou! P'rá semana há mais! Até lá,
"Adeus e até ao próximo empeno",
A. Augusto de Sousa