Em busca da Ponte Perdida... a M.te Córdoba
Data: 28 de abril de 2019
Por: A. Augusto de SousaData: 28 de abril de 2019
Por: A. Augusto de SousaHoje foi um passeio especial... Digamos que foi dia de o nosso "Ximbriana Jones" dar uma de aventura e partir "Em busca da Ponte Perdida"... Na expedição levou também o Seguidor Destemido, o Seguidor Cauteloso, um Dador de Sapatadas 2, um Amnésico e um Jornalista Pica Miolos.
"Ah e tal, é que eu vi um filme no youtube em que se veem passar bicicletas sobre uma ponte nova de madeira, nas Quedas da Fervença". Vamos pois à descoberta da dita ponte, grandes aventuras se adivinham.
A primeira viagem não foi transcontinental mas quase... estrada... estrada... mais estrada... arre, gaita, já gritava o Paulo Costa que "isto assim não é vida"! Parece que já lhe dava preocupações o seu "almofadado sub-costas"...
Estrada N15... subida à direita, "ai Jesus", visita à fábrica (jà reformada em 1950, ver fotos) de moagem de azeitona, talvez uvas, mais subida, Valinhas ao lado, e entra-se finalmente no monte.
Há quem siga pela direita e tenha acertado... os restantes, tiveram de passar as amarguras de descer andando a pé e, como aventureiros cavalheiros que são, dando a mão às suas meninas... de duas rodas!
Mas valeu a pena... não seria (ainda?) o encontro com a tal de ponte perdida, mas as quedas de água do Rio Leça, ali no local, nomeadas de Quedas da Fervença, são efetivamente inesquecíveis! Entre graníticos volumes, copas verdes de arvoredo denso, e principalmente muito musgo, também ele verde, apreciava-se um mono-colorido contrastante com a alva espuma das agruras das águas em queda acelerada. Ali perdemos uns minutos largos, explorando e... fazendo muitas fotografias... muitas e bonitas!
Retoma-se a estrada (não tinha ainda falado da dita, pois não?) passa-se ao lado de Pereiros e no final de um trilho belíssimo, lá estávamos junto àquele dique de água do afluente do Leça. Mesa de pedra, banquinhos... estava mesmo tudo à nossa espera... é que, não se ouvia, mas todos sabíamos que "já são horas do lanche?"
E lá continuámos as buscas... não encontráramos a ponte no Rio Leça, fomos procurando-a pelo monte adiante... mas não havia forma de a encontrar... e procurámos bem: por pedras escorregadias, charcos de lama, subidas até dizer chega... Até num jardim privado procurámos a dita ponte! Mas nada de a encontrar...
"Talvez na Nascente do Leça?" e lá foi o Ximbriana Jones a liderar a expedição... "quê, mas era ali à direita?", pronto, acontece aos melhores Jones... e lá perdemos aquele ponto fundamental... e é que é bem provável que a dita cuja ponte lá esteja! Ximbriana Jones, temos de lá voltar, sim? (uuiii... a sério? outro empeno igual?)
Com muitos inimigos pela frente, leia-se terra batida, cascalho, calhaus, lages e até paus maldosos que não poupariam um emocionante tombo ao nosso Ximbriana, retomámos os nossos já conhecidos caminhos, nomeadamente passando pelo lugar de Pereiros onde o rio, é ornamentado por um sempre belo arvoredo e relvado verde e pela decana Azenha/Serração Hidráulica.
Ala que se faz tarde... o resto quase se adivinha: estrada (finalmente?) mas descendente, Quedas de Fervença... "ALTO... está ali uma ponte de madeira!"... e lá fomos nós fazer mais umas fotografias e deixar ao Ximbriana Jones a conclusão de que afinal não foi desta que a Ponte Perdida foi encontrada... (isso, talvez na nascente... hum? Não?).
Regresso pelo conhecido retorno do Chasco... N15... assapa gás que já é tarde... Casa!
Casa? Caza? CAZZZZzzzz.....zzzaaa! Ui, mas que grande empeno que foi esta aventura de hoje! "Sofazação" é mais do que necessária, que se lixem as visitas...
Ximbriana Jones... numa produção "Tantos e Empen(h)ados"... brevemeente num cinema algures em Monte Córdoba e Redundo...
Ximbriana Jones - Jorge Ximbra Antunes
Seguidor Destemido - Zecas Ex-Rezinga
Seguidor Cauteloso - Paulo Parente
Dador de Sapatadas 2 - Paulo Costa
Personagem Amnésico - Jorge Duarte
Jornalista Pica Miolos - A. Augusto de Sousa
Fotografia - A. Augusto de Sousa e Zecas Ex-Rezinga
Guião - A. Augusto de Sousa
E para um valente empeno (sem H)... isto já vai demasiado longo.
"Adeus e até ao próximo empeno",
A. Augusto de Sousa