Por parques e elevadores,
ao castelo de Gaia
Data: 29 de novembro de 2025
Por: A. Augusto de SousaData: 29 de novembro de 2025
Por: A. Augusto de SousaHoje tinha previsto um passeio por parques verdes... e há vários, como se sabe, pelo Porto e concelhos vizinhos!
O primeiro foi Corredor Verde do Leça, que fomos iniciar na Ponte do Carro... pouca gente, muito verde e... algum Sol, que sabíamos desaparecer dali a pouco. Este percurso constitui um bonito parque que seria o primeiro do dia!
Conhecemos as várias pontes antigas, algumas medievais, que permitem a travessia daquela linha fluvial. Algumas já se encontram algo adulteradas, mas a sua origem ainda é visível.
Da Ponte da Pedra, seguimos para o Parque de Picoutos, também interessante com os seus relvados longos e as suas hortas comunitárias. É cortado a meio pela Ribeira da Asprela que por aqui se chama... Ribeira de Picoutos! Sair dai é que foi difícil: a subir por um passadiço de madeira escorregadio pela humidade, a parecer que tinha sido untado com óleo... Mesmo a pé era necessário ir deitando as mãos aos corrimãos, não fosse acontecer o pior!
Passando pelo centro de S. Mamede... decidimos alterar o nosso percurso; mais parques há para visitar, terão de ficar para a próxima oportunidade. A intenção de passarmos na estação de Contumil levou-nos a encontrar a famosa Feira de Vandoma, no seu novo local. Muita gente, muitos vendedores... e "vamos embora que se faz tarde".
"Vamos ver as obras do "matadouro"... e se bem o pensámos, melhor o fizémos, embora com pouco êxito, pois só vimos o portão fechado... Dali para a Corujeira... terrenos do demolido Bairro de S. Vicente de Paulo (belas vistas que aquilo tem...) e, pelas traseiras da Estação de Campanhã, seguimos para a antiga linha da Alfândega. Está bastante transitável e tem uma paisagem deslumbrante! Dali se apreciaram as pontes do Douro, mas de um ponto de vista, digamos, diferente!
Descer para a marginal fluvial? Xiiii... escadas estreitas e quase verticais, degraus curtos e irregulares, tudo a dificultar o avanço... exceto aquele corrimão de aço inox que alguém teve o bom senso de mandar colocar... MUITO OBRIGADO!
E agora, o que fazemos? "Quero fazer pelo menos 40Km; vamos ao cais de Gaia e subimos para a ponte da Arrábida ao chegarmos à Afurada". E fomos... a chuva começava a ameaçar ser forte... os turistas eram mais escassos do que o normal. "Olha, subimos aqui, vamos ao Castelo de Gaia"... e logo ali subimos, muito antes, portanto, da Afurada.
A coisa empina... "vai ser difícil"... e, de repente... "olha umas escadas rolantes"... e foi assim que, em dois lanços de escadas, e uns três elevadores, tudo movido a "eletrões", chegámos à imediações do dito castelo. O último lanço, fizémo-lo a pedalar, para evitar mais elevadores com sintomas de avaria (sim... estivémos uns segundos largos com o elevador anterior parado a meio e dar sinal de avaria!!!!).
Apreciada a paisagem que, como se sabe, é das melhores que o Rio Douro oferece (pena é a falta de visibilidade causada por nevoeiro ou mesmo pela chuva), seguimos pela antiga fábrica da eletrocerâmica para a Ponte da Arrábida, passando pelos terrenos dos hotéis. Guerra Junqueiro, Tenente Valadim, Rua de Francos e Av. Cidade de Xangai trouxeram-nos de novo a casa.
Foram 43 km sem grandes dificuldades, com algum frio de início e alguma chuva no final (forte, por momentos), mas muito variados e agradáveis. Já há algum tempo que não fazíamos a linha da Alfândega, foi bom recordar.
Um abraço para todos.
Adeus e até ao próximo empen()o,
A. Augusto de Sousa