Desconfinando com cuidados
à Ponte de D. Zameiro
Data: 29 de novembro de 2020
Por: Jorge AntunesData: 29 de novembro de 2020
Por: Jorge AntunesNeste domingo de confinamento apareceram 9 rebeldes, Gordon, Antonio, Carlos Gomes, Rui, Jorge Duarte e Antunes (Ximbra) Paulo Costa, Tiago e o Teixeira (também conhecido por genro da Ti-Laurinda) que cumprindo as orientações da DGS, estavam todos bem espalhados cumprindo a distância antissocial.
Pelas 8h30 arrancamos para um passeio guiado por GPS. No dia anterior já o tinha enviado para aprovação do Carlos Mapas Gomes, mas a resposta foi do tipo: Track, o que é isso? Hic hic, quero lá saber hic hic, quero é mais um copo hic hic, pode ser qualquer coisa, hic hic hurra hurra.
Não percebi se ele disse “aprova” ou “prova”, mas como ambas são positivas, vamos a isso.
Já tinha este track há algum tempo, enviado pelo meu amigo Vitor Ferramentas grande especialista no seu quintal para os lados de Vila do Conde. O percurso é maior, mas decidimos ir só até á Ponte D. Zameiro, mas sem certeza de lá chegar pelo longo percurso que poderia não ser “fazível”, pelo horário e porque de direto tinha pouco.
Antes de arrancar verificamos se o Rui levava a mochila, mas o precavido agora levava uma “pochete” amarrada à cintura com cadeado não vá o diabo tecê-las...
Para poupar tempo no início disse ao Carlos: Vamos diretos ao Castelo da Maia... Mas os efeitos etílicos do dia anterior ainda se sentiam e sei lá porque, o direto à Maia foi por Milheirós e centro da Maia; ainda queria fazer um pouco de autoestrada enquanto não tem SCUT, com o rezinga do JJ a reclamar que era só espiche e que a policia podia andar por ali (nem um vimos e fartámo-nos de ver ciclistas por todo o lado, assim como enlatados aos pontapés em estradas que cruzam municípios sem dúvidas!
Na zona do ISMAI lá apanhamos o tal dito-cujo track. Na primeira parte não tinha dúvidas pois foi por locais nossos velhos conhecidos: Kiwis, campo de milho e single track do Alemão que continua lindo, mas com muito trânsito e com aqueles dois drop a reclamar mais um terno, hoje no maçarico do Rui.
Para supressa nossa agora o single track continua em forma de trajeto enduro com saltos e tudo até ao muro da quinta do Alemão. Pena foi que estávamos no sentido errado para tirar todo o prazer daquele trajeto (não tardará pela demora, não).
Depois de chegar á estrada da Carriça estava á espera o must deste passeio, a descida das 3 gerações que foi um percurso aberto e mantido por uma família, Avô, pai e filho, dai o nome. Que loucura de descida, com direito a um túnel quase como se fosse uma mini sede, com maple, mesa e muitas fotos que os vários grupos vão deixando (falta o nosso). Pena o tereno estar húmido e não nos deixar libertar as asas por ali baixo, a este é que sem dúvida temos de lá voltar, mas com sol...
Depois de descer tudo até Alvarelhos, foi seguir o GPS para Norte, que no fundo é o outro track que fizemos há pouco mas no sentido contrário, por Guidões em direção em Fornelo.
Mas espera aí... se o caminho é ao contrário, vamos ter de subir aquele belo downhill que fizemos da outra vez a descer ☹. E ele lá estava e cobrou bem, muita pedra escorregadia que levou que até as faísca tivessem de meter pé ao chão e carregar durante algum tempo as “pesadas” por ali acima. Mas claro que tudo que é belo merece penar.
Em Fornelos, com as descidas, perdi o track e tivemos de inventar um pouco, mas sem antes parar junto ao tanque de Fornelos a recuperar energias (com distanciamento social claro). Na estrada nacional 104 lá encontramos o track que decidiu aparecer depois de uns tempos nos ter deixado e voltamos a entrar em territórios inóspitos nunca antes navegados, com passagem por uma Ribeira que voltou a mostrar ao Rui a lei da gravidade, que ele leva isto tudo na maior e sempre com um sorriso.
Daqui até á ponte de D. Zameiro foi um "desguianço" por meio de campos. Descemos à ponte só para ver se ainda estava no sitio e voltamos para Macieira da Maia (que da Maia não tem nada). Está toda em obras para uma nova praça dedicada ao apostolo/Santo que tanta gente leva a passar por esta terra em direção á sua basílica. Foi assim como que quase a dizer, "até qui foi diversão, a partir daqui é peregrinação".
O resto foi um "dar gás", por espiche até Vairão onde começamos a tomar a direção da Maia pelos nossos velhos caminhos. Lá fomos por meio de campos e gasodutos até ao Titanic de Gemunde com passagem pelo track da orelha do Gordon.
A partir daqui as pernas começaram a fazer-se sentir, mesmo para os eletrificados, mas nada desmoralizou o grupo que numa pedalada firme atacou o restante do retorno: Castelo da Maia, Silva Escura, Nogueira, Milheirós (onde se fez a despedida do costume uns pela esquerda para os últimos cinquenta metritos) e outros pela direita numa "ingreme mais soft” tipo falso plano, onde o JJ descobriu que as faísca não duram para sempre e teve de fazer o resto do percurso em redutoras para poupar o último pauzinho que lhe restava. Não sei se chegou para retornar a casa...
A casa cheguei eu ainda antes das 13 horas de lei, com 50 e muitos quilómetros (não ligo ao GPS que me brinda sempre com para aí uns 5 km a mais.
Grande passeio, grande companhia e maldito COVID que não nos deixa voltar a ter o grupo todo junto outra vez.
Jorge Ximbra Antunes