Caça aos Gambozinos,
a Guilhabreu
Data: 7 de julho de 2024
Por: Miguel RêgoData: 7 de julho de 2024
Por: Miguel RêgoEsta manhã, éramos dez ciclistas intrépidos, prontos para a nossa aventura semanal em busca de novos trilhos. Atenderam à chamada o Carlos Gomes, António, Jorge Duarte, Ximbra, Teixeira, José Luis Coelho, Fernando, Gaspar, Paulo Costa e este vosso amigo. A primeira decisão foi seguir até à Câmara Municipal da Maia para marcar presença na partida do passeio de BTT, organizado pelos BTT Mouros, como parte das festividades em honra de Nossa Senhora do Bom Despacho.
Não íamos de penetras! Só ali no início! Jorge Duarte, com o track, o dorsal e senha para uma bifana mais a t-shirt do evento, já estava pronto para a festa. Com a contagem decrescente de 3, 2, 1, lá fomos nós, juntamente com outros 250 ciclistas, em busca de aventura pelos trilhos da Maia e arredores.
No início, após algumas hesitações, seguimos pela Ecovia. Acabámos por cruzar o trilho um pouco mais à frente. Uns queriam seguir as fitas que marcavam o caminho, outros preferiam vias alternativas que nos levaram a becos sem saída. Parecia que andávamos à caça de gambozinos.
Decidimos então seguir o track, acompanhando ciclistas retardatários com camisolas que perguntavam "É servido?" nas costas, com umas imagens de cervejas. Estranho, mas seguimos. A manhã seguia solarenga, fresca, uma verdadeira beleza.
Evoluímos para norte, entrando pelo concelho de Vila do Conde, em Guilhabreu, onde encontrámos trilhos interessantes, com subidas curtas e algumas descidas que, tudo somado, não deram em grande acumulado. Inventámos percursos alternativos e subimos uma pista de downhill, que eu fiquei a pensar que se fosse a descer é que era divertido. Havia tanta poeira que algumas descidas foram feitas na fé, pois não se via nada, uma boa injeção de adrenalina.
Cruzamos ciclistas em baixo de forma, subindo com a bicicleta à mão, reclamando "isso é batota" ao verem-nos com as nossas elétricas. Pensei para mim: "Quando ele experimentar uma destas vai achar muito mais divertido." Mas enfim, todos já passámos pela fase de participar em passeios de BTT e andar com a bicicleta à mão.
Fomos comer o farnel ao Castro de Alvarelhos. Passamos por cima dos trilhos do 3G? Perto da nova variante à EN14, insistimos num trilho que estava cortado por uma montanha de entulho e uma parede de árvores e folhagem intransponível. Nada que não se pudesse contornar. Ou meter a direito.
Descemos uma encosta cheia de silvas, daquelas que se cravam na pele, cruzamos mais um trilho errado, eu fui ao chão sem consequências, o Gaspar começou a perder ar no pneu de trás, e no pára e arranca para encher o dito, regressamos com a imagem do rolo da massa já no ar à nossa espera. Concluímos mais uma jornada épica dos Empenhados por trilhos nunca antes ciclados. Boa semana e apliquem creme nesses arranhões!
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Miguel Ângelo Rego