Falhando Angeiras
a Vairão
Data: 20 de setembro de 2020
Por: Jorge Ximbra AntunesData: 20 de setembro de 2020
Por: Jorge Ximbra AntunesSete foi a conta que Deus fez.
Uns com medo à chuva, outros com medo ao COVID, outros com medo de falhar o aniversario de casamento, outro com medo de aumentar as dores das costas e outros com medo de dar informação seja do que for para justificarem estar na lista dos ausentes deste domingo.
Até éramos para partir 9, com 2 amigos dos novos, mas um atrasou-se tanto que nem chegou e o outro, por solidariedade não arrancou... Assim lá fomos, Gordon, Carlos Gomes, Ximbra, Paulo Costa, José Luís Coelho, Tiago e David.
Pela milionésima vez decidimos ir até Angeiras, com decisão unânime e alegre. Ainda estou na dúvida de tal alegria... seria por fugirem a Sant Just, seria porque tinham alguma esperança de encontrar alguma menina de biquini na praia ou seria mesmo de saber que isso de ir até Angeiras é só mesmo cisma e, como diz o Zé, "o que é preciso e não perder a cisma."
Partimos com o guia a prometer não ir por caminhos "lamosos", que a minha faísca é alérgica a poças de agua. Verdade seja dita, não apanhamos muita lama e água; chuva só mesmo no arranque, num tira e veste de impermeáveis. Os trajetos estavam bem escorregadios, traiçoeiros e com muita pedra solta, típico das primeiras chuvadas.
E lá fomos nós todos entusiasmados em direção a Nordeste, quer dizer... em direção ao mar e sem desvios, acho que desta chegamos lá! Águas Santas, Nogueira, Silva Escura, Castelo, Gemunde (olha a orelha do Gordon), Titanic, subida para os mecos divisórias de Maia/VConde e aiiiiiiiiii...... o Ximbra, deu cabo de tudo... "Onde vai dar este track, que excitante que está"?
Se um diz mata outro logo diz esfola e bota por aí... Conclusão, quando chegamos a Mosteiró, já a cisma de ver biquinis na praia se ia esfumando e o José Luís Coelho decidiu abandonar-nos, que o rolo da massa em casa já reclamava horário para fazer o almoço.
Conclusão: no meio disto, e se fizéssemos o percurso do Vitor Santos que fizemos em Julho? Quem tem o track? Eu tinha-o no GPS que a minha filha deitou ao lixo 😡😤😱😭 Todos procuram e só o Tiago o tinha no telemóvel... Modernices!
Bem, download, transferência, Bluetooth, Wifi, 4G e o gajo lá apareceu e foi ver o Tiago todo emproado a guiar o mini grupo, todo estiloso, esquerda, direita... esta direita carago, deixa-o ir para aprender a não passar o guia 😆😈.
Assim lá fomos descobrindo os locais que passamos, ainda o tempo era solarengo. A máquina das alfaces, os tomates, o lugar das cruzes, o largo da poça, as vacas, as vacas, o cheiro das vacas e mais vacas, o sobreiro grande, onde aproveitámos para comer alguma coisa, que chascos por aqui não abundam e o "unhecas" ainda estava longe.
Lá levamos o Carlos ao Calvário e o Paulo voltou a ter vontade de mictar, só que desta vez esperei por ele e pelo Gordon, que não me apetecia voltar a fazer mais 2 km para trás à procura dos desaparecidos (sim Rui, não és o único).
Passamos nos Arcos do fidalgo e lá fomos em bom passo que o relógio não parava e o arroz de marisco não presta se coalhado.
Espera e a subida maluca? Hihihi, malandrice, deixamos ficar para a próxima, fomos a direito e assim poupamos 15 minutos e o Carlos de desmaiar. Lá fomos chegando a terras conhecidas e em Guidões, queriam ir por estrada... nada disso, vamos pelo percurso marcado que é a meio pau e sempre a descer, hihihihihi.
Claro que a subida ao castro de Alvarelhos ficou para a próxima, mas só porque já tínhamos lanchado e a vista com sol é mais bonita, soooó por isso, senão éramos gajos para subir aquilo e na maior 😉
Bota fogo nisso e dá gaz, que o baixinho vai levar mas ventas do sogro se não chega a horas. Carriça, unhecas, mas pelo canto do olho (que fominha), Castelo e depois direto a casa, que as pernas já doíam e as longas paragens estivais já cobravam a falta de ritmo.
Por falar nisso... Alguém sabe como estava o tempo por Angeiras?
Jorge Ximbra