O sujeito ressentido.
O ressentimento provoca a permanência em um tempo de ruminação indigesta de uma ofensa que não cessa, de um luto que não se consegue elaborar, podendo trazer consigo a sede de vingança. Por outro lado, o ressentimento também pode abrigar uma esperança de o indivíduo lutar para instalar ou reinstalar o sentido da dignidade ferida.
O rancor pode mobilizar fantasias e ideias destrutivas, mas também favorecer o aparecimento de uma rebeldia e de um trabalho psíquico sublimatório que poderiam levar a restaurar as feridas provenientes de situações traumáticas.
O ressentimento e o remorso ocupa um lugar de suma importância junto com outros múltiplos fatores na gênese e permanência da aparente imobilização anímica que se opõem a mudança psíquica o ressentimento é como acelerar um carro atolado no barro quanto mais acelera mais se afunda e menos se movimenta 3 pontos é um beco Sem Saída é de fato o ressentimento que assola o processo analítico ele detém o fluir temporal impede efetuar a mudança de objetos tudo isso obscura lisa a elaboração dos lutos é precisamente que se começa a revisam de alguns conceitos da libido que bem tenha um evidente valor descritivo não contém em si mesmo um princípio explicativo. O ressentimento não é uma categoria da clínica psicanalítica mas faz parte do senso comum e pertence ao campo dos afetos o que diferencia de outros afetos é a possibilidade de ser acionado por um afeto de vontade ligado ao domínio do eu o recente do tem um apego todo especial em relação ao que faz sofrer apego que se manifesta em lamentos e acusa ações repetidas dirigidas não contra si mesmo mas contra a melancolia mas contra um outro supostamente poderoso que ele responsável por seu mal a insistência na repetição da queixa recente da não me parece ter um caráter compulsivo do ciúme por exemplo com o seu componente persecutório que o sujeito não consegue evitar também não é um afeto espontâneo como a ira e a alegria nem inominável como angústia embora as queixas repetitivas do ressentimento não escape a determinação inconsciente ser vem acima de tudo aos mecanismos de defesa do eu isso significa que em um processo de análise as queixas ressentidas trabalhem contra a associação livre e acima de tudo impedem a implicação subjetiva do analisando o recente do reconhece seu sofrimento mas atribui toda a responsabilidade a um outro dirigi ao analista um lamento monótono contra uma injustiça um agravo uma ofensa da qual teria sido vítima inocente bem depressa o analista percebe a impossibilidade de conduzir uma análise com alguém que se instala nessa posição ainda que a ofensa tenha de fato ocorrido ainda que um outro tenha de fato responsabilidade quanto ao dano que o recente do denuncia a atitude queixosa conduz o processo analítico a um beco Sem Saída se o sujeito está convicto de que sofre porque não pode esquecer o mal que lhe fizeram o que pode fazer o analista a não ser dizer que ele tem razão isto é o que o recente do quer do ponto de vista do narcisismo do eu mas não é o que conduziu a demandar a escuta de um analista quanto mais motivos da queixa encontrem validação na realidade social a que pertence o sujeito recente do mais difícil é fazer com que ele desloque se do lugar de vítima para começar a indagar se sobre a sua responsabilidade quanto ao que lhe faz sofrer foi o que Freud em 1905 percebeu ao escutar as queixas da sua paciente Dora se ela aceitasse em consonância com a moral da época a sua posição de vítima a partir da qual a adolescente se queixavam médico qualquer possibilidade de investigação analítica ficaria bloqueada foi preciso que Freud desconfiasse da maneira tanto ingênua enquanto brutal das acusações de Dória contra o senhor k seria normal que uma moça sentisse repulsa ante a manifestação do desejo de um homem que lhe perguntasse se ela não teria alguma participação com como bem beneficiária do complô mas aqui eu quero deixar um parênteses para a moral da época é Freud ele vivia numa cultura extremamente machista então ele não conseguiu perceber que Dora estava sendo assediada por um homem muito mais velho que ela o pai da Dora estava sendo favorecido porque ele tinha um relacionamento com o marido com a esposa não é a Senhora k no caso e o senhor k ele era o assediador de Dora para o pai da Dora era uma posição bastante cômoda quando Dora abandonou o tratamento psicanalítico for foram por razões óbvias ela não queria é dar continuidade a uma situação em que ela percebia que mais uma vez ela estava sendo vítima de uma situação em que as pessoas não estavam compreendendo que ela tinha sofrido um abuso de alguma forma sexual quando Ela Foi fazer análise ela estava com 18 anos mas com 14 anos o senhor k ele tentou beijá-la na loja dele.
A palavra ressentimento define-se como a amarga e arraigada lembrança de uma injúria em particular da qual se deseja tirar satisfações se o sinônimo é rancor o rancor e provém do latim rancor queixa querela demanda da mesma raiz Latina deriva recinge dos rancoroso e dela as palavras ranço rançoso.
O ressentimento é o resultado de humilhações múltiplas diante das quais as rebeliões sufocadas acumulam seus ajustes de contas por trás do que está a Esperança de prejudicar se finalmente em atos de vingança.
a partir do ressentimento surge a vingança mediante de uma ação reiterada torturante compulsivamente repetitiva na fantasia e ou na sua atuação surge como uma tentativa de anular os agravos e capitalizar ao mesmo tempo esta situação para alimentar uma posição característica a condição de vítima privilegiada deste lugar adquirisse direitos de represália desforra revanche contra aqueles que perturbaram a ilusão da perfeição infantil estes direitos são exercidos através de condutas sádicas pelas feridas narcísicas e pelos danos traumáticos externos que passivamente experimentou se:
e na vingança que se reverte a relação o sujeito recente do na sua possibilidade de inversão de papéis passa de um objeto anterior humilhado a um sujeito agora torturador o sujeito torturador anterior converte se durante a vingança num objeto atual humilhado devedor mantendo a mesma situação de imobilização do ao dominador versus submisso com aparência de mobilidade é mediante o ressentimento que o sujeito bloqueia sua atividade anulando também a percepção subjetiva da passagem do tempo e da discriminação dos espaços com o que imobiliza seus objetos e seu ego numa agressividade vingativa a serviço de povoar o mundo imaginário que sinistro
O sujeito ressentido está doente de reminiscências não pode deixar de recordar não pode esquecer ou seja, está esmagado por um passado que não pode separar e manter distante do consciente
na repressão esforço de suplantação o sujeito desaloja acontecimentos não tão traumáticos ao contrário do ressentimento é mais intolerável para o ego dos termos selbstgefuhl. Permanece como corpo estranho que ficou isolado do curso associativo com o resto do ego e não poder entrar na cadeia significa se simbólica não acede a ser reprimido, mas permanece cindido
no ressentimento repetem-se os sentimentos dias representações como automatismos de repetição sem configurar ou recordar acompanhado de um reviver afetivo integrado numa estrutura diferente de uma nova perspectiva temporal(Béranger, 1985).
O sujeito recente do fica preso na temporalidade não podendo para seu o pesar perdoar permanece retido detido e entretido ao redor de uma semântica torturante lavar a honra ofendida saldar as contas sem dar descanso, por muitos agravos parecidos, porém às custas de um preço muito elevado a hibernação dos afetos.
Nenhuma expressão se aplica tão bem ao ressentimento quanto esta o neurótico é covarde escreve Freud porque se recusa a arcar com a responsabilidade pelo seu desejo isto não é o mesmo que dizer que ele é capaz de satisfazer seu desejo já que a impossibilidade da satisfação está inscrita na própria natureza do desejo que só se realiza através das suas ex pressões em significantes aquilo de que o neurótico abre mão não é o Não é o de satisfazer o seu desejo mas de comprometer-se com ele a expressão covardia moral pode ser entendida de 2 maneiras que não se excluem primeiro sendo uma covardia é no plano moral que vamos avaliá-la segundo é uma especial covardia que se justifica com argumentos Morais o neurótico recua da sua condição desenjante não exatamente de seu desejo este sendo por definição inconsciente que não lhe é acessível.