Último tombo do ano,
a Angeiras
Data: 30 de dezembro de 2025
Por: A. Augusto de SousaData: 30 de dezembro de 2025
Por: A. Augusto de SousaEstava um tempo frio... mas de céu limpo e iluminado. "Vamos?" E a resposta foi, já se imagina, "SIM"! Não deveria ser um passeio muito pesado, pois havia celebrações de aniversário à tarde... não seria pois de bom tom "deixar cair o queixo no prato da sopa" em plena festa... e assim fomos pedalar mas não muito, eu e o AC.
Encontrámo-nos na ponte de Moreira eram 9:30 (brrr... que frio) e seguimos dali pelo Corredor Verde do Leça para oeste. As águas do rio libertavam uma neblina que dava um ar de mistério à paisagem... a combinação com o verde dos campos circundantes era deliciosa, a valer bem a pena o ter saído do quentinho...
Chegados à ponte de D. Goimil, num vale "aberto", já o sol aquecia um pouco e as neblinas tendiam a desaparecer, mas no final do trajeto, na ponte do Carro, ainda se faziam notar... bem... o indicador de temperatura do meu GPS chegou a indicar temperaturas abaixo dos 4ºC...
Feita a "subida maluca" da ponte para Sta Cruz do Bispo (ok, aqui ficámos quentinhos...), seguimos para Angeiras, passando pelo Campo Pedroso e Monte do Corgo; a ribeira que passa no pequeno vale ao lado do nó da A28 estava "farta" e rápida... "vamos molhar os pés, ai vamos, sim"... e a coisa não seria nada boa, pois, com o frio, ficaríamos com os membros inferiores autenticamente gelados... mas, milagrosamente, lá conseguimos passar sem grandes molhas!
Passagem na Fábrica Ramires... adiante, num troço que estava mais lama do que terra... mais alguma estrada, mais monte... trajeto pelo estradão de segurança da A28 e lá estávamos em Angeiras. Para encurtar, evitámos a passagem pelos "trilhos da lama" a nordeste de Angeiras...
Um café rápido e já estávamos a fazer o regresso. Primeiro, pela ciclovia paralela ao mar, até à praia da Memória, depois por estradinhas secundárias um pouco interiores, dirigimo-nos às célebres Sepulturas Medievais de Montedouro. É sempre um gosto passar naquele local... pelo que ele representa, mas também pela belíssima paisagem que dali se vislumbra na direção do mar.
E foi então que a coisa aconteceu... já depois da descida do local, paro eu para mais uma fotografia e ouço atrás de mim um estrondo... "catrapumba"... era o AC... ainda imóvel no chão, de cabeça para baixo, sobre a bicicleta, tentava perceber os danos... felizmente não foram graves, mas não se evitou de uma visita ao hospital da Boa Nova, ali mesmo ao lado (olh'á sorte!) para levar uns pontos no queixo. Valeu o simpático senhor da casa em frente que, apercebendo-se da situação, ofereceu desinfetante e outros materiais para estancar o sangue que não parava de jorrar.
Enfim... não caiu com o queixo no prato da sopa... mas...
Depois de assegurar que ele estava bem, lá regressei a casa pela zona de trás da GALP, passando pelo centro de Leça da Palmeira, ponte levadiça, Matosinhos...
Foi uma despedida estranha do ano 2025; por um lado, foi negativa, devido acidente ocorrido: literalmente o último tombo de 2025; por outro lado... o tempo esteve magnífico para a prática da modalidade e o colorido estava lindíssimo!
Agora... é olhar para o que aí vem, ou seja, para 2026! Com certeza que outros maravilhosos passeios virão, com mais verde, mais sol, alguma chuva (não nos livramos) e, esperamos, sem acidentes!
Até lá, fica o meu "adeus e até ao próximo empeno",
A. Augusto de Sousa