Família sementes – peças com sementes
de sabonete-de-macaco e ostra
Ficha Técnica
“Família sementes – peças com sementes de sabonete-de-macaco e ostra ”
Fecho, ostras, semente de sabonete-de-macaco, compósito bagaço de cana, fio de nylon.
Águida Oliveira
2022
“Rotas de fuga / descanso"
Ficha Técnica
“Rotas de fuga / descanso”
tinta acrílica sobre papel craft
Aline Guimarães (Línea)
2021
Relise
O trabalho expressa a irmandade e o cuidado entre mulheres negras, além de outros elementos presentes na cultura afrobrasileira: as cores das yabás, Oxum, Iemanjá e Iansã; e os penteados nagôs, onde tem-se a história de que os desenhos presentes nos penteados, eram na verdade mapas e rotas de fuga para o povo negro escravizado, que buscavam os quilombos.
Para mais trabalhos da artista, conferir site www.lineguimaraes.com.br e/ou Instagram: @lineaaaa_
Ficha Técnica
“Capim Dandá”
Mista sobre papel
Caio Fiúza
29cm x 21cm
2022
Ficha Técnica
"Para me livrar do mau olhado"
Técnica mista sobre papel paraná
CarlosHSlv (Carlos Henrique)
2022
Ficha Técnica
"Persistência; Fortaleza; Resistência; Adaptação"
Acrílica S/Cartão-30x40cm
Cláudia Freire
Sem data
Relise
O périodo de pandemia com início em 2019 trouxe um cotidiano que modificou bruscamente a humanidade, nesse contexto que perdura temos uma série de inquietações e desenvolvimento de expectativas que muitas vezes são desfeitas pelo aparecimento de uma nova variante do agente “transformador”- coronavírus. Diante dessa situação o meu olhar para o mundo se renovou, mudou as perspectivas e assim desenvolvi a série “CACTOS EM POESIA”, onde a metáfora do cacto veio para o meu processo criativo oferecendo a beleza resistente, perseverante, que supera, se adapta e se desenvolve em meio árido. Os espinhos - estratégias de sobrevivência - agora aflorantes pelo confinamento representam a capacidade para o enfrentamento deste período desafiador e as flores, símbolo da proteção relacionada ao maternal, com sua beleza indelével trazem o refletir sobre o cuidado com o outro. Trago a narrativa da força, resiliência e esperança da mulher afrodescendente que sou, assim como muitas neste país que, através do fazer artístico busca vencer as adversidades e conquistar seu espaço de direito oferecendo a delicadeza, a solidariedade e o amor como forma de conscientização e melhoria da nossa condição social. Aqui apresento uma parte do trabalho que vem se desenvolvendo em Aquarelas, Gravuras e pinturas em acrílica . A produção teve início em 2019 e continua até o esgotamento das inquietações sobre a temática.
Ficha Técnica
"Liberdade"
Colagem Digital
Findaza - Pará
Fotografia: Felipe Findaza
Ano: 1869
Brasiliana Fotografia
Lia Brito
2022
Relise
Não é sobre "A liberdade guiando do povo", pintura de Eugène Delacroix, nem sobre a "Estátua da Liberdade", projetada por Frédéric Auguste Bartholdi, ambas retratadas pela ótica de homens brancos europeus. Aimagem central dessa colagem foi retirada de uma das "fotografias" realizadas no final do século XIX pelo Português Felipe Augusto Fidanza, na qual a mesma foi capturada em studio e manipulada por sua visão europeia (mulher negra com panela na cabeça. legenda: Fidanza- Pará). A "Liberdade" que apresento aqui é a que não vemos nos livros, nem nas obras de arte, é a liberdade que foi arrancada, roubada e escondida ao longo da história. Eu estou falando de uma mulher anônima e sobre as tentativas de apagamento de suas potencialidades. Dessa forma busco dar uma nova roupagem a imagem que poderia/deveria ter sido reproduzida, de uma mulher negra representando a Liberdade ou o que ela quisesse.
Ficha Técnica
"Terceiro Olho"
Acrílico sobre tela
Evaldo Oliveira
2019
Relise
Evaldo Oliveira, natural de Teresina- PI- Brasil, é atualmente professor da Universidade Federal do Piauí-UFPI, foi chefe do DEA- Departamento de Artes Visuais, coordenou os cursos de Artes Visuais e Música pelo PARFOR- UFPI- Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, atuou como professor em instituições de Ensino Fundamental, Médio e Superior, tanto em instituições públicas como privadas, dentre as quais: UFPI-Universidade Federal do Piauí, UESPI-Universidade Estadual do Piauí, ICF-Instituto Camillo Filho, Aespi, Fapi, etc. Integrou o corpo docente de diversos cursos: Belas Artes, Artes Visuais, Turismo, Saúde Mental, Arquitetura e Urbanismo e outros, em Teresina e outros municípios. Membro do coletivo UAPPI- União dos Artistas Plásticos do Piauí. Especialista em: Gerontologia Social (Ufpi) e História da Arte e Arquitetura (ICF). Participou de várias exposições tanto individuais como coletivas em Teresina, no estado do Piauí, fora do estado e do país, depois vieram várias exposições e salões com premiações.
Ficha Técnica
"Quem sou eu?"
Técnica mista: lápis 2B, lápis 4B, hidrocor e aquarela em papel Hahnemühle
Francilene Brito da Silva
2022
Relise
Texto de apresentação da proposta artística "Quem sou eu?": O desenho por métodos de visibilidade anatômica de corpos afrodescendentes, por muitas vezes, foi realizado com intuito de colonizar estes corpos, os esquadrinhar para os manter subalternizados em livros de história, por exemplo.
Desumanizar era o intuito, mesmo que implicitamente. Mas, é essa mesma técnica-princípio que uso para me perguntar: quem sou eu? Uma mulher afrodescendente como as mulheres do podcast Arte como Narrativa e Cuidado, e que pode mais do que estar subalternizada. As ervas e as diferentes plantas entraram na minha vida, e, com as histórias contadas pelas mulheres, nos episódios, pude perceber como me cuidar melhor a partir destas. Percebo então, que somos mais do que os livros de história e de desenhos anatômicos nos ensinaram.
Ficha Técnica
"Escutar?"
Xilogravura
Grazzy Valéria
21cm x 29,7cm
2019
"Minha Mãe Costura Sonhos Em Seus Crochês"
Ficha Técnica
"Minha Mãe Costura Sonhos Em Seus Crochês"
21,0 cm X 29,7 cm
Arte digital
Marília Barbosa (H.M)
Teresina, PI 2021
Ficha Técnica
"Mulher-natureza"
2,5mx2m (aprox.)
Mural feito com tinta spray e tinta látex sobre parede
Coordenadoria de Estado de Políticas para Mulheres (CEPM), Teresina, Piauí, Brasil.
Laura Ferraz
2022
Relise
A produção deste mural foi feita durante a “Oficina Kunhãgwé: Pintando afetos e saberes atravessados por mulheres" que foi mediada pela artista LuRebordosa e que teve como convidadas as artistas Chermie Ferreira, Tamikuã Txihi e Alana Santo. Nessa oficina foram feitas discussões acerca do muralismo como expressividade feminina de ancestralidade e resistência. Assim, no dia 12 de fevereiro de 2022, várias artistas mulheres residentes no Piauí e outras localidades próximas, se juntaram para a produção de um mural coletivo na Coordenadoria de Estado de Políticas para Mulheres (CEPM), contemplando assim, nossas experiências, narrativas, afetos e cuidados em cada pintura feita. Para a minha produção, me inspirei nas minhas vivências, tendo em vista a relação da mulher com a natureza de uma maneira harmoniosa, onde as visualidades, a sonoridade e o tato convergem entre si. O pássaro se caracteriza como a liberdade que tange a mão da personagem. A flora que surge em sua cabeça remete a sua natureza e conexão com o mundo externo. E o coração é o seu “eu interno” que bomba as energias para seu físico e exprime isso externamente. Sendo assim, nessa arte a mulher é vista como fonte e como magnetismo, que transfere seus saberes, seus cuidados, sua expressividade e tudo que a compõe em uma via de mão dupla, onde absorve e dispersa, no seu eu.
Ficha Técnica
"Copos Beija-Cores Sangues"
Leyllane Dharc Dias
Doutoranda em Educação – UNICAMP
2020
Relise
Os corpos diaspóricos/migrantes/caminhantes/retirantes, possivelmente foram/são testemunhas vivas da subalternidade, principalmente epistêmica, pois foram/são vítimas de apagamentos e silenciamentos de histórias e memórias. Qual o entendimento/valor/compreensão das experiências nos deslocamentos? Quais histórias/experiências transportam? É necessário ativar narrativas de descentramento das representações que desqualificam os saberes e as potências desses que transitam nas brechas/frestas dos fundamentos hegemônicos... Deslocar as colonialidades que afetam experiências e percursos. Outros mundos/estradas/rotas são possíveis...
Ficha Técnica
"Tubarões"
Acrílica sobre papelão paraná
40x45cm
Lucas Pita
2019
Relise
Acredito que o poder do cruzamentos e da comunicação abre portais, transforma, traz o aconchego da sensação mesmo que momentânea de não estar só, coisas que fazem falta; ainda mais quando se é preto(a).
Lucas da Rocha Pita Brito nascido em Simplício Mendes, município do interior do Piauí e residente na capital Teresina. Atualmente cursando Licenciatura em Artes Visuais na Universidade Federal do Piauí enquanto produzo pinturas em papelão e esculturas em metal.
Ficha Técnica
"Lourdes"
22cm x 22cm
Bordado livre
Márcia Gomes
2021
Ficha Técnica
"Arte com garrafas"
Ana Lúcia Costa Lima
Obras produzidas na Cidade de Amarante - Piauí
Conhecida por grande obras com telhas, painéis, materiais didáticos e pinturas que contam e narram a cidade do Poeta Da Costa e Silva
Sem data
"Garden"
Ficha Técnica
"Garden"
Aquarela sobre papel
Maria Clara
2022
"Placenta"
Ficha Técnica
"Placenta"
Bordado e acrílica sobre algodão-cru em bastidor de madeira
Maria Laura
20cm x 2ocm x 1cm
Timon - MA
2021
Relise
A placenta por ser considerada a árvore da vida em muitas culturas é cultuada em rituais fundamentados na singularidade da potência do órgão — multifuncional e capaz de conectar dois seres, a princípio, incompatíveis. Entretanto, na perspectiva patológica contemporânea, a potência vital humana do partejar é aprisionada e reduzida a uma cirurgia corriqueira e na maioria das vezes violenta, sobretudo para mulheres negras periféricas. Tal obra, versão aquarelada e bordada dos carimbos de placenta realizados por doulas, versa sobre a retomada dos saberes ancestrais e o poder de enraizar-se em si para gerar outra vida. Um universo de outro universo. Todes em expansão.
Maria Laura (1999), artista visual, bordadeira e aprendiz das danças. A artista propõe manejar os sintomas da perspectiva patológica alinhavada nas tramas de corpos historicamente marginalizados pela sociedade. Ao dançar com as linhas, procria um senso de autonomia gestado pelo poder de materializar realidades, seja costurando histórias ancestrais, seja desatando nós que aprisionam em estruturas retrógradas. Acredita em fios individuais entrelaçados em uma trama coletiva, na qual a coragem para errar e ser vulnerável são incentivados pelo apoio mútuo entre artistas. Por isso, integra o Coletivo Voragem junto a artistas mulheres de Teresina. Atualmente, trabalha como artista-etc no instagram meadeira e tem interesse nos pontos de convergência entre arte, medicina e inclusão.
"Vômitos de vazio"
Ficha Técnica
"Vômitos de vazio"
maria Lizandra
Sem data
Ficha Técnica
"Cunhã Porangá-Visão"
Tinta a base d'água, tinta acrílica, tinta spray própria pra grafite, carvão e encanto.
Marysol Costa
2022
Relise
Essa obra é baseada numa visão com a CunhãPorangá, uma inspiração no reinado do Rei Sebastião com a história do Touro Encantado da Ilha dos Lençóis. Nunca foi sorte sempre foi Exu, para combater a intolerância religiosa, palmeira de coco babaçu para lembrar a fartura da terra Maranhão, livro do meu sonho que me trouxe a inspiração para esse desenho, luz som e movimento, boi do bumba meu boi do Maranhão, facão para abrir caminhos, grafismo do rosto da mulher, inspirada numa foto de @guajajarasonia que achei na internet. Meu primeiro Grafite através da oficina Kunhágwé - Pintando Afetos e saberes atravessados por mulheres, facilitado por LuRebordosa, Alana Santo, Chermie Ferreira e TamikuaTxihi, no muro da Coordenadoria de Estado de Políticas para mulheres do Piauí.
"Cadernos feito com material reciclável de delivery e costurados à mão "
Ficha Técnica
Cadernos feitos com material reciclável de delivery e costurados à mão
Na imagem um caderno grande e um pequeno, com capa de gravura de revista de pássaro colorido e de asas abertas
Natasha Karenina de Sousa Rego
2022
Ficha Técnica
Menina com Labigó
Óleo sobre tela
50cm x 30cm
2021
"Retratos que faço olhando para o espelho"
Ficha Técnica
"Retratos que faço olhando para o espelho"
Guache sobre papel 300g
Pohema Lima
2021
Relise
Durante o processo de escuta, que faz parte do processo de produção dos podcasts, em especial a construção do terceiro e do quarto episódios com a participação de Márcia narrando suas experiências entre bordado, colagem e poesia, um verso dito por ela ressoou como um lembrete: “o retrato de minha avó eu fiz olhando no espelho”.
Tais palavras revisitaram algumas de nossas memórias, os questionamentos constantes do porquê ilustrar mulheres. Por que, em sua maioria, mulheres negras? E, como, segundo alguns observadores, as ilustrações possuem algo de autorretrato? Muito embora as ilustrações que tenhamos construído em diferentes estudos de materiais carreguem suas singularidades, as semelhanças que podem ser observadas estão nos traços característicos como a cor da pele, a boca, os olhos, narizes largos, traços que enxergamos nas mulheres que ilustramos/retratamos, bem como, diante do espelho de fato – os nossos traços.
Na poesia de Maŕcia, ela cria uma imagem para a avó, que sequer chegou a conhecer, olhando para o espelho, recordando e esperando pelos traços que possuía em comum. Este ato se assemelha ao processo de conceber as ideias das ilustrações nos retratos de Pohema Lima, de certa forma, que passam simbolicamente pelo espelho, na valorização dos traços comuns da ancestralidade, nos processos de identificação e semelhanças existentes entre os corpos e “corpas” afrodescendentes que são (in)visíveis no espelho social. (trecho enviado como parte do artigo PODCAST “ARTE COMO NARRATIVA E CUIDADO”: MULHERES AFRODESCENDENTES PODEM NARRAR(-SE)? a ser publicado no II seminário arte e políticas culturais).