Sofia Miranda, é uma autora e estudiosa autodidata das tradições espirituais e filosóficas que unem o visível ao invisível.
Ao longo dos anos, dedicou-se à compreensão da alma humana, explorando temas como a reencarnação, o karma, a energia e os ciclos de renascimento.
Vegetariana e admiradora da sabedoria natural presente na espiritualidade Wicca, acredita que a verdadeira cura acontece quando corpo, mente e espírito se reencontram em harmonia.
Foi através dos seus estudos, vivências e convicções que nasceu a saga Arautos da Morte — uma obra que entrelaça amor, espiritualidade e mistério, revelando que cada fim é, na verdade, um novo começo.
Nota pessoal da autora
Sempre fui uma pessoa curiosa sobre o mundo invisível. Ao longo da minha vida li, estudei e pesquisei temas que integrei na minha saga. No entanto, a curiosidade transformou-se em crença quando, principalmente numa fase muito difícil da minha vida, o consolo veio exatamente desse mundo.
Vivi, senti e testemunhei situações que emprestei às minhas personagens, nomeadamente à Angelina. Ela é, de certa forma, o meu reflexo. Possui um pouco da minha personalidade, das minhas crenças, dos meus complexos, dos meus medos e até mesmo das minhas experiências.
O Conrado deu voz á minha autoajuda, foi o meu ombro, a personagem que eu criei para me curar.
Até começarem a ganhar vida própria dentro da trama.
Foi nesse preciso momento que a saga ultrapassou as margens da minha dor. O que começou em Reflexos como uma necessidade pessoal de exorcizar os meus próprios fantasmas, ganhou uma escala e uma complexidade que eu mesma não imaginava. A minha paixão por criar histórias e arquitetar universos fundiu-se com anos de curiosidade, estudos profundos e um fascínio imenso pela riqueza de várias culturas e crenças. Raptei os meus personagens de outros enredos literários e enviei-os para este universo. O meu desabafo acabou por se transformar num mundo ficcional, onde a imaginação assumiu o controlo, transformando a saga numa teia muito maior do que a minha própria realidade e que por ironia acabou por se transformar na minha realidade diária.
Quanto ao amor entre o Conrado e a Angelina, assim como entre os outros pares românticos da trama, surgiram do meu lado mais emocional, romântico e pela crença na reencarnação. Acredito que existe alguém, não uma “cara-metade”, porque somos inteiros; não alguém igual, porque somos únicos, mas alguém com os mesmos valores e com o mesmo nível energético: as almas gémeas. Duas almas que já se encontraram no plano espiritual e que se unem no plano físico para crescer e aprender uma com a outra.
E agora deixo-vos alguns dos livros e publicações que li e que ajudaram a construir os pilares das minhas convicções e que me ajudaram na minha jornada.
Durante anos li as revistas da Boa Estrela, incluindo edições especiais como:
Almas Gémeas
Como Prever o Futuro
Animais, Mitos e Lendas
Estes são apenas alguns exemplos que, inclusive, mantenho até aos dias de hoje.
Outro número especial, por volta dos anos 2000, mas de outra editora — Qualidade de Vida Especial — e que influenciou bastante a minha forma de encarar a espiritualidade e de descobrir quem eu sou, foi:
Wicca
Este foi o ponto de partida que me levou a pesquisar mais sobre esta religião, na qual me identifiquei em vários aspetos.
Com o surgimento da Internet, a minha pesquisa alargou-se e, quanto mais eu descobria sobre esta filosofia de vida, mais me identificava. No entanto, encontrei também pontos de identificação noutras doutrinas, como por exemplo as de Allan Kardec:
O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
Ainda um pouco antes de conhecer a doutrina kardequiana, em 1999 li os livros de Mónica Buonfiglio:
Histórias, Dicas e Magias — Vol. 1, 2 e 3
E de Ted Andrews:
Como Conhecer As Suas Vidas Passadas
E em 2000:
A Profecia Celestina
e
A Décima Revelação, de James Redfield
Ao conhecer Allan Kardec, a minha mente expandiu-se e nunca mais parou. Entre muitos outros livros que li, os que mais se destacaram foram:
Muitas Vidas, Muitos Mestres, do Dr. Brian Weiss (e todos os que ele escreveu)
O Poder das Leis Espirituais, de Diana Cooper
Os Sete Segredos da Sincronicidade, de Trish MacGregor e Rob MacGregor
O Segredo, de Rhonda Byrne
A Lei da Atração, de Michael J. Losier
Mais recentemente:
Wicca — Um Guia Moderno de Bruxaria e Magia, de Harmony Nice
O Pequeno Livro do Karma, de Isabelle Loynes
A Vida Depois da Morte, de William Walker Atkinson
Aladino e Outras Histórias das Mil e Uma Noites, de Rosalind Kerven
O Livro Completo de Bruxaria, de Raymond Buckland
Farmácia Natural, de Núria Penalva
Símbolos do Oculto, de Eric Chaline
A Bíblia da Wicca, de Ann-Marie Gallagher
A Bíblia da Ayurveda, de Anne McIntyre
Meditações, de Marco Aurélio
Dada esta versatilidade, no passado houve quem me dissesse que eu não tinha uma religião, mas sim espiritualidade. E eu não podia estar mais de acordo. Isso perceberão nos meus livros.
Além destes, também houve os romances — e li bastantes 😁
Tive a minha fase de Nora Roberts, li Dan Brown, Laura Palmer e, entre muitos outros, houve uma autora em especial que se destacou e escreveu o meu romance favorito:
Flores na Tempestade, de Laura Kinsale
Durante a minha pesquisa sobre o conceito: - Nada acontece por acaso - para fazer um vídeo num canal antigo em 2024, descobri o estoicismo, filosofia que me inspirou mais tarde, através de um debate com alguns colegas, e que inseri e adaptei ao meu universo.
Uma das fontes onde também encontrei inspiração para tecer os pilares de misticismo realista que habitam a saga Arautos da Morte, foi no canal de uma grande amiga, a minha doce e querida irmã Wicca Priscila - Ostara Mística.
Este vídeo em particular recorda que a magia não tem nada de mirabolante.
A verdadeira Magia Natural começa no instante em que reaprendemos a olhar com os nossos próprios olhos. Ela reside no ato de trazer o invisível para o visível através das coisas mais simples da vida.
Assistam ao vídeo e permitam-se reencontrar o extraordinário que já existe ao vosso redor.
Todos estes autores e todas estas obras tiveram um grande impacto e ajudaram a moldar não só a minha forma de ser, mas também a minha forma de escrever. Foram e continuam a ser uma grande influência positiva para mim.
Na voz de todos eles encontrei a minha própria linguagem — como se tivessem sido pais a ensinar um filho a falar.
Hoje falo e escrevo com a minha própria voz.
Espero que encontrem nos meus livros não apenas histórias de amor (que eu adoro também 😅), mas também alguma serenidade, reflexão e, ao mesmo tempo, emoção. Talvez se identifiquem, talvez se descubram. Mas, acima de tudo, espero que tenham tanto prazer a lê-los como eu tive - e tenho - em escrevê-los.
E desde já peço imensa desculpa se ativar algum gatilho. Se assim for, passem à frente, deem-se permissão para pausar e lembrem-se de que um romance, principalmente de ficção, tem como principal objetivo o entretenimento.
Com todo o carinho desta autora que tanto vos estima,
Até breve e abençoados sejam. ♥️
Sofia Miranda