Foto: Magnus Nascimento
Foto: Magnus Nascimento
ANTÔNIO FRANCISCO TEIXEIRA DE MELO (Mossoró, 1949). É poeta cordelista, compositor e Doutor honoris causa pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. O poeta Antônio Francisco é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC, ocupando a cadeira cujo patrono é Patativa do Assaré. Em dezembro de 2018, recebeu a Comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo, reconhecimento do Senado Federal a personalidades e instituições que tenham uma contribuição relevante ao registro da cultura e do folclore no Brasil. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2020.
Foto: Acervo da família
ANTÔNIO RODRIGUES DA SILVA (Santo Antônio do Salto da Onça, 1924-2014). O Mestre Antônio da Ladeira ficou órfão de pai ainda criança e, buscando uma sorte melhor, mudou-se com sua mãe para a região do Trairi, onde passaram a trabalhar no cultivo do algodão. Muito novo conheceu o Boi de Reis, assistindo a brincadeira de outros mestres. O Mestre Antônio da Ladeira é uma figura referencial da cultura do Trairi e, mais particularmente, do Bairro Paraíso, em Santa Cruz. Manteve o grupo em atividade por mais de 70 anos. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.
Foto: Acervo da família
ANTÔNIO SOBRINHO (Catolé do Rocha, Paraíba, 1947 – Natal, 2017). Poeta violeiro e repentista, morou no Bairro Bom Pastor, em Natal. Antônio Sobrinho esteve à frente de encontros de repentistas de todo o Nordeste brasileiro. Escreveu livros e folhetos de cordel, entre os quais O Nordeste e a poesia, Encontro com a natureza, O sertão falando ao povo, Lembranças da minha infância, Versos cultura e viola, Um poeta cantando a natureza, Os meus melhores poemas e Cantador e sua Viola. Insistia que "está na hora da poesia do repente deixar de ser penitência e passar a ser prioridade nas escolas. A música é como horizonte, todo dia é belo". Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2012.
Foto: Antônio Junior Bizunga
ANTÔNIO VIEIRA DA SILVA (São Gonçalo do Amarante, 1941). Nascido em São Gonçalo do Amarante, mestre Antônio de Rosa residiu na comunidade Lagoa do Tapará, no mesmo município, onde começou sua atuação no Boi Calemba. No Rio Grande do Norte, o Boi de Reis tem várias denominações: Boi de Reis, Boi de Janeiro, Boi Pintadinho e Boi Calemba, com mudanças peculiares no seu enredo, nas danças e músicas. “Já fiz quase todos os personagens do boi-de-reis desde os 11 anos, menos a Catirina”, diz, referindo-se às figuras que aparecem na apresentação do folguedo. O Mestre Antônio de Rosa também é rabequeiro e mamulengueiro. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.
Foto: Cícero Oliveira
JOÃO GOMES SOBRINHO (Santo Antônio do Salto da Onça, 1938 – 2019). Para o poeta Xexéu, o nome de batismo, João Gomes Sobrinho, figurou apenas nos documentos oficiais. O codinome Xexéu foi sua verdadeira identidade. Como tantos outros poetas populares, foi autodidata. Onde nasceu, conforme diz, “não tinha escola, e eu tinha muita inveja de quem sabia ler e escrever. Então comprei uma cartilha de ABC, botei dentro do chapéu e saí procurando alguém para me ensinar. Quando encontrava quem sabia ler, pedia uma explicação”. Aos nove anos de idade, já fazia versos de improviso. Escreveu poesia dentro de uma técnica perfeita, com rima e métrica irrepreensíveis. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.
Foto: Acervo da família
JOÃO GRIGÓRIO DA ROCHA (Santa Cruz do Inharé, 1945-2021). O Mestre Grigório Santeiro estabeleceu-se em Natal, exercendo a função de carpinteiro, na década de 1960. Iniciou-se como escultor em 1970. Orgulhava-se de nunca haver precisado fazer rabiscos, nem medições, para esculpir suas peças. Tudo saía de sua memória de infância, retratando desde a ordenha das vacas ao carro-pipa, o cotidiano na roça; tudo rememorado e expresso em esculturas em madeira. Seu processo de criação, fruto da percepção do mundo e de sua experiência cotidiana, materializava-se na invenção e reinvenção de novas peças, onde se sobressaía o apuro técnico. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.
Foto: Antônio Junior Bizunga
JOÃO VIANA DA SILVA (São José de Campestre, 1930). Foi o mestre Zé Bernardino, que encantava crianças e adultos, quem fez o menino João Viana tomar gosto pelo ofício de bonequeiro. A partir de 1962, passou a confeccionar seus próprios personagens. Ele é dono de um acervo de 60 bonecos, onde se destacam figuras da cultura popular nordestina como o capitão, o vigário, o vaqueiro e outros. Possui como forte característica a técnica da fabricação artesanal de bonecos, geralmente feitos em madeira, a ágil manipulação deles, com o objetivo de encenar histórias tradicionais, e a atuação em cena, nutrida pelo improviso e pela novidade. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.
Foto: Acervo da família
LUIZ DE OLIVEIRA CAMPOS (Mossoró, 1939 – 2013). Luiz Campos foi poeta – cordelista e violeiro. Antes de viver exclusivamente da viola, foi magarefe (marchante) e bodegueiro. Cantou em várias emissoras de rádios e atuou em inúmeros congressos e festivais de violeiros pelo Brasil. É autor de diversos folhetos de cordel e livros. É nome de rua no bairro Santa Delmira, em Mossoró-RN. Viveu e morreu pobre. De riqueza, apenas o talento que lhe valeu o reconhecimento como um dos maiores poetas populares do Estado. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.
Foto: Cícero Oliveira
LUZIA DANTAS DE ARAÚJO (São Vicente, RN, 1937 – Currais Novos, 2022). Considerada uma das maiores escultoras do Rio Grande do Norte, Luzia Dantas começou a entalhar ainda na infância – fazia os próprios brinquedos, como cachorros, gatos e coelhos. Aos poucos, começaram a chegar as primeiras encomendas. Primeiro, brinquedos para a meninada; depois, as encomendas de santos. Tem peças espalhadas em vários países. Sua obra, dedicada em boa parte às imagens sacras, lhe rendeu o título de santeira. A artista fez tentativas de esculpir na pedra, mas optou definitivamente pela madeira. Reconhecida como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2012.
Foto: Antônio Junior Bizunga
ODAÍSA DE PONTES GALVÃO. Mestra de boi de reis, nasceu em Mamanguape, Paraíba, em 1945. Dona Isa é viúva do Mestre Manoel Marinheiro e assumiu o legado do Auto do Boi de Reis. Sempre ativa no bairro de Felipe Camarão, em Natal, ela herdou do marido não apenas os figurinos e adereços do folguedo, mas o saber da montagem, o ritual dos personagens, a dança, os cantos e as loas. Na infância, foi louceira de barro, bordadeira e costureira. Dos dez aos quinze anos, trabalhou cortando agave. Assumiu o comando do boi de reis no ano de 2004. Reconhecida como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2020.
Foto: Gibson Machado
SEBASTIÃO JOÃO DA ROCHA (Ceará-Mirim, 1914 – 2016). Conhecido como Mestre Tião Oleiro, aprendeu com o pai as artimanhas do congo, dedicando-se ao folguedo durante toda a vida, e sozinho aprendeu a tocar fole de oito baixos. Bom de memória e de ouvido, incorporou à dramatização do congo músicas de sua própria autoria. Quando assumiu a função de mestre, fez uma homenagem aos homens que iam para a guerra e passou a chamar a congada de Congo de Guerra. Reconhecido como Registro de Patrimônio Vivo do RN em 2009.