O Agrupamento de Escolas da Guia, em parceria com o Agrupamento de Escolas da Lousã e o Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria, vai promover as Jornadas sobre Educação Social em Contexto Escolar, subordinadas ao tema “Educação Social em Contexto Escolar: Desafios, Práticas e Caminhos para a Inclusão”.
Estas Jornadas resultam de uma coorganização interinstitucional entre os três Agrupamentos de Escolas, assente no reconhecimento do trabalho relevante e das boas práticas que têm vindo a ser desenvolvidas no âmbito da educação social em contexto educativo, bem como na convicção de que a articulação entre escolas e profissionais é essencial para o fortalecimento de respostas educativas mais inclusivas e integradas.
A iniciativa pretende constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão, partilha de práticas e construção conjunta entre profissionais da educação e da área social, promovendo uma abordagem colaborativa e integrada à educação social em contexto escolar e comunitário.
Entre os principais objetivos das Jornadas destacam-se:
Promover a partilha de práticas e experiências entre profissionais da educação e da área social;
Refletir sobre o papel da educação social na escola e na comunidade;
Reforçar a articulação entre serviços, escolas e parceiros locais;
Valorizar o trabalho dos técnicos de educação social em contexto educativo.
A organização conjunta entre o Agrupamento de Escolas da Guia, o Agrupamento de Escolas da Lousã e o Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria permitirá enriquecer os conteúdos, diversificar perspetivas e fortalecer redes de colaboração, contribuindo para uma intervenção educativa mais consistente, articulada e centrada na inclusão e no sucesso educativo.
O programa das Jornadas, bem como as informações relativas à data, local e modelo de participação, serão definidos de forma colaborativa entre as entidades organizadoras, de acordo com a disponibilidade e os contributos de todos os parceiros envolvidos.
Estas Jornadas pretendem afirmar-se como um momento significativo de encontro, aprendizagem e construção coletiva, reforçando o compromisso das escolas com uma educação mais inclusiva, socialmente responsável e orientada para a cooperação interinstitucional.
RESUMO
Os fenómenos de indisciplina, conflito, agressividade e violência constituem desafios persistentes nos contextos educativos contemporâneos, exigindo uma análise conceptual rigorosa, sustentada em referenciais da Pedagogia e da Psicologia da Educação. Paralelamente, a literatura científica evidencia que a relação escola–família desempenha um papel determinante na prevenção destes fenómenos e na promoção do sucesso educativo.
O presente artigo tem como objetivo clarificar estes conceitos, analisar as suas inter‑relações e integrar o contributo da parceria escola–família enquanto eixo estruturante de uma abordagem preventiva e educativa. O texto articula a reflexão teórica com a análise da intervenção desenvolvida no Agrupamento de Escolas de Guia, onde tem sido implementada uma abordagem preventiva, sistémica e baseada em diagnóstico, envolvendo diferentes atores da comunidade educativa e dispositivos institucionais de promoção de ambientes escolares seguros.
Defende‑se que a compreensão diferenciada destes fenómenos, aliada a uma articulação efetiva entre escola, famílias e estruturas de intervenção, é fundamental para a construção de ambientes educativos seguros, inclusivos e promotores do desenvolvimento pessoal, social e cívico dos alunos.
Palavras‑chave: indisciplina escolar; conflito; agressividade; violência; relação escola–família; intervenção educativa; pedagogia psicologia da educação.
1. INTRODUÇÃO
A escola constitui um espaço privilegiado de aprendizagem, socialização e construção da cidadania, refletindo, inevitavelmente, a complexidade das relações humanas. Neste contexto, comportamentos associados à indisciplina, ao conflito, à agressividade e à violência emergem com frequência, sendo, por vezes, utilizados de forma indistinta no discurso educativo. Contudo, a literatura científica sublinha que estes fenómenos correspondem a realidades distintas, com diferentes causas, níveis de intencionalidade e implicações pedagógicas.
Paralelamente, diversos estudos têm vindo a evidenciar que a forma como a escola se relaciona com as famílias influencia significativamente o comportamento dos alunos, o clima escolar e a eficácia das estratégias de prevenção da violência. Assim, a análise destes fenómenos exige uma abordagem integrada, que considere não apenas os contributos da Pedagogia e da Psicologia da Educação, mas também o papel da relação escola–família enquanto dimensão estruturante da ação educativa.
2. INDISCIPLINA: UMA QUESTÃO ESSENCIALMENTE PEDAGÓGICA
A indisciplina escolar pode ser definida como o incumprimento das normas e regras que regulam o funcionamento da escola e da sala de aula, interferindo com o processo de ensino‑aprendizagem. Manifesta‑se através de comportamentos como a desatenção, a interrupção constante das atividades ou a desobediência às orientações dos docentes.
Do ponto de vista pedagógico, Meirieu (2002) defende que a indisciplina não deve ser interpretada exclusivamente como uma falha individual do aluno, mas como um sinal de dificuldades na relação pedagógica, na organização do trabalho escolar ou na construção de sentido das aprendizagens. Esta perspetiva afasta‑se de abordagens punitivas, privilegiando respostas educativas baseadas no diálogo e na responsabilização.
Na Psicologia da Educação, Piaget (1994) relaciona o respeito pelas regras com o desenvolvimento moral, distinguindo entre moral heterónoma e moral autónoma. Neste sentido, comportamentos de indisciplina podem refletir processos de desenvolvimento ainda em consolidação, reforçando a importância de práticas pedagógicas que promovam a autonomia e a interiorização das normas.
3. CONFLITO: FENÓMENO NATURAL E POTENCIALMENTE EDUCATIVO
O conflito surge quando existem divergências de interesses, necessidades, valores ou perceções entre indivíduos ou grupos. Longe de constituir, por si só, um problema, o conflito é um fenómeno inerente às relações humanas e, consequentemente, inevitável em contextos educativos marcados pela diversidade.
A perspetiva sociocultural de Vygotsky (1978) permite compreender o conflito como um elemento potencialmente promotor de desenvolvimento, uma vez que a aprendizagem ocorre na interação social. Quando adequadamente mediado, o conflito pode favorecer o diálogo, a cooperação e a construção de soluções partilhadas.
No contexto educativo português, a mediação escolar tem vindo a afirmar‑se como uma estratégia relevante de gestão construtiva do conflito. Estudos desenvolvidos nesta área evidenciam que a mediação contribui para a melhoria do clima escolar e para o desenvolvimento de competências sociais e cívicas nos alunos (Almeida, 2012; Alves, 2012).
4. AGRESSIVIDADE: ENTRE EMOÇÃO E COMPORTAMENTO
A agressividade refere‑se a comportamentos ou atitudes que podem causar dano físico, verbal ou psicológico, mas que nem sempre são intencionais ou sistemáticos. Pode manifestar‑se de forma verbal, física ou relacional, estando frequentemente associada a dificuldades de autorregulação emocional.
A teoria da frustração‑agressão (Dollard et al., 1939) sugere que situações de frustração, insucesso ou privação podem desencadear comportamentos agressivos. Por sua vez, Bandura (1977) destaca o papel da aprendizagem social, evidenciando que a agressividade pode ser aprendida através da observação e imitação de modelos significativos.
Neste sentido, a agressividade deve ser compreendida como um indicador de mal‑estar emocional ou relacional, exigindo intervenções educativas centradas no desenvolvimento de competências socioemocionais e na criação de ambientes educativos seguros.
5. VIOLÊNCIA: UM FENÓMENO DE MAIOR GRAVIDADE
A violência distingue‑se dos conceitos anteriores pelo seu carácter intencional, reiterado e assimétrico, envolvendo o uso da força ou do poder para causar dano físico, psicológico ou social. Em contexto escolar, pode assumir formas como agressões físicas, bullying, humilhações sistemáticas ou discriminação.
A violência compromete seriamente o bem‑estar dos alunos e o clima educativo, exigindo respostas institucionais claras e articuladas. Em Portugal, documentos orientadores sublinham a necessidade de promover escolas como espaços seguros, inclusivos e respeitadores dos direitos humanos (Alto Comissariado para as Migrações, 2022).
6. A RELAÇÃO ESCOLA–FAMÍLIA COMO EIXO PREVENTIVO
A relação entre a escola e a família constitui um fator central na prevenção da indisciplina, do conflito, da agressividade e da violência. A família é o primeiro contexto de socialização da criança, sendo responsável pela transmissão inicial de valores, normas e modelos relacionais, enquanto a escola amplia e sistematiza esse processo.
Estudos realizados em contexto português evidenciam que o envolvimento dos encarregados de educação está positivamente associado ao sucesso académico, social e comportamental dos alunos.
Relatórios de intervenção educativa, como os desenvolvidos no âmbito do Plano de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário (PDPSC), evidenciam que estratégias que promovem o envolvimento parental contribuem para a melhoria do comportamento dos alunos e para a redução de situações de conflito e indisciplina (Pereira, 2021). De igual modo, programas de prevenção da violência escolar sublinham que a corresponsabilização das famílias é essencial para a construção de uma cultura escolar segura.
A relação escola–família deve, assim, assentar numa lógica de parceria educativa, baseada na comunicação regular, no respeito mútuo e na partilha de responsabilidades. A ausência desta articulação pode fragilizar as respostas educativas e potenciar a escalada de comportamentos problemáticos.
7. ARTICULAÇÃO CONCEPTUAL E IMPLICAÇÕES EDUCATIVAS
Embora indisciplina, conflito, agressividade e violência possam ser compreendidos numa lógica de escalonamento, não existe uma relação causal inevitável entre estes fenómenos. A forma como a escola e a família intervêm pode, contudo, funcionar como fator de risco ou de proteção.
A distinção conceptual entre estes fenómenos, aliada a uma articulação efetiva entre escola e famílias, é fundamental para a definição de estratégias educativas diferenciadas, preventivas e ajustadas à gravidade das situações.
8. INTERVENÇÃO NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE GUIA: UMA ABORDAGEM PREVENTIVA E SISTÉMICA
No Agrupamento de Escolas de Guia (AEGUIA), a intervenção no domínio da indisciplina, do conflito, da agressividade e da violência tem vindo a ser desenvolvida a partir de uma abordagem integrada, preventiva e sistémica, sustentada em diagnóstico e articulada com diferentes níveis de atuação educativa. Esta intervenção encontra-se formalmente reconhecida através da atribuição do Selo Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência, o qual certifica o compromisso do agrupamento com a promoção de ambientes educativos seguros, inclusivos e promotores do bem‑estar da comunidade escolar.
De acordo com os relatórios e estudos produzidos no contexto do agrupamento, a violência escolar é reconhecida como um fenómeno real, mensurável e percecionado pelos alunos e profissionais de educação, exigindo respostas ajustadas às especificidades locais e sustentadas em evidência empírica. Este reconhecimento institucional reforça a necessidade de uma intervenção estruturada, contínua e coerente, alinhada com as orientações nacionais de prevenção da violência em contexto escolar.
8.1. Diagnóstico e conhecimento do contexto
A intervenção no AEGUIA tem como ponto de partida o diagnóstico sistemático das perceções e experiências de violência e indisciplina, envolvendo alunos, docentes e não docentes. Estudos desenvolvidos no agrupamento articulam dados nacionais com informação recolhida localmente, permitindo identificar tipologias de violência predominantes, contextos de ocorrência e padrões de perceção.
Este conhecimento do contexto constitui um elemento central da intervenção, permitindo ultrapassar respostas genéricas e promover estratégias educativas ajustadas à realidade concreta do agrupamento, conforme recomendado na literatura sobre prevenção da violência escolar.
8.2. Estruturas e dispositivos de intervenção
No âmbito do AEGUIA, a intervenção tem sido operacionalizada através de estruturas institucionais específicas, destacando‑se a Equipa Escola Sem Bullying / Escola Sem Violência (ESB/ESV). Esta equipa assume um papel central na definição, implementação e monitorização de estratégias de prevenção, envolvendo alunos, professores, técnicos especializados, assistentes operacionais e famílias, e orientando a sua atuação por:
A atuação da equipa caracteriza‑se por:
Um enfoque preventivo, privilegiando a sensibilização, a educação para a convivência e o desenvolvimento de competências socioemocionais;
Uma intervenção articulada, abrangendo os diferentes ciclos de ensino e contextos educativos;
A promoção de ambientes escolares seguros, assentes no respeito, na inclusão, na corresponsabilização e no diálogo.
8.3. Ações de sensibilização e envolvimento da comunidade educativa
A intervenção no AEGUIA contempla igualmente ações de sensibilização dirigidas a alunos e famílias, reconhecendo o papel central da relação escola–família na prevenção da violência. Iniciativas desenvolvidas com encarregados de educação têm como objetivo clarificar conceitos como conflito, bullying e violência, bem como promover práticas parentais positivas e coerentes com os valores educativos da escola.
Estas ações traduzem uma visão comunitária e corresponsável da prevenção, em consonância com os princípios subjacentes à atribuição do Selo Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência, reforçando a ideia de que a violência escolar não pode ser compreendida nem combatida exclusivamente ao nível individual.
8.4. Articulação com a perspetiva pedagógica e psicossocial
A intervenção no Agrupamento de Escolas de Guia encontra‑se alinhada com os pressupostos da Pedagogia e da Psicologia da Educação, ao privilegiar:
A intervenção no Agrupamento de Escolas de Guia encontra-se alinhada com os pressupostos da Pedagogia e da Psicologia da Educação, ao privilegiar:
A distinção conceptual rigorosa entre indisciplina, conflito, agressividade e violência;
A mediação e o diálogo como estratégias preferenciais de resolução de conflitos;
A leitura dos comportamentos problemáticos como sinais de mal‑estar, dificuldades de regulação emocional ou fragilidades no desenvolvimento, e não apenas como transgressões disciplinares.
Esta abordagem sistémica permite enquadrar a intervenção não apenas como resposta a ocorrências, mas como parte integrante de um projeto educativo estruturado, orientado para o desenvolvimento pessoal, social e cívico dos alunos, consolidando o compromisso institucional do AEGUIA enquanto escola certificada com o Selo Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência.
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise integrada da indisciplina, do conflito, da agressividade e da violência, à luz da Pedagogia, da Psicologia da Educação e da relação escola–família, permite ultrapassar abordagens simplistas e punitivas do comportamento escolar. Uma escola comprometida com o desenvolvimento integral dos alunos deve investir na prevenção, na mediação e na construção de parcerias sólidas com as famílias, promovendo ambientes educativos mais justos, inclusivos e humanizadores.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (APA 7.ª EDIÇÃO)
Almeida, A. F. S. (2012). Mediação escolar e o aluno como mediador de conflitos (Relatório final de estágio, Mestrado em Ciências da Educação). Instituto de Educação, Universidade de Lisboa.
Alto Comissariado para as Migrações, I. P. (2022). Guia para a prevenção e combate à discriminação racial nas escolas. ACM / Direção‑Geral da Educação.
Alves, C. E. L. (2012). Mediação e gestão de conflitos numa escola básica do 2.º e 3.º ciclo (Relatório final de estágio, Mestrado em Ciências da Educação). Instituto de Educação, Universidade de Lisboa.
Bandura, A. (1977). Social learning theory. Prentice Hall.
Bento, A. V., Mendes, G. R., & Pacheco, D. (2016). Relação escola‑família: Participação dos encarregados de educação na escola. Investigação Qualitativa em Educação, 1, 603–612.
Dollard, J., Doob, L. W., Miller, N. E., Mowrer, O. H., & Sears, R. R. (1939). Frustration and aggression. Yale University Press.
Meirieu, P. (2002). A pedagogia: Entre o dizer e o fazer (2.ª ed.). Porto Editora.
Pereira, C. (2021). Relatório final de educação social: Plano de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário (PDPSC). Ministério da Educação.
Piaget, J. (1994). O juízo moral na criança. Summus Editorial. (Obra original publicada em 1932)
Vygotsky, L. S. (1978). Mind in society: The development of higher psychological processes. Harvard University Pres
Declaração de Apoio de Inteligência Artificial
Este trabalho contou com o apoio de uma ferramenta de inteligência artificial para revisão linguística e organização do texto. Todo o conteúdo académico, análise e conclusões são de autoria do autor.
Fernando Santos - Coordenador da Equipa ESB/ESV do AEGUIA
O bullying é uma realidade que pode afetar profundamente a vida das crianças e dos jovens, com impacto no seu bem estar emocional, na autoestima, no rendimento escolar e nas relações interpessoais. Compreender este fenómeno é essencial para o prevenir e combater de forma eficaz, promovendo ambientes educativos mais seguros, inclusivos e humanizados.
Neste sentido, no dia 17 de março de 2026, a Biblioteca da Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Guia acolheu um momento de encontro e reflexão, onde pais e encarregados de educação se reuniram para conversar sobre o tema do bullying, a sua prevenção e o papel fundamental da família na promoção de uma convivência saudável. Esta sessão foi dinamizada por Fernando Santos, Educador Social dos Serviços de Educação Social do Agrupamento de Escolas de Guia, proporcionando um espaço de diálogo, partilha e sensibilização.
Compreender o que é o bullying é o primeiro passo. O bullying não se trata de uma simples brincadeira ou de um conflito pontual entre crianças, mas de um comportamento intencional e repetido, marcado por um desequilíbrio de poder. Pode manifestar se de várias formas, como agressões físicas, insultos, humilhações, exclusão social ou comportamentos agressivos através dos meios digitais.
O impacto do bullying pode ser profundo e duradouro. As crianças e os jovens que vivenciam estas situações podem apresentar sinais de ansiedade, tristeza, medo da escola, isolamento, dificuldades de concentração e de aprendizagem, bem como uma diminuição da autoestima. Importa também reconhecer que o bullying afeta não só quem sofre, mas igualmente quem agride e quem assiste a estas situações.
É fundamental perceber que o bullying é um comportamento aprendido e reproduzido. As crianças aprendem através dos modelos que observam e das experiências que vivenciam nos diferentes contextos do seu dia a dia. Assim, o ambiente familiar assume um papel determinante na transmissão de valores como o respeito, a empatia, a responsabilidade e a aceitação da diferença.
A família, em estreita articulação com a escola, é um pilar essencial na prevenção e no combate ao bullying. O diálogo aberto, a escuta atenta, a observação de mudanças de comportamento e a transmissão de mensagens claras de que a violência não é aceitável são atitudes fundamentais. Ensinar formas pacíficas de resolver conflitos contribui para relações mais equilibradas e respeitadoras.
Identificar formas de prevenção e de intervenção passa também por saber quando e como agir. Sempre que surjam sinais de preocupação, é importante contactar a escola e trabalhar em conjunto, procurando respostas que promovam a proteção, a responsabilização e o desenvolvimento saudável de todas as crianças envolvidas.
Valorizar a empatia é um elemento central na construção de uma convivência positiva. Ajudar as crianças a colocar se no lugar do outro, a compreender emoções e a refletir sobre o impacto das suas ações é essencial para a criação de relações mais humanas e solidárias.
Prevenir o bullying é uma responsabilidade partilhada. Momentos de diálogo e reflexão, como o realizado no dia 17 de março, reforçam a importância da parceria entre família e escola na construção de comunidades educativas mais seguras, acolhedoras e promotoras de respeito.
Queridos Pais e Educadores,
Depois dos desafios vividos recentemente com as tempestades, esperamos que todos se encontrem bem e em segurança. Num momento em que a união e o apoio mútuo se tornam ainda mais importantes, o Agrupamento de Escolas de Guia convida toda a comunidade parental para o Encontro de Pais/Educadores “Bullying, empatia e convivência saudável”, que decorrerá no dia 17 de março de 2026, às 18h00, de forma presencial, na Escola-sede do Agrupamento.
Este encontro pretende ser um espaço de partilha, proximidade e reflexão sobre a importância da empatia, da convivência positiva e das estratégias de prevenção e intervenção no âmbito do bullying. Acreditamos que, agora mais do que nunca, o diálogo entre escola e família é essencial para reforçarmos a confiança, cuidarmos das nossas crianças e jovens, e construirmos, juntos, uma comunidade educativa mais segura, humana e acolhedora.
A sua presença fará toda a diferença. Será uma oportunidade para estarmos próximos, reconstruirmos laços e caminharmos em conjunto rumo a relações mais saudáveis e solidárias.
Para podermos preparar da melhor forma este encontro, solicitamos que faça a sua inscrição neste link.
Contamos consigo!
Dia do Abraço Sereno, no próximo 19 de fevereiro de 2026.
Caros membros do Agrupamento de Escolas de Guia,
Após a tempestade que recentemente nos marcou, chega agora o tempo de reencontrarmos a serenidade, de respirarmos fundo e de renovarmos a sensação de segurança e pertença que caracteriza o nosso Agrupamento. Cada aluno, família, docente e funcionário faz parte desta comunidade que, tantas vezes, demonstra a sua força nos momentos em que mais importa.
Para celebrarmos esta capacidade de nos unirmos e acolhermos mutuamente, instituímos o Dia do Abraço Sereno, a assinalar no próximo 19 de fevereiro de 2026. Este dia simboliza a calma que queremos transmitir, a empatia que procuramos cultivar e a paz que desejamos ver refletida em cada gesto quotidiano dentro das nossas escolas.
Convidamos toda a comunidade a participar neste momento especial — seja através de um abraço verdadeiro, seja através de um gesto simbólico, de uma palavra calma, de uma presença tranquila. Que cada abraço sereno seja uma expressão de esperança e de união no Agrupamento de Escolas de Guia.
Agradecemos a resiliência, o cuidado e a solidariedade demonstrados nos últimos dias. Juntos, continuamos a construir uma escola onde cada pessoa se sente segura, valorizada e acompanhada.
A liberdade é um dos pilares da educação e da cidadania. No Dia Mundial da Liberdade, celebrado a 23 de janeiro, refletimos sobre a importância deste direito fundamental para o desenvolvimento humano e para a construção de sociedades justas e democráticas.
A educação desempenha um papel essencial na promoção da liberdade. É através do conhecimento que aprendemos a pensar de forma crítica, a respeitar as diferenças e a agir com responsabilidade. Ensinar sobre liberdade é ensinar sobre direitos humanos, igualdade e participação ativa na comunidade.
Por que é importante falar sobre liberdade nas escolas?
Porque forma cidadãos conscientes e capazes de defender os seus direitos.
Porque combate preconceitos e promove a inclusão.
Porque prepara as novas gerações para viverem em paz e harmonia.
Neste dia, convidamos professores, alunos e famílias a refletirem sobre o significado da liberdade e a participarem em atividades que reforcem este valor: debates, projetos criativos, leituras e campanhas de sensibilização.
Educar para a liberdade é educar para um futuro melhor.
Juntos, podemos construir um mundo onde todos sejam verdadeiramente livres.
No dia a dia do nosso Agrupamento de Escolas de Guia , a mediação linguística e cultural nasce de algo simples: a vontade de ajudar cada aluno a sentir-se em casa. Mais do que traduzir palavras, este trabalho procura ouvir, compreender e acompanhar alunos que chegam de outros países e culturas, desde o 1º ano de escolaridade, muitas vezes com receio, curiosidade e muitas perguntas.
Como lembra Paulo Freire, “ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens educam-se em comunhão”. É com base nesta ideia que a mediação linguística e cultural se torna parte essencial da dinâmica escolar, promovendo a inclusão e fortalecendo o sentimento de pertença dos alunos.
O trabalho desenvolve-se com alunos que ainda não dominam a língua portuguesa e que são provenientes de países como o Bangladesh, China, França, Índia, Nepal, Paquistão e Ucrânia. Através de momentos de conversa, reflexão, atividades práticas e jogos didáticos, explora-se a língua e a cultura portuguesas de forma acessível, respeitando sempre a identidade e o percurso de cada aluno. Mais do que ensinar uma nova língua, a mediação procura criar confiança, dar voz aos alunos e valorizar a diversidade cultural presente na escola. Assim, constrói-se um espaço onde aprender português também significa aprender a viver juntos, com respeito, empatia e abertura ao outro.
No dia 21 de janeiro de 2026, o nosso Agrupamento de Escolas de Guia celebrou o Dia do Abraço – uma data que nos recorda a força dos gestos simples, capazes de aproximar pessoas e criar laços de empatia.
Neste dia especial, a comunidade escolar fez questão de tornar visível a sua empatia e o valor do afeto. O Clube de Artes e o Grupo de Teatro uniram esforços para marcar a ocasião com um gesto simbólico: oferecer abraços a todos, espalhando calor humano pelos corredores da escola.
O abraço é muito mais do que um simples toque físico. É uma ponte que liga corações, um sinal de afeto e solidariedade. Num tempo em que a pressa e a racionalidade parecem dominar, o abraço surge como um milagre discreto – capaz de aliviar a dor, transmitir conforto e reforçar a união. Um gesto que, sendo tão simples, tem o poder de transformar o dia de alguém.
Contrato Familiar de Utilização do Telemóvel
Este contrato estabelece regras claras para o uso responsável do telemóvel no seio familiar, promovendo segurança, respeito e equilíbrio.
Responsabilidade
O telemóvel deve ser utilizado de forma responsável, evitando conteúdos impróprios e respeitando a privacidade dos outros.
Tempo de Uso
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Segurança Online
É proibido partilhar dados pessoais com desconhecidos e instalar aplicações sem autorização dos responsáveis.
Comunicação Aberta
Qualquer problema ou situação desconfortável deve ser comunicado aos pais ou responsáveis imediatamente.
Consequências
O incumprimento das regras poderá resultar na restrição temporária ou definitiva do uso do telemóvel.
Exemplo indicativo
Contrato Familiar de Utilização do Telemóvel
Entre:
[Nome do Responsável], residente em [morada], doravante designado por Responsável,
e
[Nome do Utilizador], doravante designado por Utilizador,
é celebrado o presente contrato, que estabelece regras para a utilização responsável do telemóvel no âmbito familiar.
1. Objeto do Contrato
O presente contrato tem como objetivo definir normas para garantir um uso seguro, equilibrado e responsável do telemóvel, promovendo bem-estar e respeito mútuo.
2. Regras de Utilização
a) O telemóvel deve ser utilizado exclusivamente para fins adequados à idade e às orientações do Responsável.
b) É proibida a instalação de aplicações sem autorização prévia do Responsável.
c) Não é permitido aceder ou partilhar conteúdos impróprios, ilegais ou que violem direitos de terceiros.
3. Limites de Tempo
a) O uso do telemóvel será limitado a [X horas/dia], evitando interferência com estudos, refeições, sono e momentos familiares.
b) O telemóvel deverá ser desligado ou entregue ao Responsável após [hora definida].
4. Segurança e Privacidade
a) É estritamente proibido partilhar dados pessoais com desconhecidos.
b) O Utilizador compromete-se a informar o Responsável sobre qualquer situação de risco ou contacto suspeito.
5. Fiscalização e Consequências
a) O Responsável poderá verificar periodicamente o telemóvel para garantir o cumprimento das regras.
b) O incumprimento das normas poderá resultar em:
Advertência verbal;
Redução do tempo de utilização;
Suspensão temporária ou definitiva do uso do telemóvel.
6. Vigência
Este contrato entra em vigor na data da assinatura e mantém-se válido até ser revogado ou atualizado por ambas as partes.
Local e Data: ___________________________
Assinatura do Responsável: ___________________________
Assinatura do Utilizador: ___________________________
Bem-Estar Digital é um conjunto de ferramentas e práticas (como as do Android e Google Home) para gerir o tempo de ecrã, reduzir distrações e promover hábitos digitais mais saudáveis, permitindo definir limites de uso de apps, silenciar notificações, ativar modos de foco e configurar controlos parentais para crianças, com o objetivo de equilibrar a vida online e offline.
O que permite fazer
Monitorizar o uso: Ver quanto tempo gasta no telemóvel e em cada aplicação.
Definir limites: Programar temporizadores para aplicações, que as pausam após um certo tempo.
Reduzir distrações: Usar o Modo Foco para pausar apps que o distraem ou o Modo Hora de Dormir para silenciar tudo e mudar o ecrã para preto e branco.
Controlar a família: Através do Family Link, pais podem definir limites, gerir apps e sites para os filhos.
Configurar dispositivos: Em altifalantes inteligentes (Google Nest), pode definir limites de tempo e restrições de conteúdo.
Para que serve
Promover a produtividade: Ajudar a focar-se em tarefas importantes.
Melhorar a saúde mental: Reduzir a ansiedade e o uso excessivo de ecrãs.
Criar equilíbrio: Encontrar um balanço saudável entre o mundo digital e o real.
Como aceder (em Android)
Abra as Definições (Configurações) do seu telemóvel.
Procure por "Bem-Estar Digital e Controles Parentais" (ou similar).
A partir daí, pode explorar as várias funcionalidades.
No nosso Agrupamento, acreditamos que um abraço é muito mais do que um gesto: é uma ponte entre pessoas, um sinal de confiança e um convite à empatia. Num mundo cada vez mais apressado, parar para abraçar é lembrar que a Escola é, antes de tudo, um espaço de humanidade.
Hoje, desafiamos cada aluno, professor e colaborador a oferecer um abraço sincero. Um abraço que acolhe, que escuta sem palavras, que diz “estou aqui”. Porque aprender não é só acumular conhecimento, é também construir relações que nos tornam melhores.
Porquê celebrar o abraço?
Porque aproxima quem está distante.
Porque reduz a ansiedade e aumenta a alegria.
Porque reforça o sentir da comunidade que nos une.
Neste dia, vamos transformar corredores em caminhos de afeto e salas de aula em espaços de partilha. Um abraço pode parecer simples, mas é capaz de mudar o dia de alguém. E, quem sabe, mudar o mundo à nossa volta.
Abraços que protegem, porque a Escola é um espaço seguro
Vamos juntos fazer do Dia do Abraço um marco de união no nosso Agrupamento!
Convite
Crescer com Equilíbrio: Riscos, Telemóveis e Prevenção
14 de janeiro de 2026 (quarta-feira), às 18h00, na Biblioteca da Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Guia
O Agrupamento de Escolas de Guia e a Escola Segura da Guarda Nacional Republicana, convidam todos os pais e encarregados de educação para uma sessão de partilha e reflexão sobre os comportamentos de risco na adolescência, com especial enfoque na utilização excessiva do telemóvel.
Num ambiente de proximidade e colaboração, vamos abordar:
Quais os comportamentos de risco mais frequentes.
Como identificar sinais de alerta e promover escolhas saudáveis.
Que estratégias práticas podem ser adotadas em casa e na escola.
Acreditamos que educar é um ato conjunto e que o diálogo entre escola e família é essencial para apoiar os nossos jovens a crescer com equilíbrio, sentido e segurança.
Para facilitar a organização do encontro solicitamos a sua inscrição aqui.
Contamos com a sua presença
No dia 17 de dezembro de 2025, o nosso agrupamento viveu um momento histórico: a estreia do Grupo de Teatro, um projeto cultural e educativo que nasce com a missão de transformar a escola num espaço de participação ativa, reflexão crítica e expressão artística. Inspirado na metodologia de Augusto Boal, este grupo não se limita à representação — é um convite à ação, à mudança e à construção coletiva de uma comunidade mais justa e inclusiva.
Nesta primeira apresentação, as palavras deram lugar aos gestos. A comunicação fez-se através do silêncio expressivo das cenas de mimos, onde cada movimento carregava significado e emoção. No recreio da escola, transformado em palco, cada gesto foi um desafio à indiferença, um apelo à empatia e um sinal de que a arte pode ser um poderoso instrumento de transformação social.
O público — composto por alunos, professores e membros da comunidade — assistiu com atenção e curiosidade, mergulhando num espetáculo que não se limita a entreter, mas que provoca reflexão e introspeção.
Este projeto é mais do que um grupo de teatro: é um laboratório vivo de cidadania, criatividade e cooperação, onde cada voz encontra espaço para se manifestar.
O nosso agrupamento dá início a um novo projeto cultural e educativo: um Grupo de Teatro, centrado na reflexão crítica. Este espaço nasce da vontade de transformar a escola num palco vivo de participação, diálogo e mudança, onde cada voz pode ser escutada e cada experiência pode ganhar forma através da arte.
Inspirado na metodologia criada por Augusto Boal, este grupo de teatro não se limita à representação — é, acima de tudo, um convite à ação. Trata-se da possibilidade de olhar para situações do quotidiano, questioná-las e experimentar, em cena, alternativas que nos ajudem a construir uma comunidade escolar mais justa, consciente e inclusiva.
Ao longo dos encontros, teremos oportunidade de explorar jogos teatrais, improvisações e pequenas cenas criadas a partir das vivências dos participantes. Cada sessão será seguida de momentos de diálogo e partilha, onde todos poderão propor soluções e ensaiar novas formas de agir.
Mais do que um grupo de teatro, este projeto pretende ser um verdadeiro laboratório de cidadania, criatividade e cooperação, fortalecendo os laços entre escola e comunidade e dando espaço às vozes que tantas vezes permanecem invisíveis.
Não é necessária experiência prévia — apenas curiosidade, vontade de participar e desejo de contribuir para uma escola que se constrói em cena, com empatia, coragem e esperança.
A violência contra as mulheres não começa com um ato extremo — muitas vezes nasce em palavras que desvalorizam, em atitudes que silenciam, em gestos que excluem. Prevenir é educar desde cedo para o respeito, para a escuta e para a igualdade. É ensinar que todas as pessoas têm direito a sentir-se seguras, valorizadas e livres. Neste dia, convidamos a comunidade educativa a refletir e a agir:
Promovendo relações baseadas na empatia e no diálogo
Reconhecendo sinais de desrespeito e sabendo intervir com firmeza e cuidado
Criando espaços onde meninas e mulheres possam crescer com dignidade e confiança
A escola tem um papel fundamental na construção de uma cultura de não-violência. Cada educador, cada aluno, cada família pode ser parte da mudança. Juntos, cultivamos um presente mais justo — e um futuro mais seguro — para todas as mulheres.
Aos Encarregados de Educação,
O nosso sincero agradecimento pela vossa presença e envolvimento no encontro Educar Hoje, realizado no passado dia 24 de outubro. A vossa escuta atenta, partilha generosa e compromisso com o crescimento dos vossos filhos são a base de uma escola mais humana e consciente.
Num tempo que tantas vezes nos parece surreal, é na união e na esperança ativa que encontramos a força para continuar. Que a resiliência — essa arte de recomeçar com sentido — nos guie, sempre, no caminho da educação.
Dia Mundial da Poupança e Cidadania e Desenvolvimento
No dia 31 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Poupança, uma oportunidade para refletirmos sobre o valor da gestão responsável dos recursos, não apenas financeiros, mas também ambientais, sociais e pessoais.
Este tema cruza-se de forma significativa com os conteúdos de Cidadania e Desenvolvimento, nomeadamente nas áreas da educação financeira, consumo responsável, sustentabilidade e valores éticos. Ao promover a poupança, incentivamos atitudes de planeamento, autonomia, solidariedade intergeracional e respeito pelos limites dos recursos disponíveis.
A poupança não é apenas uma prática económica — é um exercício de cidadania. Ensinar os alunos a poupar é também ensiná-los a tomar decisões conscientes, a avaliar necessidades versus desejos, e a construir projetos de vida com responsabilidade e visão de futuro.
Neste dia, convidamos toda a comunidade educativa a dinamizar momentos de reflexão, partilha e criatividade em torno da poupança, valorizando-a como uma competência essencial para o desenvolvimento pessoal e coletivo.
Caros Pais e Encarregados de Educação,
A escola é mais do que um espaço de aprendizagem — é uma comunidade que cresce com o envolvimento de todos. É com grande entusiasmo que vos convidamos para o Encontro de Pais e Encarregados de Educação, que terá lugar no próximo dia 26 de novembro de 2025, pelas 21h, através da plataforma Google Meet.
O tema deste encontro será: 🧩 “A Família e a Escola: Que Relação?”
Este momento de partilha e reflexão será orientado por Fernando Santos, dos Serviços de Educação Social do Agrupamento de Escolas de Guia.
⚠️ A inscrição é obrigatória, não só para organização do encontro, mas sobretudo por motivos de segurança na internet. Apenas os participantes inscritos receberão o link de acesso à reunião, garantindo um ambiente protegido e exclusivo para a nossa comunidade educativa.
👉 Link para formulário de inscrição aqui
Contamos com a vossa presença ativa e comprometida. Juntos, construímos uma escola mais próxima, mais segura e mais humana.
💛 Gentileza todos os dias 💛
O Dia Mundial da Gentileza, celebrado em 13 de novembro, é um convite para refletirmos sobre o poder dos pequenos gestos. Mas a verdade é que a gentileza não deve ser lembrada apenas uma vez por ano — ela precisa ser cultivada diariamente, em cada encontro, em cada palavra, em cada atitude.
Ser gentil é abrir espaço para o outro, é oferecer respeito e empatia, é transformar a rotina em algo mais humano e acolhedor. Um sorriso pode aliviar a pressa, uma palavra de apoio pode fortalecer alguém, e uma atitude solidária pode inspirar mudanças que vão muito além do momento.
✨ Que tal tornar a gentileza um hábito?
Cumprimente com sinceridade.
Escute com atenção.
Ajude sem esperar nada em troca.
Espalhe palavras positivas, dentro e fora das redes sociais.
A gentileza é como uma semente: quanto mais a espalhamos, mais floresce ao nosso redor. Que possamos lembrar que cada dia é uma oportunidade de ser gentil e que, juntos, podemos construir um mundo mais leve e humano. 🌍💫
O NOSSO AGRUPAMENTO PARTICIPOU!
O AE Guia participou na Semana da Interculturalidade, dinamizada pelo Município de Pombal.
Esta semana realiza-se desde 2014, ano em que a EAPN Portugal (Rede Europeia Anti Pobreza) promove esta iniciativa nacional , que integra ações nos vários distritos, numa parceria alargada, com entidades públicas e privadas. Este ano decorreu de 1 a 13 de abril.
Nesta senda o Município de Pombal tem vindo a integrar esta parceria, com o objetivo de desenvolver atividades por se tratar de uma oportunidade de celebração da diversidade, do diálogo e da relação entre culturas e de sensibilizar os cidadãos para a necessidade de uma sociedade intercultural que tenha presente os valores da partilha e da inclusão, de forma a garantir uma cidadania mais inclusiva e mais igualitária.
O Agrupamento esteve representado pela turma do 11º B, no dia 2 de abril de 2025, visionando o Filme Flee - A Fuga, na discussão através do guião proposto e na partilha online com as outras escolas.
Promover habilidades sociais em crianças é fundamental para o seu desenvolvimento emocional e relacional. Aqui estão algumas estratégias eficazes:
Modelar Comportamentos Sociais: As crianças aprendem muito através da observação. Mostre empatia, respeito e boas maneiras em suas interações diárias.
Estimular a Comunicação: Incentive a criança a expressar seus sentimentos e pensamentos. Jogos de role-playing podem ajudar a praticar diferentes cenários sociais.
Participação em Atividades em Grupo: Inscreva a criança em atividades extracurriculares como esportes, clubes ou aulas de arte, onde ela possa interagir com outras crianças.
Ensinar a Resolver Conflitos: Ajude a criança a desenvolver habilidades para resolver conflitos de maneira pacífica e construtiva. Ensine técnicas de mediação e negociação.
Fomentar a Empatia: Leia histórias que abordem diferentes emoções e situações sociais. Discuta os sentimentos dos personagens e como a criança se sentiria em situações semelhantes.
Estimular a Cooperação: Proponha atividades que exijam trabalho em equipe, como jogos cooperativos ou projetos em grupo.
Reconhecer e Elogiar Comportamentos Positivos: Quando a criança demonstrar boas habilidades sociais, como compartilhar ou ajudar alguém, elogie e reconheça esses comportamentos.
Ensinar a Escutar Ativamente: Mostre à criança a importância de ouvir os outros sem interromper e de demonstrar interesse pelo que os outros têm a dizer.
Criar Oportunidades para Interação Social: Organize encontros com amigos ou familiares para que a criança possa praticar suas habilidades sociais em diferentes contextos.
Ser Paciente e Compreensivo: Cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. Seja paciente e ofereça apoio constante.
Lembre-se de que o desenvolvimento das habilidades sociais é um processo contínuo e que a consistência e o apoio são fundamentais.
Encerramento do Projeto Escola Inclusiva — Um Dia de Partilha e Inspiração
No dia 23 de outubro de 2025, o Agrupamento de Escolas de Guia acolheu o momento final do projeto Escola Inclusiva, promovido pela No Bully Portugal, com duas ações que celebraram o compromisso da comunidade educativa com a empatia, a cooperação e a inclusão.
A tarde foi dedicada à última etapa da atividade de apadrinhamento, onde os alunos mais velhos acolheram e acompanharam os mais novos num gesto simbólico de cuidado, exemplo e responsabilidade. Uma experiência que reforça laços, promove a escuta e valoriza o papel de cada aluno na construção de uma escola mais humana.
Seguiu-se uma sessão aberta à comunidade, onde foram partilhados os resultados do projeto, os testemunhos recolhidos e os materiais desenvolvidos ao longo dos meses. Famílias, docentes e parceiros puderam conhecer o impacto real das ações implementadas e refletir sobre os caminhos futuros para uma escola verdadeiramente inclusiva.
Agradecemos à No Bully Portugal pela parceria e a todos os que tornaram este projeto possível. Que este dia seja apenas um capítulo de uma história que continua — em cada gesto, em cada palavra e em cada encontro.
24 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DA IGUALDADE
Hoje celebramos um princípio que deve estar no coração de cada escola, cada comunidade, cada relação: a igualdade.
Educar para a igualdade é muito mais do que ensinar direitos — é cultivar o respeito, a empatia e a coragem de reconhecer e valorizar as diferenças. Quando tratamos cada pessoa com dignidade, abrimos espaço para que todos possam aprender, crescer e contribuir com o melhor de si.
A igualdade não é um ponto de chegada, mas um caminho que se constrói todos os dias — nas palavras que escolhemos, nas oportunidades que criamos, nas atitudes que tomamos.
Neste Dia Mundial da Igualdade, convidamos toda a comunidade educativa a refletir: Como podemos tornar a nossa escola um lugar mais justo, mais inclusivo, mais humano?