Perdidos depois do rojão
a Covelas
Data: 22 de janeiro de 2023
Por: Carlos Gomes e Augusto de SousaData: 22 de janeiro de 2023
Por: Carlos Gomes e Augusto de SousaO passeio de hoje foi muito bom... mesmo muito bom! A romaria de S. Gonçalo, em Covelas, estava cheia de gente alegre e ansiosa por festa! Estava muito bonito, aquele ambiente!
O nosso lavrador estava fechado e improvisamos em outro tasquinho. E que boa aposta foi... O rojão estava uma delícia e o espadal era de estalar, excelente!
O caminho para lá foi como tem sido, acompanhando o Caminho de Santiago. Já depois do rojão, a subida a Paradela em caminho enlameado e gente em todos os sentidos foi muito engraçado. Dispensáveis seriam os tipos que teimam em andar por ali com os todo-terreno: só atrapalham e põem em perigo os restantes.
Por questões familiares tivemos (eu e o Carlitos) de deixar grupo de cerca de 16 se não me enganei na contagem (até o sr. AAS apareceu!). Nós chegamos mais cedo a casa e espero que o restante grupo tenha tido bom regresso.
Percorremos cerca de 35 Km com cerca de 660Ac+
Obrigado a todos pela excelente companhia.
Boa semana,
Carlos Gomes
Gostei muito do relato acima, do amigo Carlos Gomes, que resume bem o passeio... ou pelo menos parte do mesmo... já lá iremos!
Como é sabido, o tal de “AAS” (que para quem não sabe sou eu!) tem andado desaparecido... não será em “combate”, que tem ele feito questão de manter, mas em batalhas que têm acontecido por outras bandas. O apelo à diversão com os restantes “Tantos & Empen(h)ados” é grande e, para o seu regresso, não poderia escolher melhor momento do que o presente por duas vias de razão:
Tratava-se do tradicional passeio à romaria de S. Gonçalo, em Covelas;
O número de participantes fazia jus ao nome do grupo, “Tantos & ...”
Sobre o percurso em si... já foi dito, fez-se o Caminho de Santiago de Braga até Covelas, passando pela subida maluca que é sempre um desafio à bravura e ao jeito dos pedaladores (que não os que agora funcionam a eletrões) e mesmo depois, até ao alto de Paradela, através da subida pedrada, enlameada e muito calcorreada pelos "romeiros" pedestres, já referida pelo Carlos Gomes.
Mas a grande aventura estava para vir... afastado que era o “nosso guia” por razões pessoais de horário, ficariam os restantes entregues à sorte da “guiação” do JJDuarte e do AAraújo... Sorte vadia, esta... sorte vadia, sem rumo, sem destino... e só não refiro “sem Norte” porque esse nunca ninguém perde, está lá sempre na direção da tal estrelinha!
A coisa estalou quando, surpresa das surpresas, o percurso para a antiga linha de comboio se viu inatingível por via das obras que por ali correm para a feitura de uma nova (auto?) estrada. E mesmo depois de retomado o percurso, já na dificilmente reencontrada ex-ferrovia, haveria de se mostrar IMPOSSÌVEL descer, na vertical, até lá abaixo, bem ao fundo, e voltar a subir verticalmente do outro lado, que aquilo só mesmo de elevador ou de helicóptero! Bem, a discussão começou ali, porque o shôr AAraújo não conhece essa palavra e só mesmo à força de grilhetas e correntes de aço o conseguimos arrastar para a procura de outras soluções.
Já na estrada, dizia o JJDuarte que “ali à frente temos de virar à esquerda para irmos novamente para o monte”... certo, a coisa até fazia sentido...
No entanto, depois de uns “50 metritos” de alcatrão, diz um que “é agora”, retorque o outro “é mais à frente” e as opiniões do AA e do JD dão lugar a discussão... “Então diz-me lá porque é que havemos de subir isto tudo se podíamos muito bem ter virado à esquerda lá em baixo? Hum?”
Campos de cultivo... subidas a pique, “nessa direção não porque voltamos ao mesmo sítio”... ribeiros de água... eu sei lá o que mais... e lá encontrámos, FINALMENTE, o caminho da tradição. “Eu nunca passei aqui”...
No meio disto tudo há dois elementos que se perdem do grupo e eu próprio, detido por mais uma foto, vou por caminhos alternativos deixando outrem à minha espera algures... As minhas desculpas...
Resultado... entrei de mansinho em casa e de capacete na cabeça, não fosse ser atingido pelos rolos de massa voadores que por ali andavam, frutos da hora tardia a que o regresso acabou por se fazer! E pelas descrições que ouvi, não terei sido o único!
Pronto! Para o meu regresso às lides, a coisa até que nem correu (muito) mal... Ou não fosse este grupo assim como que uma espécie de “Aldeia dos Gauleses” (algo que já referi de outras vezes) em que todos discutem mas em que todos se juntam na luta... Olha, e até calha bem... a única coisa de que eles têm medo é que lhes caia em cima da cabeça um... rolo da massa!
Desejo a todos uma boa semana,
PS: ainda não disse que o rojão estava divinal? Não? Então digo agora: “o rojão estava divinal”!
Adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa