Capítulo Brasileiro da SDS faz entrega de certificados de participação na ICSDS 2014
postado em 24 de ago de 2014 22:05 [ atualizado em 24 de ago de 2014 22:11 ]
Em nome do Conselho Diretor do Capítulo Brasileiro da SDS, Karim Chichakly fez a entrega de certificados para Ludmila Deute Ribeiro e Silvia Regina dos Santos Coelho, que se qualificaram e receberam do Capítulo um estímulo financeiro de USD 250/cada, "destinado àqueles que submetessem e apresentassem pela primeira vez um artigo próprio na ICSDS."
Entrega certificados de participação na 32a International Conference of the System Dynamics Society, "qualificando-se e recebendo do Capítulo Brasileiro da SDS um estímulo financeiro de USD 250/cada destinado àqueles que submetessem e apresentassem pela primeira vez um artigo próprio na ICSDS."
Ludimila recebendo do Dr. Karim Chichakly Silvia recebendo do Dr. Karim Chichakly
Participaram da Reunião Anual do Capítulo, em Delft, (na foto, da esquerda para direita): Paulo Nakamura, Ludmila Deute Ribeiro, Silvia Regina dos Santos Coelho, Karim Chichakly, Ricardo Chaim, Lívia Farias, Leonardo Coelho e Bob Till (que tirou a fotografia).
Apresentação de Simone Letícia Raimundini Sanches, em 25/03/2014, sobre "Modelo Baseado em Dinâmica de Sistemas para Demanda de Créditos de Carbono"
postado em 19 de mar de 2014 18:01 [ atualizado em 19 de mar de 2014 18:03 ]
Apresentação de Simone Letícia Raimundini Sanches - UEM - Maringá - PR
O Protocolo de Quioto institucionalizou políticas de metas de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) aos países signatários que fazem parte do Anexo I. Para efetivar essas políticas foram estabelecidos três mecanismos de flexibilização: implementação conjunta (IC), mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) e comércio internacional de emissões (CIE). Os países com economia em desenvolvimento contribuem através do MDL, ao desenvolver projetos que geram créditos de carbono. A União Europeia criou o Esquema de Comércio de Emissões (EU ETS) para comercializar esses créditos, tornando-se o principal ambiente mundial do mercado de créditos de carbono. Desde a criação do EU ETS, o volume de negócios tem crescido anualmente. Entretanto, até final de 2012 havia a incerteza sobre a continuidade do Protocolo de Quioto, quando na Conferência de Doha (COP-18) foi decidido que esse acordo continuará até o ano de 2020 e um novo acordo mundial será negociado a partir de 2013. Sobre esse novo acordo há discussões sobre quais países devem ter metas de emissões de GEE, quais setores e metodologias são elegíveis para os projetos de MDL e como devem funcionar. Ainda, discute se haverá demanda pelos créditos de carbono provenientes de projetos de MDL. Neste contexto, esta tese teve como objetivo analisar as políticas do mercado de créditos de carbono, considerando a demanda desses créditos pela Europa para o período de 2013 a 2020 e a contribuição do Brasil para a compensação das emissões excedentes de GEE, a partir de um modelo baseado em dinâmica de sistemas. A hipótese dinâmica do modelo sugere um comportamento de equilíbrio entre as emissões de GEE na Europa e os créditos de carbono provenientes dos projetos de MDL. A hipótese dinâmica também sugeriu cinco pressupostos, cujos resultados foram: i) o produto interno bruto da Europa não é o único fator causal das emissões de GEE; ii) a Europa tem condições de atingir suas metas de redução de emissões de GEE até o ano de 2020; iii) o aumento do preço dos créditos de carbono não tem relação causal direta com o aumento das emissões de GEE; iv) o preço dos créditos de carbono não tem relação de causa-efeito com a quantidade de projetos de MDL desenvolvidos no Brasil e; v) é ínfima a contribuição do Brasil para a compensação das emissões de GEE na Europa. As análises das políticas vigentes no mercado de créditos de carbono indicam que até 2020: i) a emissão de GEE pela Europa não terá grandes variações, reforçando que as metas de redução destas emissões serão atingidas; ii) o Brasil, como país hospedeiro de projetos de MDL, reduzirá ainda mais a sua participação neste mercado confirmando expectativas da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e; iii) não é esperado um aumento na taxa de sucesso na captação de GEE pelos projetos de MDL desenvolvidos no Brasil. As principais conclusões são: o comportamento de equilíbrio do modelo é congruente ao propósito do Protocolo de Quioto; a Europa tem papel dominante no mercado de carbono que, no longo prazo, pode preponderar sobre as políticas a serem traçadas para o novo acordo mundial e; se as políticas brasileiras de apoio aos projetos de MDL forem mantidas, a participação do Brasil no mercado de carbono tende ser cada vez menor e atingir o patamar de economia limpa e sustentável.
Link para o trabalho completo: Modelo Baseado em Dinâmica de Sistemas para Demanda de Créditos de Carbono