Em busca da nascente do Febros,
a Grijó
Data: 23 de abril de 2023
Por: A. Augusto de SousaData: 23 de abril de 2023
Por: A. Augusto de SousaHoje chovia... mas era necessário pedalar, visando a preparação para a grande aventura dos "Marretas" que está aí à porta... "Eu guio", dizia o Abel e eu acedi... "Mas lembra-te que hoje teremos de fazer uns 50km, ouviste?" dizia eu para acentuar a necessidade do treino. E ele cumpriu... bem demais, até...
Fomos diretos à ponte do Infante que atravessámos com chuva da grossa (a visão para a ponte de D. Luis I estava até difícil, por isso mesmo). Continuámos em direção aos Carvalhos e foi um fartote... de "rompe pernas"! Sobe... desce... sobe... desce... sobe outra vez... desce outra vez... sob... chega!
Em certa altura avançámos por um trilho que quase não tinha saída; "podem continuar pelo campo", dizia a velha senhora que também nos fez saber que continuaríamos depois na vizinhança da autoestrada.
Chegados aos Carvalhos, o Abel quis prestar homenagem fotográfica a um certo restaurante e lá seguimos mais um pouco até atingirmos o Parque da Corgas: é aí a nascente do rio Febros, na freguesia de Seixezelo, devidamente assinalada por uma espécie de tanque e de lago. O objetivo do dia tinha sido atingido.
Depois de um lanche rápido, saímos para Grijó para visitarmos o seu mosteiro de S. Salvador, onde confirmámos que Júlio Dinis por ali andou, inspirando-se para as "Pupilas do Senhor Reitor". Metemos conversa com uns peregrinos Australianos (isso, de tão longe!). Iniciaram o Caminho Central em Lisboa e estão a fazer com alguma calma, aproveitando para algum turismo, também.
Com passagem pela Granja, onde admirámos o resultado das obras de recuperação da respetiva estação de caminho de ferro (que linda ficou...), lá iniciámos o caminho de regresso que, invariavelmente, teria de passar pela Afurada e pela ponte da Arrábida (upa upa, mais uma boa de uma subida).
E pronto... cumpriu-se a distância pretendida, chegando-se aos 55Km... e com umas subidas valentes. Para preparação foi até muito bom!
PS: já quase me esquecia... a chuva entretanto desapapreceu e... aquela parte do meu corpo onde as costas perdem o nome estava em brasa... É que as minhas duas bicicletas (Alvinha e Zulinha) estão no mecânico e tive de usar a velhinha roda 26 do meu filho... sem suspensão atrás e quase sem nenhuma à frente também, foi cá uma "tremura", por aquelas estradas de paralelo!
Sendo assim... adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa