Pelo Monte Pilar,
ao radar de Paços de Ferreira
Data: 26 de novembro de 2023
Por: Carlos GomesData: 26 de novembro de 2023
Por: Carlos GomesO passeio de hoje foi um "misto de tudo à mistura". Alcatrão, paralelo, terra, pedra, erva, lama, água... com intenção de visitar a nascente do Leça.
Para lá, estrada e mais estrada pela Agrela, "ikea" e subida técnica até ao Radar, onde tivemos reforço à borla (estava em curso uma caminhada solidária da J. F. Penamaior).
Dali foi sempre (ou quase) a descer com lindo "colinabaixo" aos zigue-zagues em longitude e em latitude. Passada a pequena povoação, fez-se mais um muito bonito trilho coberto de folhas e a par do rio Leça, ali, ainda virgem com águas cristalinas. Foi um quadro de outono muito lindo.
Depois, até Alfena, foi "apanhar" o nosso Caminho do Leça sempre a assapar.
2 Carlos, Ximbra, JDuarte, Miguel, PCosta (que susto?), PSantos e Fernando, foram 8 os empenhados super divertidos participantes desta aventura.
Se ainda estão a ler ficam a saber que o percurso tem cerca de 51Km e +/-780mts Ac+ com partida e chegada no P. Doce. Vale a pena ao domingo (dia de descanso) às 7h30 sair da quente caminha e ir ter com estes amigos pedalar ao frio por esses montes. Obrigado. Corpo amassado mas mente relaxada.
Bem! Mais um passeio cumprido venha o próximo.
Grande abraço
Carlos Gomes
Um manto de folhas amarelecidas cobria o chão como um tapete, o rumorejar das águas do Leça podia ouvir-se bem perto, límpidas e cristalinas corriam velozes encosta abaixo. Parei para inspirar o ar frio de Novembro e guardar uma memória que me conforte o sonho quando, à noite, pousar a cabeça na almofada.
Os meus amigos riam e conversavam sobre o sabor ácido, como limões, das laranjas colhidas diretamente da árvore, pelos Paulos, numa estrada a caminho do Monte Pilar.
Éramos 8, os Carlos Gomes, os Paulos (Costa e Santos), eu, o Jorge Duarte, o Ximbra e outro rider, de quem não me lembro do nome. Tenho que atualizar a minha base dos nomes de Tantos e Empenhados.
Para lá chegarmos seguimos caminho pela estrada nacional 105 Agrela acima, com as mãos geladas, mas com o coração a bombar o sangue para as pernas que ardiam. O asfalto é inimigo das elétricas.
Lá em cima ainda pudemos ver a pista de downhill de Penamaior, que foi esventrada por um trator que andou a desbravar terreno e a revelar aquela terra preta, boa para colocar nos vasos, e para fazer uma lama espessa que fica presa nos tacos dos pneus.
Fomos até ao radar da Força Aérea com a subida pelos penedos. Já lá não passava seguramente há 10 anos! Chegados aos pés do Cristo, tínhamos umas simpáticas senhoras da Junta de Freguesia de Penamaior a receber-nos com laranjas (estas doces) uns queques, umas bananas, mas que obviamente não nos tinham como destinatários, mas antes uns bravos trail runners que por lá andavam a usufruir desta bela paisagem. A D. Elsa tirou uma foto para a posteridade.
Fizemos umas belas descidas, serpenteando entre árvores e calhaus, com alguns degraus (drops) à mistura. Todos estávamos em busca do "flow", a fazer subir a adrenalina, o piso escorregadio a recomendar prudência, mas as bikes a pedir emoção, a provocar sorrisos rasgados e uns quantos gritinhos de satisfação. Cruzamos o Leça, limpo, lindo, pujante.
Regressamos por Lamelas, pelos campos adubados e prontos para a sementeira do milho, cruzamos o Charco, junto ao cruzamento com a 105, como crianças a chapinhar de alegria.
A minha alma estava cheia, o estômago nem tanto, e a bateria acabou a 5km de casa (depois de já ter feito 100km com uma só carga).
O Outono é lindo. No Domingo marcamos encontro.
Obrigado aos camaradas de jornada. Votos de boa semana.
Miguel Rego