Iniciação do Rosaldo
a Angeiras
Data: 23 de agosto de 2020
Por: A. Augusto de SousaData: 23 de agosto de 2020
Por: A. Augusto de SousaRetornado ontem de férias, lá do "quentinho", hoje haveria de ser um passeio suave... Aproveitei e, de acordo com combinação anterior, convidei o meu amigo e colega de "outras histórias", Rosaldo R., para uma volta de bicicleta em todo-o-terreno. Seria para ele uma espécie de iniciação, já que nunca havia experimentado, mau grado possuir há algum tempo um bicla adequada.
Saímos do Monte dos Burgos passava uns minutos das 8:30 para fazer algo que tivesse por base "a voltinha do Augusto", o que realmente aconteceu. No entanto, algumas simplificações seriam necessárias e, mais ainda, era preciso garantir a visita a alguns pontos que considero bonitos neste percurso.
O primeiro deles foi a Ponte de D. Goimil... ali lhe apresentei a "retocada" ponte e o "omnipresente" rio Leça que estava hoje com alguma água, mercê das chuvas dos últimos dias.
A partir daí... por distração, segui o percurso em sentido contrário... o que nos levou a Crestins e, dali a pouco, a Pedras Rubras, onde passámos no estendido túnel sob a pista. Dali a pouco estávamos a fazer alguns trilhos no meio dos milheirais e dos eucaliptais da região, com passagem sobre a A28.
À chegada a Angeiras após ter roído a maçã, o Rosaldo estava bem disposto e resistia :-) Assim, a hipótese também possível de regressar pela marginal marítima perdia terreno e decidi-me a regressar pelo caminho usual, embora necessariamente com várias simplificações.
Assim, ainda se fizeram alguns trilhos e estradinhas secundárias rurais em direção à linha de comboio de Leixões. A vista pontual para o rio Leça e para os seus moinhos foram alegrando as "hostes", nomeadamente o Rosaldo que, ao momento, já apresentava algum cansaço... A vista superior para a Ponte Carro foi um "must", assim como a passagem, dali a segundos, sobre a mesma, com saída direta (subindo...) para S.ta Cruz do Bispo, cujo centro histórico se visitou.
Haveria que evitar trajetos demorados e difíceis, pelo que não subimos ao Monte de S. Brás... fica como elemento de visita para a próxima vez, assim como o trilho e a pedreira de Esposade... é preciso criar interesse para uma próxima ;-)
O problema é que, para chegar ao Monte dos Burgos é necessário passar o Padrão da Légua... e este encontra-se num ponto alto. Embora de subida lenta, a.k.a "falso plano", o trajeto a partir dali deixou marcas no coitado do Rosaldo que estava visivelmente cansado, no final.
Enfim... penso que estava cansado, mas feliz... gostou das paisagens e de outras coisas que viu, da natureza que atravessou, do cheiro a mar. No final, foi uma boa iniciação... embora com direito a algum cansaço do qual estará, a esta hora, a recuperar :-D
Rosaldo, obrigado pela companhia... temos de voltar lá para encontrarmos o teu "H" perdido... hum? Ah... pois, tu não sabes... é que nós somos os "Tantos & Empen(h)ados": somos muitos (às vezes...) e começamos sempre os nossos passeios com "tanto empen(h)o". No fim dos passeios acontece muitas vezes que "perdemos o H"... e o resto tu descobres...
Olha, por falar nisso...
"Adeus e até ao próximo empeno",
A. Augusto de Sousa