O projeto literário Te conto em contos nasce 60 anos depois da publicação da primeira obra de contos expressiva de um autor amazonense, o livro Histórias de submundo, do escritor amazonense Arthur Engrácio. Assim, comemorando o aniversário de publicação de sua primeira obra e seguindo seus passos para a profícua produção de contos, o projeto Te conto em contos tem o intuito de ser um espaço digital a partir do qual sejam publicados contos. Com o diferencial de que o projeto está voltado para a seleção e publicação de contos criados por escritoras do Amazonas.
Para isso, serão feitas postagens semanais no perfil Te conto em contos (@tecontoemcontos) no Instagram. Além da publicação de contos de autoria da idealizadora deste projeto, Letícia Pinto Cardoso, serão convidadas duas escritoras do Estado do Amazonas para publicar seus contos no @tecontoemcontos, bem como serão feitas chamadas para seleção de outras escritoras do Estado publicarem seus contos em e-books, que irão ser produzidos e publicados, disponibilizados gratuitamente, entre os meses de dezembro de 2020 a março de 2021.
O projeto tem como diferencial trazer à tona qual ou quais literaturas são produzidas no Amazonas, em termos de prosa. Busca-se conhecer o que as autoras contemporâneas estão escrevendo aqui no Estado e o que sua criação tem de ligação com a Amazônia, ou com a esfera amazônida, como se apresenta(m) a(s) literatura(s) que é/são produzida(s) na região Norte. Faz-se perguntas como: Os contos produzidos trazem consigo aspectos sempre relacionados à atmosfera amazônica? À presença do sobrenatural, das forças da natureza, a floresta, o rio, especialmente o Rio Negro? Ou é uma escrita mais ligada ao asfalto quente da metrópole nascida na floresta, espaço de construções arquitetônicas exuberantes, frutos do advento da Zona Franca de Manaus, e que se sobressaem nas avenidas de negócios sobre os edifícios erguidos ainda na Belle époque? E sendo escritoras de municípios distantes ou ainda na Região Metropolitana de Manaus, há relação entre a palavra criada por elas e à Floresta Amazônica, ou é uma escrita urbana? Ressalta-se que urbana, mas que sabemos enquanto amazonenses, que é sombreada pela atmosfera amazônica, pelos costumes que passaram de geração em geração, de famílias que vieram do interior do Amazonas para a capital Manaus, ou mesmo de outros Estados da Região Norte.
Assim, busca afastar o que não amazonenses (nem nascidos nem residentes daqui) costumam dizer que seja o exótico e encantador daqui, exótico e “mágico” por ter a Floresta e o rio Negro como figuras tão impactantes, e que de fato o são, mas que não nessa lógica romântica e exploradora, curiosa, que o olhar de fora tem sobre nós. Afinal, as cidades estão na floresta. Com isso, espera-se compreender o que sua escrita literária tem de ligação com a Amazônia, ou com a esfera amazônida, bem como é um estudo que pretende identificar como se mostra a(s) literatura(s) que é/são produzida(s) na região Norte.
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