C. Central e de Braga, Trilho 3G
a Guilhabreu
Data: 20 de fevereiro de 2022
Por: A. Augusto de SousaData: 20 de fevereiro de 2022
Por: A. Augusto de SousaHoje eu estava sozinho para a pedalação... o meu companheiro das últimas semanas fez gazeta e lá fui eu sozinho em direção ao Norte.
Decidi repetir um passeio de julho último, mas em sentido contrário, juntando dois Caminhos de Santiago: ir pelo Caminho Central até à Igreja do Vilar, virar para Este para Guilhabreu e mais umas voltas e regressar pelo (novo) Caminho de Braga, atravessando o centro da Cidade da Maia. Percurso estradista, mas com apontamentos de bastante beleza, até porque os campos estão verdinhos que dá gosto!
Assim sendo, o caminho não tem nada de especial, devendo no entanto evidenciar-se o aqueduto de Guilhabreu, a feira de velharias que decorria no mercado de Nogueira da Maia, a árvore de Camilo que se encontra em Barca e a sempre bonita casa Abel Salazar, além de mais umas igrejas, cruzeiros e outros monumentos. Sempre dá para espairecer e ganhar energias para a nova semana que se avizinha.
Ora, o que este humilde pedalador não estava à espera, é que um grupo de outros ciclistas, muito empenhados em perder o seu "H", visitasse alguns desses locais no mesmo horário: "Olh'eles" ali ao fundo... concentro-me nos pedais, ganho velocidade e aqui vai o piloto de Fórmula 1 ciclista a ultrapassar tudo e todos e a fazer aquele já célebre (hum?) Vrrrrraaaaauuuummmm...
"Olh'o Augusto, ouvia-se em troca!!!!" E pronto, não houve beijos nem abraços que o bicho não deixa, e que se saiba o chão não terá ficado molhado com lágrimas, mas que se sentiu alegria no ar, lá isso sentiu! António Araújo, Gaspar Morais, Jorge Barbosa, Jorge Antunes, Paulo Costa e eu próprio ficámos todos de sorriso de orelha a orelha.
E foi assim que me senti convencido (não foi preciso teimarem muito, confesso...) a fazer uns metritos na companhia dos meus amigos... "Vamos ao trilho 3G"...
E eu, que penso nunca lá ter ido, lá fiz o gostinho ao dedo de fazer um trilho técnico... e olha que o trilho tem uns muros catitas, que permitem a um desgraçado agarrar-se com vigor para não experimentar mais uma saída de cabeça... Ufa, que esta foi por muito pouco!
Lá se fez a foto da tradição e ouço o que não queria ouvir: "agora é mais perigoso"... mais? Mas pode ser ainda mais perigoso? Mau... e lá me abalancei a fazer o restante do trilho sem mais azares, felizmente.
Dali a pouco despedi-me e deixei que fossem procurar sandes de leitão onde as houvesse, porque a loja do costume hoje não tinha as unhas arranjadas!
Ao todo foram 39Km e não desgostei mesmo nada, especialmente de me juntar aos meus amigos de tantas aventuras...
Olha, um abraço para todos, em especial para eles.
Adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa