Nebulosas
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Nebulosas
Uma nebulosa é uma nuvem interestelar composta principalmente de gás (como hidrogênio e hélio), poeira cósmica e, às vezes, elementos mais pesados. Elas são vastas regiões do espaço que podem variar muito em tamanho, forma e densidade. As nebulosas podem ser encontradas em diferentes estágios de desenvolvimento, desde nuvens de gás e poeira que estão formando estrelas até os remanescentes de estrelas que já explodiram em supernovas.
Existem diferentes tipos de nebulosas, cada uma com características únicas. Por exemplo, as nebulosas de emissão são geralmente regiões de formação estelar onde o gás é ionizado por estrelas recém-formadas, emitindo luz visível. As nebulosas de reflexão são iluminadas pela luz de estrelas próximas, mas não têm luz própria. E as nebulosas escuras são regiões de densa poeira que bloqueiam a luz das estrelas que estão por trás delas. Esses são apenas alguns exemplos, pois as nebulosas apresentam uma ampla variedade de formas e características.
A Nebulosa Carina, recheada de estrelas ainda jovens e em formação, foi um dos primeiros alvos científicos do Telescópio Espacial James Webb. Imagem: NASA/Divulgação
Nebulosas de Emissão
Estas nebulosas são compostas principalmente de gás ionizado, que emite luz visível. A radiação de estrelas próximas ou a atividade de novas estrelas dentro da nebulosa ionizam o gás, fazendo com que ele brilhe.
Esta é a espectacular Nebulosa da Roseta. A designação monótona de NGC 2237 não parece diminuir a aparência desta floreada nebulosa de emissão. Dentro da nebulosa encontra-se um enxame aberto de brilhantes e jovens estrelas de nome NGC 2244. Estas estrelas formaram-se há cerca de 4 milhões de anos atrás a partir de material nebular, e os seus ventos solares estão a criar um "buraco" no centro da nebulosa. A luz ultravioleta do quente enxame faz a nebulosa em redor brilhar. A Nebulosa da Roseta mede cerca de 100 anos-luz em diâmetro, e situa-se a cerca de 5,000 anos-luz de distância, podendo ser vista com um pequeno telescópio na direcção da constelação do Unicórnio.
Créditos: Robert Gendler
Nebulosas de Reflexão
Elas são compostas principalmente de poeira cósmica que reflete a luz de estrelas próximas. Geralmente, têm uma cor azulada devido ao tipo de luz que refletem.
NGC 2068 Messier 78, uma nebulosa de reflexão.
Nebulosas Escuras
São densas nuvens de poeira que bloqueiam a luz das estrelas que estão atrás delas, tornando-as invisíveis em comprimentos de onda visíveis. Elas geralmente aparecem como manchas escuras em imagens astronômicas.
A Nebulosa Cabeça de Cavalo. Crédito: Robert Gendler
Nebulosas Planetárias
Resultam da morte de estrelas semelhantes ao Sol. Quando essas estrelas esgotam seu combustível nuclear, elas se expandem para formar nebulosas coloridas, enquanto o núcleo remanescente da estrela se contrai em uma anã branca.
NGC 2818, uma nebulosa planetária num aglomerado estelar aberto. Crédito: NASA, ESA, e Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Nebulosas de Choque
Formam-se quando uma onda de choque de uma supernova ou outra explosão cósmica colide com gás e poeira interestelares. Isso pode causar um aumento temporário no brilho da nebulosa.
Nebulosa NGC 6302, também conhecida como Nebulosa Borboleta, captada pelo Hubble (Foto: NASA, ESA and J. Kastner (RIT))