Grande Empen()o
a além Covelas
Data: 31 de maio de 2020
Por: Jorge Ximbra Antunes e José Luís RamosData: 31 de maio de 2020
Por: Jorge Ximbra Antunes e José Luís RamosHoje temos relatos em tom de desgarrada... só falta mesmo a música alegre do acordeão para animar ainda mais... um bocadinho! Cantam... ou melhor... escrevem os amigos Jorge Ximbra Antunes e José Luís Ramos.
Ouçamos...
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Mais um domingo que foi subir onde nem o Pantini subia e descer em antigas ribeiras onde nem as cabras montesas passariam... menos mal que desta vez não houve quedas, mas que estes guias arriscam, lá isto arriscam, e depois pensam que um gajo tem motor nas pernas... isto não pode continuar. 🙁
E ainda bem que não vieste Augusto, senão ias ter um empen()o de primeira! Definitivamente temos de acabar com esta "tirania dos guias em e-bikes"... Ah, faltou dizer que o guia de hoje foi o Zeca Ramos hijihihihi !!!!
Partimos 8: Ramos, o Zé e o Pedro; Gordon; Carlos Gomes; Jorge Duarte; Pedro Costa; Tiago Martins e Jorge Ximbra.
Começou tudo com o desguia C. Mapas, meio guia, meio sargento dos Rangers, a levar-nos por caminhos mais parecidos com a pista de obstáculos de Santa Margarida, por terras de Nogueira e Folgosa. Depois, sentiu o chamamento da netinha e abandonou-nos em Vilar de Luz nas garras do desguia Zeca "Extreme" Ramos... o que nós sofremos e o que nós nos divertimos!!!
Mas fizemos uma troca de uma 26" por mais uma e-bike de um novo amigo que andava perdido e que, para mal dos pecados dele, decidiu acompanhar-nos.
Vilar de Luz, Covelas, Alto de Paradela, e volta que o relógio começava a apertar para alguns, assim foi uma direta "ao para trás"... Covelas, S. Romão do Coronado, Folgosa, S. Pedro de Fins... aqui houve alguém que disse que queria chegar a casa cedo e, sentindo o cheiro da terra materna, decidiu assumir o cargo de guia. Ora... nós até que já sabemos como são os caminhos do Jorge D.: "já passei aqui em pequenino..."
Vá lá, desta vez passava mesmo e lá nos levou até Bela e Travagem, para chegarmos ao Alto da Maia às 12h45 com uns agradáveis 43 km.
Gostei de voltar a sentir o "grupo" e, desta vez, se não ia o track do Zé, bem me perdia em alguns sítios.
Abraços a todos,
Jorge Ximbra
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Estou feliz.
Felicidade não é um estado duradoiro estável! São momentos! Estou bem. Bem almoçado! E muito, muito cansado! A vontade, mesmo, é de hibernar!
Não resisto a repor a verdade. Eu não orientei ninguém hoje! Apenas fui dando notas do caminho a seguir, de acordo com o registo no GPS de um caminho realizado em 2018/06/03; realizado e gravado pelos Tantos e Empen(h)ados!
Como é do conhecimento geral, nunca vou para o briefing matinal na Pícua Doce sem uma proposta de caminho. Assim, de véspera, penso e procuro uma solução, que me pareça viável, para apresentar aos companheiros de BTT. Propostas que às vezes são aceites. Muitas vezes não.
Bem, na discussão inicial, sobre o destino BTTístico, falei da proposta. Realizamos este percurso em Junho de 2018, até ao Alto da Paradela.
O auxílio da navegação por GPS só se tornou necessário a partir de Vilar de Luz! Tentamos com sucesso reproduzir o que tinha sido realizado em 2018, mas o caminho era terrível! Não me apercebi olhando para o Google Earth: parcialmente coberto por vegetação; rochas irregulares a pedir quedas; ressaltos grandes! Não passa por ali gente há muito tempo! Mas o caminho estava lá e tinha sido percorrido por uns Tantos e Empen(h)ados!
Claro que desmontei em alguns pontos mais azedos. Houve destemidos que passaram sem pôr o pé no chão! Desmiolados!
Chegados ao riacho que corre por baixo de Covelas verificámos que a passagem a vau seria difícil. A água era muita e alta. Havia uma passagem tipo poldras que utilizamos, uns, melhor do que outros! Houve mesmo quem experimentasse a temperatura das águas aparentemente puras! E esta foi a descida técnica! Radical! Este trecho vale nota 5 de dificuldade técnica!
Depois do reforço junto da Capela de S. Gonçalo, iniciou-se a penosa subida em alcatrão. Ufa! Mas depois é que foram elas, na subida empoeirada do caminho! Subir... subir... subir... em estradão... não terminava! Ainda se tentou improvisar um atalho, mas nada, era seguir o track e pronto. E ainda bem que havia track!
Afinal o Alto da Paradela não é mais do que o ponto mais alto do caminho que realizamos todos os janeiros quando vamos à festa do rojão! Só desta vez é que se fez luz sobre o nome do lugar.
A descida para Covelas foi a cem à hora! O tempo era pouco e tínhamos de acelerar! Foi um Empeno tramado.
Nota para o clima de camaradagem e alegria que conseguimos manter no passeio que demos. Top.
Este relato tenta complementar a muito boa e oportuna crónica do Ximbra!
Que grande empen()o!!!
Até ao próximo!
José Luís Ramos