Foi por volta de 1905 que se estabeleceram em Palmeira Baixa as primeiras famílias italianas. Os colonizadores trouxeram um “santinho” de São Roque, que veneravam. No início não existia a igreja. Foi construído o “capitel”, próximo de onde está a igreja hoje, construída em 1953. Ele foi encomendado por Domênica (Meneghina) Tezza, em 1918, em cumprimento a uma promessa.
Nesta data benzeu o Vigário a primeira pedra dos alicerces da nova capela de São Roque, em Palmeira Baixa. O ato "se revestiu de simplicidade colonial, mas em extenso programa de festejos”. (Livro Tombo, n. 2 , p. 60, 28 mar. 1951).
O primeiro sinal sonoro foi um pedaço de trilho da estrada de ferro que imitava o som de sinos. Somente em 1922 é que, pela doação de Mariano Mazzucco a igreja recebeu um sino verdadeiro.
São Roque
Roque é o santo protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. É também considerado por algumas comunidades católicas como protetor do gado contra doenças contagiosas.
Depois de visitar Roma, onde rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência. Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a qual matava a sede.
Miraculosamente curado, regressou a Montpellier, mas logo foi preso. Roque foi considerado um espião e passou alguns anos numa prisão até morrer, abandonado e esquecido por todos, só sendo reconhecido depois de morto, pela cruz que tinha marcada no peito.
Fonte: www.paroquiaurussanga.com.br
Capela de SÃO ROQUE - Palmeira Baixa