Nesta oficina, trabalhamos o romance “Torto Arado” de Itamar Vieira Junior. Os professores, por meio de uma prática pedagógica, criaram capa ilustrativas para esta obra. A atividade, inicialmente, desafiou a imaginação. Após a leitura do primeiro capítulo, surgiram questionamentos sobre o texto, e o debate incentivou os professores a refletirem sobre suas práticas e a buscarem abordagens mais criativas, apesar das dificuldades em se afastar do ensino tradicional.
Neste segundo encontro, os professores analisaram textos e poemas. Iniciamos com uma encenação mostrando como a entonação de uma frase pode mudar seu impacto, usando a citação "Ser ou não ser, eis a questão", de Hamlet. Em seguida, os professores trouxeram textos para compartilhar, e uma reflexão foi feita sobre se esses textos refletiam suas identidades. Além disso, trabalhamos com o livro "O Mestre Ignorante", de Jacques Rancière, discutindo a ideia de emancipação intelectual.
Trabalhamos o conto "A Terceira Margem do Rio", de João Guimarães Rosa, com professores, desenvolvendo um storyboard para discutir emoções presentes no texto. Também destacamos a importância do Setembro Amarelo e refletimos sobre o distanciamento emocional e outros sentimentos como tristeza, amor e coragem, conectando-os ao conto.
Metodologicamente, as três oficinas foram utilizadas enquanto um instrumento de pesquisa-ação, em que, ao mesmo tempo que buscamos contribuir para a formação continuada dos professores, também coletamos importantes dados sobre suas percepções acerca do desenvolvimento socioemocional.
Realizamos uma entrevista com os professores para o projeto de pesquisa.
Apresentação de trabalho do PIBIC no 34º Encontro de Iniciação Científica da UFS 2024.
Desenvolvimento Socioemocional e Práticas Educativas: Oficinas com Professores da Rede Pública Estadual no Pós-Pandemia
Desenvolvimento Socioemocional e Práticas Educativas: Entrevistas com Professores da Rede Pública Estadual no Pós-Pandemia
Desenvolvimento Socioemocional e Práticas Educativas: Percepções dos Professores da Rede Pública Estadual no Pós-Pandemia
Apresentação de trabalho no 11º Encontro de Iniciação à Extensão da UFS.
SABERES PSICOLÓGICOS E DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL COMUNITÁRIO
Apresentou o trabalho "Desenvolvimento Socioemocional e Práticas Educativas: Percepções dos Professores da Rede Pública Estadual no Pós-Pandemia" no III Encontro de Metodologias Ativas (GEPIMA/UFS) e no II Seminário de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação e Ensino Híbrido na Educação Básica, realizados na Universidade Federal de Sergipe, Campus São Cristóvão.
No dia 17 de setembro de 2024, apresentamos para um conjunto de Gestores da Secretaria de Estado da Educação e Cultura e da Fapietc/SE o nosso Relatório Parcial de atividades compreendendo os 06 primeiros meses da nossa pesquisa.
Os debates sobre saberes psicológicos nas humanidades são cruciais para a educação, especialmente nas relações entre Psicologia, Literatura e Artes. A escola deve ser um espaço de construção de sentidos, permitindo que os alunos argumentem sobre suas realidades. Assim, é fundamental discutir o papel da Psicologia na escola, promovendo uma atuação multidisciplinar em benefício das classes populares. Pensando nestes aspectos, foram realizadas duas oficinas em que utilizamos processos artísticos, como a montagem de uma peça sobre "Hamlet" de Shakespeare, para debater conceitos psicológicos e estimular o envolvimento dos estudantes com Saberes Psicológicos.
Na última terça-feira, dia 01 de outubro, realizamos a primeira edição do Clube de Leitura Saberes Psicológicos. Neste primeiro encontro, fomentamos o debate em torno dos temas psicológicos e socioemocionais da obra “O Apanhador no Campo de Centeio”. Este romance, escrito por J.D. Salinger, serviu como mecanismo indutor para a compreensão de questões socioemocionais ligadas a educação, bem como para ampliar o debate sobre os processos criativos da escrita ficcional. Nesta primeira edição do Clube de Leitura Saberes Psicológicos, debatemos 13 excertos deste romance, selecionados pelo Prof. Dr. Matheus Batalha (DEDI-UFS). Contamos também com a presença do ilustre Prof. Dr. Paulo Machelli (DEDI-UFS), que, proporcionou ponderações filosóficas ao nosso clube.
Realização uma oficina de ensino visando debater a temática do setembro amarelo. A oficina foi realizada em dois momentos. No primeiro, os estudantes trabalharam técnicas de reconhecimento do conto “A Terceira Margem do Rio”, do escritor brasileiro João Guimarães Rosa. Após a leitura do texto, o grupo participou de uma oficina de storyboards, no qual eles precisaram selecionar seis cenas que exploravam as diversas vivências emocionais presentes no texto. No segundo momento, os estudantes compartilharam seus achados emocionais sobre o texto, explorando em cenas de storyboard as vivências dos personagens lá presentes, além de refletirem sobre a importância do setembro amarelo para o campo da educação, enquanto um instrumento para a constituição de pontes argumentativas. Por fim, foi construída uma relação das estratégias desenvolvidas na oficina com as práticas docentes utilizadas nos espaços de sala de aula.
Na oficina, foi possível debater a visão de Piaget, Vygotsky e David Paul Ausubel sobre aprendizagem, em especial, a noção de aprendizagem significativa de Ausubel. Foram aplicadas duas metodologias ativas. Na primeira delas, foi realizada uma aprendizagem através da gamificação, em que grupos de até quatro estudantes competiram entre si para responder um caça-palavras composto por 20 palavras correlacionadas ao processo de aprendizagem. Este recurso didático foi utilizado como uma imersão significativa aos conteúdos debatidos em sala.
Em sequência, um debate sobre a produção do fracasso escolar, através da obra de Maria Helena Souza Patto, foi realizado em sala de aula. Buscou-se com isto analisar os principais componentes deste processo. Este movimento foi seguido por uma discussão sobre a medicalização dos espaços escolares, que contou com uma vivência sobre concentração no espaço escolar . Nesta, cinco estudantes declamaram uma crônica numerada da escritora Clarice Lispector ao som de Chopim, tocado em violoncelo por um dos estudantes da turma. O desafio era que os declamadores deveriam seguir uma sequência numerada para os parágrafos, sem que a ordem da crônica fosse perdida. Por fim, um debate sobre o papel da escola no fenômeno do fracasso escolar e na medicalização da educação foi conduzido.