Olh'as Luzes,
à Maia
Data: 16 de dezembro de 2023
Por: A. Augsuto de SousaData: 16 de dezembro de 2023
Por: A. Augsuto de SousaOs Tantos & Empen(h)ados são um grupo muito ativo... semanalmente têm um ou, grande parte das vezes, dois passeios semanais, um dos quais designado por “noque-turno”. Todos os passeios têm os seus “quês”, as suas alegrias... alguns têm objetivos especiais.
Mas há um passeio no ano que é diferente... faz-se uns dias antes do Natal, mete sempre um convívio gastronómico... e passa por algum ou alguns locais com iluminação e grande agitação natalícia... é o tradicional “Olh’as Luzes”.
Fez-se a concentração das bicicletas ali no lugar de Ardegães, Concelho da Maia... e a escolha do local não foi inocente, mais tarde se verá o porquê! Se estava frio? Grrr... frio não, estava era gelo, isso sim! Não há luvas que valham aos dedos das mãos, a tocar no alumínio gélido das bicicletas...
Um a um... ou aos dois... lá foram chegando todos. Eu próprio, os Carlos Gomes, (pai e filho), os Jorges (Duarte e Antunes), os Paulos (Costa e Santos) e, menos usados nestas andanças, o Teixeira e um outro amigo; “The frozen guys”, diriam os anglo-saxónicos... “Empen(h)ados e (quase) congelados”, dizemos nós...
Dá-se a partida e lá vamos, descida abaixo... uuuiii... então e o ar que vinha de frente? O que vale é que dali a umas centenas de metros, mais cruzamento menos quintal, estávamos no monte.
Monte? Em noturno? A escolher o caminho que mal se vê? Com uma luzinha minúscula que tem a mania de andar a saltar da direita para a esquerda e vice-versa? Eu, pela minha parte, ia experimentando o solo “ervado” quando a roda frente se enfiou num rego longitudinal do qual não conseguia sair para os lados. Ninguém viu... e o meu pé direito evitou o pior, saindo lesto do pedal para se apoiar no chão...
Mas o monte mais profundo estava para vir. Profundo e cascalhudo, em zigue-zagues que me causaram a maior das desorientações; sim que eu nunca me desoriento... sigo sempre atrás dos outros e está feito! Cascalhudo? Ai sim, pois então! Aliás, cascalhudo a ponto de eu provar a mim próprio que afinal ainda não perdi o jeito (todo) e ainda consigo segurar a minha “Alvinha” em situações de desenrascanso! A lembrar, o momento em que o amigo da frente resolveu parar a meio da subida e a parte deixada livre, à direita, é “esburacada e cascalhada” o quanto baste!
E o que haveria de dizer o Tiago naquela descida técnica que além de cascalho era decorada com regos profundos transversais? Haveria de dizer... “aaaaaaaaaaiiiiiiii” ao que se seguiria um sonoro “catrapum”. Tiago, já foste, qual avião em picanço, cabeça para baixo e restante corpo atrás, a proteger a bicicleta de impacto maior no chão! Bem, agora a sério, foi um susto e peras, com o Tiago a ficar um tanto combalido, mas felizmente a poder continuar em cima da sua montada.
Mas quilómetro menos litro, com passagem por Silva Escura e pelo Hipódromo, lá estávamos nós a apreciar a praça central da cidade da Maia, mesmo em frente à Câmara Municipal. As luzinhas eram muitas, as pessoas eram mais, a alegria jorrava... e havia pista de gelo! Oooookkk... gelo... já se percebe agora de onde vinha todo aquele friozinho...
Aprecia-se o ambiente, fazem-se fotos várias e organiza-se a célebre fotografia de grupo: prova-se assim que os Tantos & Empenhados são agora... Iluminados”.
Mas é tempo de regressar, a segunda etapa do passeio, quiçá a mais “apetitosa”, aguardava por nós. Rotunda do Lavrador... Catassol...zigue que zague... zague que zigue... sobe que não mata mas esfola e as biclas movidas a eletrões dão cartas... Finalmente lá estávamos nós novamente no tal lugar de Ardegães, orelhas congeladas, narizes a pingar.
Olh’o Zecas Rezinga Ramos! Olh’o Paulo Parente... e o Abel que é Santos... e o Alberto Nó-Gueira, o Tony Santos das Sapatadas, o Vitor Baptista com Pê, o Davi d’Ribeiro... mas o que é que os trará aqui? Hum...
A D. Laurinda pôs tudo em pratos limpos... quer dizer... “estavam” limpos! É que não se muito bem de onde (?) começaram a chegar umas moelas, uns rissóis, uns... Uuuiii... isto é que é pedalar!!!! Se as carninhas estavam deliciosas, as sobremesas estavam de se lhes tirar o capacete... que por acaso já o tinha sido... A D. Laurinda desdobrava-se em amabilidades e nem sequer os “xupitos” faltaram no final.
Não faltaram xupitos e não faltou o discurso do “Ximbrito”, esse recém-chegado ao BTT de há 25 anos... E tal e coisa, que somos um grupo e que temos de aparecer todos outra vez... Mas nós aparecemos... temos é de ter bons motivos... como hoje, claro! Hum? Não pode ser sempre? Prontos, seja... ou melhor... “não” seja!
Ainda houve tempo para um brinde: aos Tantos & Empen(h)ados, sem H, com H, presentes, ausentes, sem eletrões, com eletrões, sem barriga, com barr... hoops... não, isso não!
Feliz Natal, um bom ano, abraço aqui, abraço ali... e pronto... terminou o convívio velo-gastronómico deste maravilhoso grupo que aproveita as bicicletas para se divertir à grande e à portuguesa. Já era um costume do grupo... mas este evento soube talvez melhor do que os restantes. O interregno de alguns anos poderá por ventura ser motivo... mas o reencontro é sempre uma alegria... devidamente condimentada com os sabores que só a D. Laurinda sabe produzir.
Obrigado a todos quantos me deram a oportunidade de gozar aquelas horas tão divertidas. Obrigado aos que, nos poucos tempos livres, ainda tiveram a disponibilidade para o organizar. Não preciso de mencionar nomes, eles e nós todos sabemos quem são!
Um abraço para todos,
Adeus e té ao próximo gastro-empeno,
A. Augusto de Sousa