Rio Febros revisitado
a Avintes
Data: 11 de julho de 2021
Por: A. Augusto de SousaData: 11 de julho de 2021
Por: A. Augusto de SousaJá não andava com o grupo Tantos & Empen(h)ados há muuuuito tempo... Motivações principalmente apontadas à pandemia, também ao meu acidente de fevereiro... e posso dizer que tinha saudades.
Ontem, na partilha digital do grupo, o JA sugeriu uma revisita ao rio Febros... Oh, o que foste tu dizer... gosto imenso daquele trilho que junta algum (não muito) esforço, com alguma (não exagerada) técnica a muita beleza paisagística... aqui mesmo nas redondezas da grande cidade!
Juntam-se as saudades do grupo ao gosto pelo trilho e, devidamente combinado com o CmG, apareço-lhes na ponte do Infante, para seguir com eles a partir daí. Aproveitei o curto tempo de espera para uma visitinha à bonita "feira dos passarinhos" e à rampa da Corticeira, ali mesmo no espaço das mui portuenses Fontaínhas, com vista para o rio Douro, as pontes e... as recentemente criadas hortas comunitárias e sua decoração.
(Composição do grupo: Alberto N., Augusto S., Carlos G., Gonçalo S., Gordon G., Jorge A., Paulo C., Paulo S., Tiago M.)
Após a íngreme descida para o trilho marginal ao Douro, agora alargada e muito simplificada, lá estávamos nós a passar no passadiço para o Araínho e, depois, nos novos passadiços sobranceiros ao rio Douro que nos presenteia permanentemente com uma belíssima vista. Gera-se alguma discussão sobre a placa de trânsito que refere a proibição, ou não, da circulação de bicicletas, discussão essa que terá ficado devidamente esclarecida pela placa semelhante, colocada no outro extremo, a qual, em relação à proibição de trânsito, acrescenta textualmente "exceto a peões e velocípedes".
Entrámos finalmente do trilho do Febros... domina o verde, de quando em vez cortado pelo trajeto das águas do pequeno rio. Atravessam-se pequenos centros de povoação nas margens do rio que se oferece de quando em vez com cascatas de espuma branca e limpa. Gente simpática, com quem nos cruzamos, dá-nos indicações e fala sobre o rio e os locais... não será talvez o caso do cão de loiça que, no meio de dois grandes vasos, nem sequer nos ladrou...
Começam a surgir, agora que conhecemos, alguns trajetos alternativos aqui e acolá... mas algumas subidas insistem em nos perturbar o avanço e em aumentar o ritmo cardíaco. Bálsamo é, já se sabe, a paisagem, sempre frondosa, sempre bonita. No meio das construções encontra-se um tanque coletivo, mas também uma fonte, creio que bem antiga, brotando um fio de água por entre as pedras, húmidas e verdes... antigos moinhos completam a coleção.
Já em Avintes... ali colados ao Parque Biológico... termina o trilho. Para o regresso, seguimos um outro caminho, também bonito e descendente na sua maioria, até ao Rio Douro, local onde uma paragem permitiria a ingestão de algumas calorias.
O regresso a partir daí fez-se mais ou menos pelo mesmo percurso, passando, entretanto, pelas praias fluviais da zona, bastante concorridas. Ocorre um simpático encontro com amigos de longa data, também nas suas bicicletas e, já no Porto, a "ascensão", já difícil, até à praça do Marquês. Pelo caminho iam ficando, entre outras, a rua das Flores, a avenida dos Aliados, a rua do Bonjardim. Fez-se a separação na Areosa... eu em direção ao Monte dos Burgos, os restantes em direção ao Alto da Maia.
Foi muito agradável rever os meus amigos da "pedalação". Reinou como de costume a boa disposição e, em conjunto, apreciou-se a beleza do caminho.
Para repetir? Talvez, a crise pandémica o dirá... entretanto vamo-nos ficando com o tradicional...
"Adeus e até ao próximo Empeno",
A. Augusto de Sousa