"Natureza quase morta"
de Rebobinando (MG)
"Natureza quase morta"
de Rebobinando (MG)
"Natureza quase morta"
As estruturas estão em ruínas, mas a Natureza sempre encontra um caminho
Vivemos o medo do fim do mundo, a catástrofe iminente que se apresenta no desequilíbrio dos ciclos naturais. As coisas realmente não estão fáceis para nosso planeta azul, mas a verdade é que seu fim só chegará mesmo quando nossa estrela maior, o Sol, explodir, como toda estrela em seu ciclo de morte, engolindo os planetas do sistema solar. A ciência estima que isso ocorrerá em 5 bilhões de anos. Até lá, o ambiente que conhecemos pode se transformar inúmeras vezes. As instituições e estruturas sociais talvez desapareçam ou se modifiquem a ponto de se tornarem irreconhecíveis para nossa compreensão atual. Talvez nós, meros humanos, já não estejamos mais aqui. A história do planeta registra incontáveis extinções naturais, mas o que torna a nossa especialmente melancólica é a possibilidade de sermos os responsáveis por ela. Talvez a humanidade encontre formas de sobreviver e se adaptar, mas a projeção aponta para um futuro onde as desigualdades se aprofundam. Pode ser que, no fim, reste apenas os poucos que têm muito.
Enquanto o suposto fim acontece, o ciclo natural de vida e morte persiste. A vida encontra seu jeito entre o concreto, os tijolos desgastados ou as janelas de um carro que já não representa nada além de lixo. Todas as fotografias dessa série são analógicas. Nossa temática faz referência ao conceito da natureza morta, muito explorada na história da arte, buscando uma nova perspectiva sobre o tema. A Natureza quase morta é a força da vida natural de resistir e prosperar em meio a adversidade. Um convite a todos nós para não desistirmos. Que a arte em sua complexidade, incluindo nossa paixão pela fotografia, sejam tão resilientes quanto as flores que brotam do concreto. E que façamos jus da oportunidade de estar aqui, buscando o equilíbrio e a dignidade de existir.
Rebobinando (MG)
Nós somos o rebobinando, um casal que resolveu desenterrar as antigas câmeras analógicas do fundo da gaveta e colocá-las para funcionar novamente.
Para além da nostalgia de voltar a fotografar com filme, a fotografia analógica desperta em nós uma relação diferente com o ato de registrar imagens.
Nesse mundo pós-moderno, em que tudo é para ontem, escolhemos registrar e esperar dias, semanas e até meses, para ter em nossas mãos o resultado de nossas aventuras analógicas.
O projeto de fotografia rebobinando foi fundado a mais de 5 anos na cidade de Barbacena -MG; por Kelmer Maike e Bianca Almada e trabalha exclusivamente com fotografia analógica. Procuramos uma abordagem criativa, abordando e explorando uma variedade de temas; o cotidiano, retratos, patrimônio e fotografia de eventos. O projeto busca aprimoramento contínuo e novas formas de expressão artística, com temas e reflexões sociais, valorizando a memória cultural e patrimonial de Barbacena e região, contribuindo assim para a cena cultural local.
Para conferir o vídeo dos artistas, clique aqui.
Instagram: @re_bobinando