De comboio às Sepulturas Medievais
de Cabo do Mundo
Data: 8 de novembro de 2020
Por: A. Augusto de SousaData: 8 de novembro de 2020
Por: A. Augusto de SousaAinda não vos tinha dado conta da minha voltinha de domingo passado. Aliás, não foi (só) minha, já verão porquê...
Estava prevista chuva e vento; a chuva não me mete grande medo, mas o vento nestas coisas de duas rodas deixa-me apreensivo... e não gosto! Por esse motivo tinha pensado em ficar por casa e não tinha mesmo preparado nem bicicleta nem roupas...
Aí pelas 9:00 da "madrugada", toca o telemóvel com uma chamada do Abel "Desencaminhador" dos Santos... "olha, não queres ir dar uma voltinha de comboio? Ou melhor, pela linha de comboio?"
E lá fomos... "tuuuu tuuuuu.... pouca-terra, pouca-terra..." Apanhámos a linha na estação de S. Mamede e foi um ver se te avias por ali adiante em direção a Leixões.
Pelo caminho foram-se apreciando algumas bonitas vistas e, mais ainda, a estação de Leça do Balio... Mas vocês imaginam como aquilo é bonito? Aposto que não...
E por falar em bonito... Na Ponte do Carro metemos por um trilho à beira rio que é simplesmente... delicioso de ser ver! Logo à entrada, marcam presença umas ruínas de antiga azenha; depois, o verde vivo é permanente, ora em single track estreito, ora em estradão, pela margem do rio Leça, e com a visão invejosa da quinta dos moinhos e pedras de mós. Termina o trilho numa ponte de pedra que também não preza pela juventude.
Dali seguimos pelo trajeto da "Voltinha do Augusto" com desvio para as Sepulturas Medievais do Cabo do Mundo. E não é que o Abel nem conhecia?
"Vamos embora que já é tarde" e... quando a coisa dá para o torto dá mesmo e a corrente da bicla do Abel dá-lhe para por em prática o "antes quebrar que torcer"... E não foi fácil... tenho mesmo de comprar outro descrava-correntes, porque este já mostrou falta de competência...
E porque já era tarde (ainda não tinha dito, pois não?), o vento ajudou... a atrasar ainda mais! Xiiii... mas que esforço era pedalar no sentido Norte-Sul! Boa Nova, Castelo de Leça, Quinta da Conceição... Ponte de Leça, Cemitério de Sendim, e o "museu do ar" da Sra da Hora a deixar o Abel de boca aberta... é porque estava cansado!
Dali a casa foi um ver-se-te-avias... sim, que o rolo da massa é capaz de quebrar capacetes... vocês sabem o que eu quero dizer...
E foi assim que um domingo matinal de trabalho se transformou numa manhã de Sol (quem diria) e lazer pedalante e em boa companhia! Obrigado Abel!
Abraço para todos,
Adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa