Segundo Seligman (2004) é nos 6 primeiros anos de vida que a criança tem um maior desenvolvimento de sua força pessoal, o que nos alerta sobre o papel importante da Educação Infantil no processo, já que no Brasil, graças à democratização da educação, crianças a partir de 4 anos devem frequentar a escola.
Um bebê, por exemplo, aprende a se comunicar a partir da linguagem utilizada por seus pais /cuidadores, quando esta linguagem for de amor, cuidado e respeito é desta forma que ele desenvolverá suas forças pessoais, quando tivermos um ambiente negligente e nulo em amor, este bebê crescerá desenvolvendo as competências necessárias para proteger-se em relação ao meio, através de emoções como medo e raiva.
Neste ponto é importante relembrar o conceito de plasticidade emocional. É possível reaprender a sentir e modificar nossas competências emocionais, mesmo depois da infância, mas também nos alerta do quanto a escola pode desempenhar um papel fundamental quando a criança não tem suas forças pessoais desenvolvidas em casa.
Ambiente tranquilo e seguro: Parece óbvio, mas é preciso lembrar que para se desenvolver de forma saudável, uma criança precisa de um ambiente onde se sinta acolhida e respeitada. Gritos, manejos bruscos, regras adultocêntricas, ou seja, criadas pelo adulto e para seu bem estar, tornam o ambiente hostil para a criança e a sensação de medo e insegurança vai aparecer, apontando a necessidade de uma proteção inexistente.
Diálogo: Ouvir a criança requer tempo e atenção. Quando elas nos procuram é preciso uma postura que realmente fortaleça o espaço de escuta, com o corpo voltado à ela, olho no olho...muitos dirão que é cansativo, que são muitas crianças, mas temos que perceber que cada criança é única e requer atenção individual a si para que possa se desenvolver. Como uma criança vai aprender a ouvir quando nenhum adulto a ouve?
Roda de conversa: Na Educação Infantil a roda precisa ser diária. Ela desenvolve a capacidade de ouvir e de comunicar seus pensamentos. A rodinha também precisa ser o momento da turma discutir seus dilemas e conflitos, quando cada um pode dar uma ideia de como resolver. Também pode ser a hora do "desabafo" quando colegas e até mesmo as professoras conversam sobre aspectos que precisam melhorar, o que desenvolve a empatia.
É claro que a roda continua sendo o lugar da novidade, das músicas de rotina, das histórias...
Regras/Combinados: Através do diálogo e da prática da roda a turma chegará a definições de comportamentos e atitudes que geram bem estar a todos, ou mesmo que atrapalham a rotina da turma. É preciso compreender que as regras precisam surgir das crianças e não daquilo que o professor idealiza e por isso mesmo precisam ser revistas e reajustadas de tempos em tempos ou quando surgir algo novo dentro da turma.
Em um espaço isolado da sala, deixe uma sacola com materiais diversos: papel, giz de cera, massinha de modelar, plástico bolha...coisas táteis que mexam com o sensorial e ativem/desativem emoções. Explique para as crianças que ao sentir uma emoção muito intensamente como a raiva, elas podem ir até e usar a sacola para acalmar-se, esperando a profe para conversar.
Quando estiver muito triste, precisando de ajuda, a criança pode usar a metáfora da tartaruga, ficar quietinha dentro do seu casco (em seus pensamentos)...serve como um alerta para quando a criança precisa de ajuda.
Deise próximo da sacola das emoções e alerte que não serve como um bichinho de pelúcia comum, explicando o sentido da mesma.
Com ajustes, é possível fazer com todas as faixas etárias.
Olhar para o glitter e demais objetos que flutuam na água estimula a atenção, uma das abordagens de práticas de mindfulness.
Há inúmeros tutoriais de como fazer na web.
Para mais práticas, contate para assessoria e palestras em referenciasocioemocional@gmail.com