Inventando caminhos (quase) novos
a Angeiras
Data: 7 de fevereiro de 2021
Por: A. Augusto de SousaData: 7 de fevereiro de 2021
Por: A. Augusto de Sousa8:00 e o despertador dá sinal... "Será que vou?" Resisti à tentação e levantei-me... preparei-me com todo o equipamento e lá fui eu. Eram 9:10 e haveria de estar de vota a casa antes das 13:00, pois o meu "cristal", que não é bola, é retângulo, adivinha chuva para essa hora. Dando voz ao velho ditado de confinamento que agora inventei, "interiorizar o conselho: não sair do concelho", lá me orientei a Angeiras, para acabar de desenhar o percurso que havia colocado no aparelhinho Gê-Pê-ós-eSses...
E la fui... a primeira paragem fi-la nas antigas oficinas da CP, agora oficinas do Metro, para ver as carruagens todas, tão bem estacionadinhas. Quer dizer... quase que não via! Fui interpelado por alguém que teimava em me mandar para casa confinar... mas lá me deixou passar, não sem que antes resmungasse bastante... raio de canino, "ão ão e ão ão e ão ão"! E é que o caminho não tinha saída e tive de voltar atrás... outra vez a mesma história!
Logo depois a vista sempre bonita da Ponte do Carro. Dali sairia por aquela subida maluca em pedra irregular e curva em gancho que termina cá em cima no bairro social. Vamos indo, ainda deu para parar a meio para uma bela fotografia da ponte.
Santa Cruz do Bispo e as suas casas com história... passagem numas vielas... e lá estava eu naquele trilho ao lado da A41, para dali a pouco visitar a moderna fábrica da Ramirez... Mas alguém diria que "aquilo", com aquele ar tão novinho, já data de 1853? Hum...
Aqui impunha-se um corte por estrada, pois o trilho "a sério" não é coisa para se fazer a solo. Com uma vénia à velha bomba de água que marca uma espécie de rotunda, dirigi-me ao trilho lateral à A28, que segui durante um pedaço. No final, muita lama, ou "coisa pior" mas com muito verde lateral, a encher a vista. A chuva não chegou a cair, mas umas pingas frias, de "algo que derreteu na queda", sdentiam-se de quando em vez, a ameaçar, desde há algum tempo...
Já de volta à "civilização" ainda explorei um trilho, também muito enlameado, mas desisti por não oferecer circulação segura para quem está sozinho. Com passagem pelo parque de campismo, ali estava eu a ver finalmente o mar: Angeiras!
Depois dos gomos da laranjinha, que bem souberam, lá vou de volta, com um início marginal ao mar, ciclovia já se vê, até ao monumento da Memória... "era ali atrás à esquerda" e lá voltei a "encontrar o track perdido" que me levaria, mais coisa menos quilómetro, às sepulturas medievais de Cabo do Munto.
O caminho a partir daí foi menos interessante. Traseiras da refinaria, Exponor, Quinta da Conceição... e subida à Senhora da Hora para entrar em casa, com um sorriso de orelha a orelha.
Foram 41Km de passeio relaxante, com o muito verde que carateriza aquela zona mais a Norte do Concelho de Matosinhos... descobrindo caminhos quase novos que me levaram a Angeiras. A solo, a segurança fala mais alto e não aconselha aventuras por caminhos mais técnicos... fiz muita estrada e estradões.
E pronto... fugi à chuva... eram 12:10 e já estava em casa, novamente.
Adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa