Perc. Verde do Leça,
a S.ta Cruz do Bispo
Data: 11 de fevereiro de 2024
Por: Augusto de SousaData: 11 de fevereiro de 2024
Por: Augusto de SousaHoje poderíamos ter chuva... pouca, diziam as previsões... havia também que recuperar a forma perdida com mais de um mês sem pedalar... "vamos explorar novamente os novos troços do Percurso Verde do Leça"... e assim se fez história, não é lá grande história, mas é o que temos para oferecer, certo Abel?
Por falar em história... a enigmática estátua do casal recém casado ali em frente à igreja do mosteiro de Leça foi o nosso primeiro ponto de interrogação... sim, também foi um ponto de paragem, mas fizémos uma grande interrogação sobre quem seria o feliz casalinho e chegámos à conclusão que seria D. Fernando e D. Leonor Teles que ali casaram meio às escondidas ou, pelo menos, a fugir de tudo e de todos.
Depois tivémos muitos outros pontos de paragem, de interrogação e de admiração e... aqui ficam alguns exemplos.
Há uma construção branca por trás do mosteiro que é da autoria do arquiteto Siza Vieira; enquadra-se num conjunto de obras de arte que estão em curso ao longo do Caminho de Santiago, mas não se percebe bem qual será a sua utulização...
Há obras em curso no troço já conhecido do percurso verde do Leça e parámos algumas vezes para as apreciar com admiração... e com interrogação "mas não deviam ter feito também aqui o que fizeram ali?" O rio está agora mais largo em algumas partes, com margens em "V" reforçadas em alvenaria de grandes pedregulhos... e há locais em que o rio "desbastou" as margens (olha o célebre "água mole em pedra dura"), deixando árvores plantadas algures a meio da sua largura.
A parte desagradável é que o lixo das últimas cheias está bem alto, visível e bem desagradável nos ramos do arvoredo e arbusto marginal.
Chegados à ponde de Moreira, não tivemos acesso ao novo troço, apesar de uma ponde pedonal em ferro já ali se encontrar a chamar por nós do outro lado da rede... Resistimos (até é de admirar, certo?) e fomos à volta... encontrámos numas estreitas ruas um trilho que nos levou ao tão desejado percurso. Percorremo-lo primeiro "para trás" até, novamente à ponte de Moreira, e depois para a frente... até à zona da Lipor onde a travessia do rio ainda não é possível pois a ponte está incompleta.
À pesquisa, uns trilhos de monte e lama levaram-nos diretos à ponte de D. Goimil, já muito nossa conhecida. "Continuamos?" Mas é que nem esperámos pela resposta... e começamos a pedalar no piso já arranjadinho do percurso até uma passagem sob a linha de comboio, que ainda está muito atrasada. Aqui tivémos de "desistir" e seguir pela estação do metro de Esposade de onde seguimos para S.ta Cruz do Bispo.
'Pera lá... desistir? "Mas é que nem pensar, vamos por aqui à esquerda"... e após umas centenas de metros pelo percurso já feito, demos de caras com uma casa e saída nem vê-la. Ou melhor, ver até vimos, a ponte de ferro está lá, mas ainda em peças que até parece uma construção da LEGO! Volta atrás, passa na estrada sob a ponte da igreja de S. Brás e lá fomos comer o pastel e tomar o café junto à igreja de S.ta Cruz do Bispo. "Sabias que o percurso verde já está pavimentado ao chegar à ponte do carro?"
E lá tive de ir mostrar ao Abel... andámos "para trás" desde a ponte, apreciámos os prados verdes tão bonitos e, no local do LEGO, mas "do outro lado", regressámos.
O resto foi mais conhecido. Apreciar o lugar da ponte do carro desde lá de cima, na linha de ferro, apreciar adiante a queda de água do dique que desvia a água para a antiga azenha e alguns outros pontos bem conhecidos. No final da subida em terra lá ao fundo, voltámos à esquerda e dirigimo-nos para a quinta da Conceição.
Alguém gosta de cogumelos? Ali há muitos... pequenos, grandes, para todos os gostos. Comam um... e digam qualquer coisa... digam... falem... FAAALEM... hum? Oh carago... Hoops!
Adeus e até ao próximo empeno, sim?
A. Augusto de Sousa