Dois Caminhos
a S. Pedro de Rates
Data: 4 de outubro de 2020
Por: A. Augusto de SousaData: 4 de outubro de 2020
Por: A. Augusto de SousaHoje decidi que sairia sozinho... após dois domingos sem pedalar, não me sentia em grande forma para acompanhar o grupo... a "Alvinha" também saíra no dia anterior do "hospital de bicicletas", podia ainda acusar algum "problema de saúde"...
Onde vou? Olha... Caminho Central, isso mesmo, já há algum tempo que não faço... e aí vou eu estrada fora.
Decidi ir visitar o mosteiro de Vairão e em boa hora o fiz. Já tinha entrado uma vez, mas como havia uma cerimónia não pude apreciar o seu interior. Desta feita, tive a igreja só para mim... e deliciei-me... que linda que é, com os seus dourados ainda frescos... Cá fora, aqueles jardins envolventes dão-lhe um ar de cuidado que muito aprecio, já para não falar, na parte de trás, do grande edifício de "mil janelas" onde se instala o albergue de peregrinos.
Seguir-se-iam Vilarinho... a sempre bonita Ponte de D. Zameiro sobre o Rio Ave... a forte subida que se lhe segue... e o novo traçado rural que evita a estrada de alcatrão até ao lugar de S. Mamede. Também a ponte de Arcos e o Rio Este estavam lindíssimos, este último a banhar autênticas "ilhas" de vegetação!
Conhecera um pouco antes dois ciclistas que iam também a Rates... "venham comigo, porque o caminho (re)marcado entre Arcos e Rates é só estrada... eu continuo a seguir pelo caminho inicial"... e lá seguimos juntos até à Igreja Românica de S. Pedro de Rates, onde nos separámos... "vamos pela ciclovia até à Póvoa e depois fazemos o caminho da Costa" diziam-me os meus novos amigos. Mas eu tinha mais pressa e decidi voltar para trás, virar para a Junqueira e ir direto a Vila do Conde, não sem que antes me dedicasse a fotografar o ambiente ali à volta.
Também o Mosteiro da Junqueira estava aberto e vazio... o horário já não ajudava, mas ainda me atrevi a fazer umas fotografias do seu interior. Também muito bonito, mas não tão recuperado como o de Vairão.
Já em Vila do Conde, tomei o Caminho da Orla Marítima em sentido inverso, dando para fazer os novos trilhos que existem para Sul de Mindelo.
Em Vila Chã a surpresa... ultrapassei os dois ciclistas que deixara em Rates... rimo-nos um pouco com a situação e lá continuámos juntos até Ao farol da Boa Nova. Aí eu tive de parar para estirar os músculos das pernas que começavam a ameaçar cãibras... e lá nos separámos novamente.
Confesso que os últimos quilómetros, depois da Quinta da Conceição, foram penosos... as dores musculares aumentavam, as cãibras continuavam a ameaçar e foi com muito cuidados redobrados que continuei caminho...
Já há algum tempo que não fazia algo assim... em termos de endurance é bom... pois o ritmo é constante, favorecendo a respiração... não tem as irregularidades nem a adrenalina do monte mas acaba por ter também umas vistas bem bonitas e variadas... é recompensador!
E pronto... cá me despeço com o usual:
Adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa
Hoje, à falta de melhor opção, decidi "acusticar" com a velhinha BH... Sabia que ia sofrer, por isso empen(h)ei-me com toda a força a tirar da cabeça dos meus companheiros a ideia de irmos ter com os outros dois amigos valongueiros.
O Augusto deu uma dica , "vamos a Angeiras ver os biquinis" - foi o Augusto, que (não) disse - proposta que todos logo apoiaram. Bem... todos não, o Gordon lá se conformou com um: "OK, today is a social passeo :( "
Claro que, sabendo que não tinha baterias na bicla, lá fui escolhendo trajetos sem subidas e sempre em direção ao mar.
O resto já todos lerem, a companhia foi boa, à praia não chegamos, ao chão chegaram alguns e ainda bem que o Sapatadas mecânico estava presente, senão seria a primeira vez que as acústicas iam ter de empurrar uma faisca...
A "minha bateria" durou o percurso quase todo, mas cheguei às últimas subidas e pumba... lá se foi o meu "H".
Abraço,
Jorge X Antunes