Devaneios do Zecas
ao Chasco
Data: 1 de abril de 2020
Por: José Luís RamosData: 1 de abril de 2020
Por: José Luís Ramos(Recomendação ao leitor: é preciso ler até ao fim!)
Estava farto de estar em casa! Esta coisa da quarentena tem limites. Não aguentei!
E depois... eu penso que estes tipos são uns exagerados. Tudo em casa para quê? Com juízo tudo é possível. Não me passava pela cabeça ir aos encontrões às pessoas que aparecessem no caminho!
Bem cedo para ninguém me ver, saí de casa bem protegido do frio! A descida para a rotunda do Maia Shoping foi tramada com o frio. Estava tudo enlameado como eu gosto. Olh'á lama! Olh'á lama. Como eu aprecio a lama! Passei por Alfena sempre a abrir. Não encontrei nenhum ciclista.
Não avisei o Sr Ferreira das minhas intenções de ir lá, ao Chasco! Olha, fiquei-me pelo Pica-Pau da D. Rosa! Que bom! Não havia era Espadal! "Ahhh... se soubesse que vinha tinha mandado preparar umas garrafitas!" Menos mal, fiquei-me pelo maduro do pacote!
Pouco passava das 10:00 iniciava o caminho de regresso pelo trajeto habitual. Mais lama! Logo depois de passar pelo Leça, o caminho estava impraticável. Teimei... lá passei... adoro a lama fofa, escorregadia... e agora com a faísca é canja!
Na rotunda de Alfena a polícia quis saber o que eu andava a fazer! Lá lhes expliquei que era uma questão de saúde pública. Se não saísse ficava doente! Eles perceberam, compreenderam e deixaram-me passar.
Cheguei cedo a casa, sujo mas contente, feliz! Mas não vi nada de novo e que não seja sobejamente conhecido dos caminhos do mofo!
Não envio fotos nem o track porque com a correria não levei a máquina nem o GPS! Aliás... nem levei a bicicleta! Quer dizer... levei... mas sem sair do sítio... transportei foi muita imaginação... e devaneio de primeiro de abril também!
Até ao próximo empeno,
Zé