As novidades do Gordon, à Foz do Sousa
Data: 3 de março de 2019
Por: A. Augusto de SousaData: 3 de março de 2019
Por: A. Augusto de Sousa"Amanhã chove? Não chove?" Colocaram-se estas dúvidas e em resultado disso e das ausências de vários empenhados, hoje estávamos quatro no ponto de encontro usual: Alberto, António, Augusto e Gordon. Este último já tinha o track pensado... "sanatório, trilho do gás, Beloi, desvia-se para a esquerda para Aguiar de Sousa, Sra do Salto e regresso"...
"Hum? 45Km? Parece-me que isso vai dar para tarde... mas vamos lá", dizia eu, que até pretendia chegar cedo a casa...
E assim foi... duas biclas com motor a eletricidade e outras duas com motor a bifes de vitela, "isto vai dar mau resultado", lá fomos nós St.a Rita acima (grrrr....), Alto de Valongo, e trilho para o sanatório com paragem junto à Capela da Sr.a dos Chãos para a necessária fotografia da cidade capital do Norte... e para aquele "monumento" que foi ontem a capital das lágrimas... (hoops... se calhar não se devia ter dito isto...)
Trilho do Gás? "Não, que isso é de meninos", vamos à esquerda subir "Sante Juste". Valeu, como sempre, o bálsamo que é aquela paisagem magnífica da vista do vale do Rio Ferreira... e também valeu a descida, "yyyyyuuuuuppppiiiii", por lá abaixo, cruzando o gás e fazendo depois aquele single-track já nosso conhecido e sempre feito com tanto agrado.
De Beloi e ponte sobre o Ferreira, lá vamos em frente pelos trilhos já conhecidos, até à estrada. Ali decidiria o nosso guia virar à esquerda: "Antônio, é por 'qui"? Mas que raio de mania este Gordon tem de escolher sempre os trilhos a subir... a subir e de que maneira, que durante um quilómetro, até os dentes rangiam! Bem, há que amenizar isto com o discurso do Alberto acerca das suas práticas "nudo-exibicionistas", ali mesmo, há dias atrás...
Apanhámos entretanto o trilho que fizémos outras vezes para Covelo, passando naquele local sempre lembrado onde se "comeu a banana" ao abrigo de um beiral enquanto chovia... Iniciada a descida, o Gordon decide voltar à esquerda, com a intenção de se orientar para Aguiar de Sousa como prometido... mas depois de bem subir, uma árvore caída no trilho retirou-nos todas as hipóteses de continuar... volta-se atrás, desce-se, segue-se novo trilho já na cota baixa quase marginal ao rio Sousa para novamente se concluir que não se conseguia passar... Há que alterar os planos feitos, vamos mesmo a Covelo e dali seguimos para a Foz do Sousa.
Gentes, mas que lindo estradão ali fizémos! Com direito a cumprimentar uma pequeníssima toupeira que estava no meio do caminho, viríamos a atravessar o rio Sousa numa novíssima ponte pedonal e subiríamos de seguida uma rampa muito técnica com pedras de xisto a ameaçar. Para trás ficavam umas intrigantes placas de madeira a apontar o caminho para "Moinhos de Jancido"...
Lembram-se do percurso da antiga linha de combóio? Pois lá fomos dar! E eis senão quando, na passagem sobre aquilo que parece ser uma ponte granítica, ouvem-se vozes lá em baixo... vão pessoas a pé descendo e pelas novas placas indicativas lá concluímos que ali mesmo são os tais moinhos e respetiva gruta!
Gentes... tantas vezes ali passámos e não conhecíamos? Aquilo não é bonito... aquilo é LINDÌSSIMO! Já vai sendo visitado, mas as obras em curso denunciam a preparação de um parque que bem poderá vir a ser um excelente ponto turístico da zona! A revisitar, gentes, com tempo para apreciar!
O resto já imaginam... Foz do Sousa, estrada marginal ao Douro até ao Freixo e subida pelo novo percurso, ainda não terminado, do Rio Tinto até ao parque Oriental da Cidade. Campos... trilhos... localidade de Rio Tinto, e começavam as separações... o António seguiria diferente regresso e um pouco adiante o Alberto faria o mesmo.
Chegámos, eu e o Gordon, à Quinta da Pìcua, eram 13:15... um pouco tarde para o que eu pretendia... Mas, meus amigos, se valeu a pena? Valeu sim! Valeu por cada centímetro ciclado! Reinou a boa disposição, não subimos (tudo...) a "Sante Juste" e tomámos conhecimento com locais muito, mesmo muito bonitos!
Foi pena não termos passado naquele local da árvore caída... E sim, Gordon, tinhas razão: já tive oportunidade de ver que o trilho que seguíamos dá acesso à estrada de Aguiar de Sousa (um dia destes vamos lá ver se passamos), mas se calhar até valeu a pena o imprevisto!
Assim sendo, "relato" feito, deixo-vos com o habitual,
"Adeus e até ao próximo empeno" (sem "H", sim, declaradamente!)
A. Augusto de Sousa