Trilhos de lama... (ou...)
a Angeiras
Data: 3 de janeiro de 2021
Por: A. Augusto de SousaData: 3 de janeiro de 2021
Por: A. Augusto de SousaEram umas 9:15 horas e uns 0º centígrados, quando eu me encontrei com o Abel em casa dele... "vamos fazer o track que desenhei há umas semanas e que ainda não conseguimos fazer"... E pronto, lá fomos os dois, a tiritar entre cada par de pedaladas!
A primeira parte, até Angeiras, não tem muito que se conte... Senhora da Hora, ponte da Via Rápida, traseiras da Quinta da Conceição com visita rápida à Quinta de Santiago, pequena subida para acesso às "traseiras" da Galp até ao cabo do Mundo, passagem pelas sepulturas medievais, e demais caminho pela marginal marítima até ao centro de Angeiras.
Entrámos na confeitaria... café... energia... "não, espera, já ingeri açúcar que chegue, só café... e para mim, meia de leite!"
Depois de visitarmos a ponte sobre o rio Onda, que faz a fronteira Norte do Concelho de Matosinhos, atirámo-nos para a segunda parte/regresso a casa... parque de campismo... "é sempre em frente"!
Pela rua e pela travessa do Fumo, estreita e bonita, com as suas construções antigas, sobre rochas graníticas, lá acedemos a uma quinta... "oh... mas o que foi feito do trilho? Será que é por aqui, seguindo as marcas de trator?" E depois de umas belas fotografias aproveitando o verde da relva, decidimo-nos a continuar... "Olha (dizia o Abel)... o dono disto não aparecerá de caçadeira em punho?" E não apareceu...
Mas em compensação, depois de andarmos às voltas nos campos à procura da saída (seguindo sempre o track, é claro) apareceu lama... lama... e mais lama... "espera... esta lama tem cheiro... snif, snif... hum... uuuuiiiii, no que nos viemos meter... olha, tapa o nariz e faz de conta que é lama!"
Depois viria o monte... monte? "E o caminho, onde está? É por aqui", dizia o Abel ultrapassando o entulho de obras que obstruía parcialmente o caminho... e lá foi ele a investigar... foi... foi... foi... [...] e eu fiquei... fiquei.. fiquei... (já são muitos anos a virar frangos...) até que ele lá voltou para trás, depois de se ter perdido momentaneamente, e lá atingimos a berma da autoestrada que seguimos durante um tempo.
Mais uns trilhos engraçados, com lama (esta da verdadeira, ufa!), com troços de estrada de permeio, e lá estávamos no nó da A41 com a A28. O Abel, que é Engenheiro Mecânico, encantou-se com a estrutura metálica branca do que poderá vir a ser uma casa e seguimos o caminho.
A hora já era adiantada, fruto dos caminhos difíceis por onde andáramos, pelo que já não visitámos a linha de comboio nem a ponte do Carro... ficará para outra vez em que possamos andar mais rapidamente. Sta. Cruz do Bispo... Custóias... e o regresso aconteceria, era uma hora e uns minutos, poucos.
Pronto, iniciou-se mais um ano BTTista com um percurso muito engraçado e bonito. Reinou a boa disposição ao passar por caminhos enlameados e difíceis e apreciou-se o magnífico verde dos relvados, acompanhados de odores típicos da zona... uma bela sinfonia em Sol Maior, exceto naqueles minutos em que as nuvens apareceram e os pingos ameaçaram.
Obrigado ao Abel,
Bom ano para todos,
A. Augusto de Sousa