Quem faz parte da Rede Araucárias?
A Rede Araucárias congrega docentes estudantes, professores, gestores, pesquisadores e membros da comunidade local e acadêmica da região. O projeto centraliza suas ações na formação de professores em Educação Ambiental, buscando reunir uma rede de apoio e cooperação, a partir do encontro e do diálogo entre comunidades e práticas desenvolvidas/gestadas em espaços formais e não formais da educação, em que a vida e a discussão sociedade/natureza acontece. O projeto tem a coordenação da Profª Dra Rosmarie Reinehr e a co-coordenação Profª Dra Luciele Nardi Comunello, docentes do PPGAS-UERGS e tem como público alvo professores, gestores de instituições educacionais públicas e privadas e comunidade escolar dos municipios que compõe os Campos de Cima da Serra, Hortênsias, ampliando sua ação ao Vale do Paranhana a partir de 2019. Nossos parceiros são o Programa de Pós- Graduação em Ambiente e Sustentabilidade da Uergs (PPGAS), Laboratório de Gestão Ambiental e Negociação de Conflitos (GANECO) e Rede de Educação Ambiental em Unidades de Conservação (SEIVA). As atividades deste grupo de trabalho tiveram início no ano de 2016, através do projeto de pesquisa intitulado intitulado "Atores e Práticas e Práticas da Educação Ambiental em São Francisco de Paula/Rs -coordenação Profa Dra Rosmarie Reinehr com o objetivo de identificar atores, grupos e redes envolvidas com a Educação Ambiental e sua participação na formulação das políticas ambientais da região dos Campos de Cima da Serra. Os resultados desta esta pesquisa deram origem, no ano de 2017, ao “1 Encontro Estadual Educação e Ambiente: Temas Transversais em Redes Ambientais”, finalizado com a 1 Mostra ObservaCampos, integrados às atividades do 3º SIGA, com a parceria da Rede SEIVA de Educação Ambiental em Unidades de Conservação. Em dezembro de 2018 foi formalizada a REDE ARAUCÁRIAS de Educação Ambiental dos Campos de Cima da Serra e Hortênsias, durante as atividade de encerramento do "Curso de Extensão: Educação Ambiental e Práticas Curriculares na Educação Infantil" , integrando a programação da II Mostra ObservaCampos, onde foram apresentados os projetos desenvolvidos e/ou criados no decorrer dos encontros de trabalho. As atividades da REDE ARAUCÁRIAS no ano de 2019 deram continuidade ao projeto formativo da proposta, com a ampliação dos horizontes tanto internos (escolas e grupos), quanto externos (redes e sistemas), através do Curso de Extensão "Educação Ambiental em Formação: Atores e Práticas da Rede Araucárias - Educação Ambiental nos Campos de Cima da Serra e Hortênsias /Saberes Ambientais, Pedagogia e Políticas do Cotidiano" - Edição 2019. No ano de 2020, devido a pandemia o curso aconteceu em formato online, mas o mais importante é que a REDE ARAUCÁRIAS continuou ATIVA. Muitas pessoas já fizeram parte desta história, e neste ano muitas outras chegaram para complementá-la.
Como as comunidades participam da Rede Araucárias?
A fim de promover uma transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz, olhar para a dimensão da comunidade na Educação Ambiental se faz necessário. Em seu livro “Educação para a Sustentabilidade'', Grandisoli, Souza, Jacobi e Monteiro (2020) enfatizam a característica sistêmica dos problemas ambientais e os conflitos de interesses que compõem este cenário. Diante disso, deflagram a necessidade de ampliar os processos de aprendizagem pautados pelo diálogo entre saberes, concebendo um educar para uma nova cultura da sustentabilidade baseado no tripé: corresponsabilidade, participação e cocriação. Destacam o papel da aprendizagem social para a sustentabilidade, como fenômeno que ocorre no cruzamento entre as aprendizagens formal, não-formal e informal, envolvendo múltiplos atores e promovendo o fortalecimento da rede. Aí entra a importância das comunidades no processo de construção de uma Educação Ambiental crítica que, defendemos, só acontece quando a aprendizagem se alarga, se estende para além dos muros da escola.
O Grupo de Trabalho “Comunidade” tem o objetivo de constituir-se um espaço de encontro e diálogo que abarque as experiências em educação que extrapolam os muros das escolas, promovendo diálogos entre diferentes saberes/racionalidades, envolvendo as comunidades como um todo (nos bairros, na cidade...). É somente neste esforço que a mudança de cultura civilizatória necessária para responder ao cenário da Crise Ambiental pode efetivamente acontecer!
Pedagoga pela Feevale, Mestre em Educação Básica e Doutora em Ciências Sociais pela Unisinos. Professora/Coordenadora do Curso de Licenciatura em Pedagogia e Docente do Mestrado em Ambiente e Sustentabilidade do PPGAS, na UERGS Unidade Hortênsias em São Francisco de Paula. Vem associando, nos últimos anos a experiência trazida da gestão na educação básica aos desafios ambientais postos a sociedade e especialmente ao ensino superior, a partir da relação educação-ambiente e sociedade.