Nos fios tecidos nas conversas durante os episódios do podcast “Arte como Narrativa e Cuidado” – via Anchor (programa de podcast via internet) divulgado nas plataformas digitais Spotiy (2021), Google Pocasts (2021) e Apple Podcasts (2021) – e nas imagens divulgadas no Instagram @roda_grio, pudemos vivenciar uma pesquisa-experiência. No percurso de fiar estas experiências surgiram interlocuções que nos fizeram considerar as seguintes questões: O que chamamos de “arte”? O que estamos considerando como “cuidado” em nossas vidas? O que é ser “afrodescendente”? Quais “narrativas” tecemos sobre nós mesmos? Estas “narrativas” teriam quais objetivos? E teriam alguma finalidade específica? Há também aqui neste site, produções de artistas que buscaram tecer suas narrativas interagindo com as narrativas das mulheres desta pesquisa-experiência.
Esta exposição (ou exposições) nasce(m) dos debates no Núcleo de Estudos e Pesquisas RODA GRIÔ-GEAfro: Gênero, Educação e Afrodescendência da Universidade Federal do Piauí, que deu origem a dois projetos. O Projeto de Pesquisa “Arte como Narrativa e Cuidado de Mulheres Afrodescendentes desde a Pandemia da COVID-19” deu abertura para o Projeto de Extensão “Arte como Narrativa e Cuidado de Mulheres Afrodescendentes na Pandemia/2021” quando percebíamos/percebemos a enorme dificuldade dessas mulheres neste contexto pandêmico atual (2020-2022). Cada mulher entrevistada para a publicação dos podcasts e cada uma/um de nós, que interagiu com elas nesse processo de criação dos episódios, foi aprendendo que esse momento era desafiador, mas, também, criador. Dificuldades foram transformadas em oportunidades, novas maneiras de ser fazendo diferente para sobreviver com dignidade. Por isso, este site é uma consequência destas criações que reverberaram mais fios para continuarmos a tecermos histórias outras.
O site é mais um espaço-tempo de visibilidade, socialização e interatividade das artes, como fios de nossas narrativas afrodescendentes, em processos de enunciação das urdiduras e tramas de um extenso tear, como a metáfora de uma rede de cuidado que emergiu nesse contexto de criação com mulheres e suas artes. Um tear que se produz pelas artesanias de cada narrativa artística como provocação de um ato, de um modo e de um uso de ser protagonista naquilo que se vive, enquanto vamos nos tornando naquela rede de cuidado e aprendizagens por meio dos fios de nossas histórias. Assim, o convite para vivenciar o site com as produções-criações de narrativas, é ainda um convite para nos desafiarmos a prosseguirmos na escuta ativa com as questões introdutórias, expandindo-as. O que chamamos de arte, de cuidado, de narrativa e como estamos nos enredando em nossas vidas afrodescendentes?
Convidamos você a participar duma exposição de viver Afrodescendente através das nossas afrodescendências, que temos que cuidar com narrativas-protagonismos-atos e persistências objetivadas. Enquanto observa os nossos modos de criar cuidando da gente física-, mental- e espiritualmente, solicitamos que pondere sobre mais algumas indagações: Quando o foco consiste no fazer humano da beleza e do bonito, há arte e artesanato? O que faz artesã/o e artista? Neste fazer humano, como e onde entram as forças do mercado? Quais outros poderes socioculturais e epistêmicos influenciam neste fazer do ser humano? Sem a sedução capitalista, você estaria participando deste ato de narrar cuidados e vivências outras? Com provocações assim, convidamos você a participar duma exposição de viver Afrodescendente – tecendo narrativas, aproveitando a oportunidade para refletir e criar em torno de sua própria afrodescendência-narrativa como projeto, também, coletivo.
Francilene Brito da Silva – Departamento de Artes da UFPI
Vicelma Maria de Paula Barbosa Sousa – Curso de Licenciatura de Pedagogia, UFPI/CAFS
Francis Musa Boakari – Departamento de Fundamentos em Educação da UFPI
Teresina-PI, 05 de março de 2022.
Equipe do Site "Tecendo Narrativas"
Carlos Henrique da Silva – bolsista PIBIC/CNPq/UFPI do “Projeto Arte como Narrativa e Cuidado de Mulheres Afrodescendentes desde a Pandemia da COVID-19” – PROPESQI/UFPI. E, graduanda do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFPI.
Francisco Ruan da Silva – estudante ICV/UFPI do “Projeto Arte como Narrativa e Cuidado de Mulheres Afrodescendentes desde a Pandemia da COVID-19” – PROPESQI/UFPI. E, graduanda do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFPI.
Simoní Portela Leal – doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPI.
Grazielly Valéria Machado Costa da Silva – graduanda do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFPI.
Equipe do Projeto "Arte como Narrativa e Cuidado de Mulheres Afrodescendentes desde a Pandemia da COVID-19"
Águida Bomfim de Oliveira
Aline Guimarães Pereira Gomes
Caio de Sousa Feitosa
Carlos Henrique da Silva
Emanuella Geovana Magalhães de Souza
Francilene Brito da Silva
Francis Musa Boakari
Francisco Ruan da Silva
Grazielly Valéria Machado Costa da Silva
Pâmela Lee Soares Vasconcelos
Sabyna Pohema Soares de Lima
Simoní Portela Leal
Vicelma Maria de Paula Barbosa Sousa
Artistas exposição "Tecendo Narrativas"
Maria Bomfim da Silva
Márcia Gomes da Silva
Wanessa Campos da Costa
Adriana Borges da Silva
Larice Monteiro Ivo da Silva
Artistas exposição "Tecendo Narrativas Múltiplas"
Águida Bomfim de Oliveira
Aline Guimaraes Pereira Gomes
Caio de Sousa Feitosa
Carlos Henrique da Silva
Cláudia da Paz Freire
Eliane Brito da Silva Couto
Evaldo Santos Oliveira
Francilene Brito da Silva
Francis Musa Boakari
Grazielly Valéria Machado Costa da Silva
Herica Marilia Barbosa Soares
Laura Coutinho Lima Ferraz
Leyllane Dharc Carvalho dos Santos Dias
Lucas da Rocha Pita Brito
Márcia Gomes da Silva
Marcieva da Silva Moreira
Maria Clara Alves Lopes
Maria Laura Mendes dos Santos Leal
Maria Lizandra Mendes de Sousa
Marysol da Silva Costa
Natasha Karenina de Sousa Rego
Pamela Lee Soares Vasconcelos
Sabyna Pohema Soares de Lima