Jéssica Borges
O evento de comunicação, em sua 9ª edição, aconteceu nos últimos dias 15, 16, 17 e 18, integrou alunos de jornalismo, publicidade e propaganda, e outros cursos ao mercado tecnológico. Os palestrantes convidados, de diversas áreas, puderam discutir sobre a expansão e as novas possibilidades que tem surgido com o avanço da tecnologia.
Na primeira noite, em uma roda de conversa mediada pela Mestre Luciana Serenini, os convidados, Érico Andrada e Verônica Sauthier (IxDA), Camila Wolf e Ana Luiza Parente (Querida ansiedade), Pedro Renan, e Lara Guerreiro (PUC Goiás), falaram sobre Comunicação, Design e Inovação, e como funciona a integração desses três nichos para conectar pessoas e a tecnologia. A temática que foi a principal pauta do evento teve o intuito de discutir as novas formas de comunicação.
O IxDA é uma comunidade mundial de design de interação, e além de promover eventos, a associação oferece workshops para ensino de programação, usabilidade e afins. Fundado em 2003, o IxDA direciona à comunidade os seus encontros. Verônica Sauthier, designer, e Érico Andrada, publicitário, são líderes do grupo local em Goiânia e falaram sobre a importância das interfaces em um produto digital. "Quando a gente chega na interface, nessas que vocês veem, na verdade por dentro dela já aconteceram muitos processos, muitos estudos, muitas etapas", explicou Sauthier
O publicitário Érico falou mais sobre o IxDA, assista ao vídeo e saiba mais sobre a instituição pelo instagram: @ixda.goiânia:
COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA
Ao longo dos anos, a evolução da tecnologia trouxe novas possibilidades para todas as áreas do mercado e há uma necessidade cada vez maior de que os profissionais se adaptem a esse desenvolvimento digital. Durante a primeira noite do simpósio de comunicação, a professora do curso de jornalismo da PUC, Lara Guerreiro, falou como funciona essa adaptação dentro da comunicação. "A gente tem que, primeiro, compreender o contexto no qual a gente vive, senão a gente não inova. Quando eu compreendo esse contexto, eu percebo que a comunicação faz parte...ela que move esse contexto, eu começo a compreender as pessoas que participam e a promover produtos inovadores" salientou a jornalista.
O processo tecnológico tem possibilitado a criação de novas formas de comunicação, sejam elas profissionais ou pessoais. Com o intuito de promover saúde mental, a psicóloga Camila Wolf usou as mídias digitais para falar com pacientes. Inicialmente, a psicóloga divulgava vídeos nas redes sociais e em plataformas para falar sobre ansiedade. "Até então eu estava fazendo vídeo, mas nem todo mundo gosta de vídeo", falou Camila.
Em parceria com a designer Ana Luiza Parente, Camila Wolf teve a ideia de facilitar o acesso de pessoas que não conseguem fazer terapia por inúmeros motivos, como: dificuldade financeira, locomoção, entre outros. A designer e a psicóloga planejaram um ebook e um aplicativo intitulados Querida Ansiedade. O aplicativo, que tem mais de 2 milhões de downloads, foi o primeiro a abordar a saúde mental como tema central.
Aplicativo Querida Ansiedade
Ebook Querida Ansiedade
Atualmente, segundo dados de 2017 da Organização Mundial de Saúde (OMS), 18,6 milhões brasileiros têm ansiedade, e o contexto em que cada pessoa vive, influencia na manifestação desse transtorno. Ao pensar em um aplicativo para pessoas ansiosas, Camila Wolf buscou entender qual público seria alcançado e as circunstâncias em que estão inseridos. "Se a gente for pensar no contexto brasileiro hoje, a gente tem um mundo polarizado, discursos de ódio, instabilidade política, o dólar subindo a cada momento, violência contra mulher, falta de segurança pública, então esse é o contexto que quase todo mundo que a gente for conversar está", enumerou a psicóloga.
Considerando o fatores sociais que funcionam como gatilho para os transtornos mentais, a tecnologia, apesar dos benefícios gerados pela era digital, também pode ser nociva. As redes sociais como ferramenta de propagação de informação, eleva os números de transtornos por meio das fakes news, publicações ilusórias e padrões utópicos, e a psicóloga Camila também explica "O vazamento de dados, pega os dados das pessoas, manipula as pessoas".
A designer Ana Luiza Parente fala sobre a divulgação do Querida Ansiedade, ouça o áudio: