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Projeto e Esperança
análise e projeto feitos em conjunto com luiza castelo branco
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Recriando limites:
intervenção urbana entre a Ceilândia e Sol Nascente com foco na habitação e equipamentos urbanos
Palavras-chave: Habitação; Equipamentos Urbanos; Limites Urbanos; Paisagem Urbana; Educação Ambiental.
Após analisar a área de intervenção e seu entorno (Área Oeste do Distrito Federal), estudar referências tanto no âmbito urbanístico quanto arquitetônico voltado para o residencial, o trabalho de conclusão da disciplina propõe diretrizes e estratégias em diferentes escalas para a região da RA XXXII - Pôr do Sol/Sol Nascente e da RA IX - Ceilândia.
A região administrativa Pôr do Sol é adjacente à Ceilândia, e configura uma área de expansão muito crescente, principalmente dos anos 2000 em diante. As diferenças entre as duas RAs, nos âmbitos econômico e de infraestruturas, apesar da proximidade, chamou atenção durante a análise. Sua localização geográfica e a presença de inúmeros rios, córregos e declives no sítio são outros pontos rapidamente traduzidos para a expressão limites. Limites estes que permeiam o conceito de barreira e conexão. A partir de características visíveis da Ceilândia, enquanto a cidade mais populosa do Distrito Federal, desenvolvendo suas dinâmicas próprias, tomou-se como tópico de projeto a integração entre essas duas áreas, tão próximas geograficamente mas que possuem diversas diferenças morfológicas e topológicas.
Até onde é seguro para se estabelecer unidades habitacionais? Como determinar o limite coerente que proporciona melhorias tanto para a população quanto para a natureza? Qual o melhor modo de instituir conexões entre malhas com dinâmicas tão diferenciadas? A partir de questionamentos como esses, pretende-se levantar as problemáticas principais e elaborar propostas projetuais que possam ser aplicadas ao longo das regiões administrativas, ilustrando-as por meio de diretrizes gerais e uma aproximação de uma das possíveis implantações de expansão.
Mapa Territorial - RIDE [Desenho autoral baseado em dados do Geoportal]
Mapa Territorial - Distrito Federal [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
Mapa Regional - Área Oeste [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
Mapa Local - Região Edificada da Ceilândia e do Pôr do Sol [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal] COLOCAR O NOSSO PROJETO IMPLANTADO!!
_Histórico
Ceilândia surgiu de um grande projeto de relocação da população residente em diversas áreas irregulares, denominado Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), de onde foi tirada inspiração para o nome da cidade. A campanha começou em 1969 e realocou os moradores das áreas das favelas da Vila do IAPI, Vila Tenório, Vila Esperança, Vila Bernardo Sayão e Morro do Querosene. Em 1971, cerca de 82 mil moradores dessas regiões foram transferidos para a nova cidade. Os setores "O" e "P", construídos entre 1976 e 1977, foram parte do Programa Habitacional da Sociedade de Habitações de Interesse Social (SHIS). O objetivo era abrigar novos moradores de áreas irregulares, incluindo também famílias que dividiam lotes em Ceilândia como coabitação. Em 1989, foi separada de Taguatinga e instaurada como RA IX.
Mais recentemente, em agosto de 2019, foi criada a lei que instituía a RA XXXII, formada pelo Setor Habitacional Sol Nascente e a Área de Regularização de Interesse Social – ARIS Pôr do Sol, separando-se da Ceilândia. Até meados dos anos 90, a área equivalente à ARIS Sol Nascente era majoritariamente ocupada por chácaras e pequenas fazendas com produção agropecuária e então, a partir de 1998, começaram a surgir os outros parcelamentos urbanos resultantes de divisões irregulares das chácaras já existentes. Essa área foi ocupada de maneira irregular, sem planejamento, e hoje, configura a segunda maior favela do país.
Caixa D'água de Ceilândia [Croqui autoral]
Ruas do Sol Nascente [Croqui autoral]
Esquema Socioeconômico sobre as RAS [Desenho autoral com base nos dados do PDAD 2018 e do ETU (Estudos Territoriais Urbanísticos) 03/2020]
As duas regiões possuem um aspecto em comum sobre suas formações: envolvem assentamentos irregulares. Enquanto no caso da Ceilândia as pessoas foram tiradas de locais irregulares e levadas para lá, no Sol Nascente esses parcelamentos irregulares foram surgindo ao longo do tempo, o princípio inverso.
A população é majoritariamente de baixa renda, com o trabalho autônomo sendo a principal ocupação. Geralmente, os moradores vêm de Taguatinga, Samambaia e Ceilândia para buscar moradia na RA Pôr do Sol.
_Problemáticas
_Aspectos Ambientais
Mapeamento da Evolução Urbana em Direção à Região de Rios e Córregos [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
Mesmo com um grande limite administrativo instaurado, a urbanização de Ceilândia e do Pôr do Sol concentram-se na parte leste. Ao observar a topografia e hidrografia do local, temos as respostas. As construções da Ceilândia estabeleceram-se em solo menos acidentado.
Entretanto, a região do Pôr do Sol é cercada e dominada por dezenas de rios e córregos, além da presença de várias formações de borda de chapada. As ocupações, sem outra saída, foram avançando em direção à essas regiões sensíveis ambientalmente, trazendo perigo para esses corpos d'água e para a população que mora nessas encostas.
Residências próximas da borda da chapada [Croqui autoral]
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O avanço da ocupação para as áreas de formação florestal, de leito de rios e de bordas são nocivas para o ambiente. O risco de erosão dessas bordas encontra-se no nível máximo e o de contaminação do solo na área urbanizada, como alto. Devido à falta de planejamento e à ausência do poder público no início da ocupação, a área possui rede de abastecimento de água, mas ainda não tem sistema de esgotamento sanitário.
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
A falta também de um sistema de drenagem pluvial eficiente faz com que a essa água carregue consigo todo lixo e esgoto para a parte dos rios mais abaixo. Isso corrobora também para o aparecimento de erosões severas e voçorocas, fragilizando o solo das encostas e comprometendo ainda mais as condições sanitárias do local.
_Falta de Equipamentos Públicos
A malha urbana é composta quase majoritariamente de habitações baixas, prevalecendo as de um pavimento apenas. O comércio é composto por unidades de escala local, porém ainda bastante insipientes. É possível observar nos mapas acima a diferença da densidade de equipamentos urbanos entre a Ceilândia e o Pôr do Sol. Neste, os equipamentos são quase inexistentes, levando a população a buscar por serviços em outras RAs.
Mapeamento dos Equipamentos Públicos [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
_Abrangência da Mobilidade
As linhas de ônibus foram por muito tempo rejeitadas para essa área, as empresas diziam que não havia densidade populacional suficiente para o serviço. Hoje em dia, conseguimos observar que isso mudou porém o sistema ainda não abrange muito bem a área. O modo como a malha se consolidou dificulta o acesso do transporte para o interior dos loteamentos, além do tipo de pavimentação que ainda é em terra ou bloquetes na maioria.
A estação de metrô mais próxima da RA Pôr do Sol fica a 1 km de distância, podendo chegar a quase 5km de áreas mais ao interior. Por questões ambientais já levantadas pelo Metrô DF, mesmo com um sistema de drenagem, o perigo de inundação do sistema metroviário na borda é iminente. E a infraestrutura de ciclovia é inexistente, atrapalhando a troca de modais das populações que moram mais distantes das vias principais da RA, as atendidas pelos sistema de ônibus.
Mapeamento dos Modais de Transporte Público [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
_Diretrizes Gerais
DESCREVER DIRETRIZES PRINCIPAIS EM TÓPICOS!
Análise de vias potenciais para expansão e requalificação [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e Google Maps]
Análise de regiões potenciais para ocupação e requalificação de espaços verdes existentes [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e Google Maps]
O tecido urbano da RA XXXII (Pôr do Sol/Sol Nascente) tem a configuração de hoje pois foi fruto da divisão, por grileiros, de grandes chácaras em pequenos lotes. Com isso, as ruas possuem conexões precárias, calhas de tamanho insuficiente para permitir a passagem de ônibus, por exemplo, e pavimentação inadequada.
A fim de conectar essa malha expressiva ao seu entorno, foram estabelecidos alguns eixos de expansão para essas vias, prevendo áreas de desocupação, realocando a população nos novos setores habitacionais de expansão. Aliada à requalificação viária, também foram destacadas áreas para a implantação de áreas verde, de lazer e expansão urbana.
_Equipamentos Urbanos
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
_Referências Urbanas
1- Taguacenter
2- Feira dos Goianos
3- Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
4- JK Shopping
5- Hospital Regional de Ceilândia (HRC)
6- Feira Central de Ceilândia
7- Caixa D'água de Ceilândia
8- Estação de Metrô Ceilândia Centro
9- Abadião (Estádio e local da festa do São João do Cerrado)
10- Casa do Cantador
11- UnB e IFB
12- Feira do Rolo
13- Feira do Produtor
14- Hospital Regional do Sol Nascente e Pôr do Sol (projeto)
15- Centro Cultural do Cerrado (projeto)
16- Hospital Regional da Samambaia (HRSAM)
As referências urbanas mais notáveis das RAs estudadas concentram-se em um eixo correspondente à Avenida Hélio Prates, e os equipamentos propostos também encontram-se nessa linha imaginária, como forma de costurar as novas subcentralidades e facilitar o acesso.
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e Google Maps]
_Limites de Ocupação e Planos de Relocação
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal]
_etapas de projeto
Como toda a área de estudo se encontra na região de bordas de chapas, a solução seria passível de aplicação em todos os quatro setores. A fim de atender a totalidade da Região Administrativa, o plano de ação divide-se em quatro etapas:
1° Etapa: Trecho 2 (Sol Nascente)
2° Etapa: Trecho 3 (Sol Nascente)
3° Etapa: Trecho 1 (Sol Nascente)
4° Etapa: Pôr do Sol
Com um planejamento, é possível prever prazos de trabalho, focos de ação e limites a serem obedecidos pelas áreas que estão aguardando para receberem o projeto, a fim de regular a expansão durante o período de obras dos outros trechos.
Esquema das Etapas de Projeto [Esquema autoral baseado em dados do PDOT 2009 e Geoportal]
QUANTITATIVO DE QTO FOI DESOCUPADO + ANTIGA DENSIDADE POR HECTARE
MAPA DA PRIMEIRA INTERVENÇÃO: TRECHO 2
_Detalhamento das Soluções
_setorização (ATUALIZAR A NOVA MALHA VIÁRIA E OS EQUIPAMENTOS ADEQUADOS)
Planta de Setorização da Nova Proposta [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
(ATUALIZAR A NOVA MALHA VIÁRIA E OS EQUIPAMENTOS ADEQUADOS)
Mapeamento de Detalhe da Área de Expansão [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
via: costurar melhor entre os tecidos e arrumar representação
Equipamentos: ver área de influência
hospital: ver área de terreno necessária
posto policial: mais de um, locar próximo do centro urbano existente também
mirante: dividir a extensão, aproximar
vegetação: plano simples
atenção aos pontos de ônibus
ARRUMAR CORTES: mais limpos, sem fundo
Corte AA [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
Corte BB [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
Corte CC [Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
ANTES DAS TIPOLOGIAS: QUANTITATIVO DE HABITAÇÕES CRIADAS NA NOVA PROPOSTA & DENSIDADE POR HECTARE
TIPOLOGIAS: FACHADAS, PLANTAS E CROQUIS
_Transição entre as malhas existente e nova
[Croqui autoral]
A fim de fazer uma transição mais suave entre a malha existente e a nova, foram pensados edifícios de dois andares, não muito mais altos que as casas. Estes contam com residências unifamiliares no térreo e kitnets no pavimento superior. Sua disposição no terreno cria uma leve abertura entre as diferentes densidades de ocupação.
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
_Proposta de tipologia do edifício em altura
[Croquis autorais]
Para trazer melhor uso do solo para a população, liberar a perspectiva e desobstruir com as ruas muradas pelas casas, decidiu-se por adotar a edificação em altura como forma a melhor se assentar no terreno com seu pilotis variável e permitir melhor ventilação e insolação nas unidades.
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
_Área de Chácaras
[Croqui autoral]
A área de chácaras foi estabelecida aonde o relevo é íngreme demais para as casas geminadas e para os prédios, mas ainda passível de ser ocupado. É um área produtiva pra movimentar a economia local.
[Desenho autoral com base nos dados do Geoportal e dados projetuais elaborados pela dupla]
_Vista do eixo comercial ao longo da via principal
[Croqui autoral]
_Vista do mirante do parque a noroeste
[Croqui autoral]
REFAZER CROQUIS PARA FICAREM MAIS HARMÔNICOS
_Vista da escola de ensino fundamental e médio para a borda da chapada
[Croqui autoral]
_Vista do Centro Cultural
[Croqui autoral]
_Estudos de Hierarquia Viária
_Adequação da costura viária entre as malhas
_Estudo de Detalhamento Viário
para as vias coletoras entre as novas quadras com acesso de ônibus, estacionamento ao longo do perímetro da quadra
para a vias coletora entre a proposta de casas unifamiliares e o começo das quadras
para a via coletora entre a malha antiga e a nova, que vai ter acesso de ônibus
para as vias coletoras entre as novas quadras sem acesso de ônibus
espaçamento
espaçamento
[Maquete autoral]
_Referências
Parque Guinle - Edifícios Residenciais, por Lucio Costa, 1948
[Foto por Leonardo Finotti]
Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho), por Affonso Eduardo Reidy, 1947
[Foto por Leonardo Finotti]
Vila dos Idosos, por Vigliecca & Associdados, 2007
[Foto por Azul Serra]
Enclave Natural Bobrowisko, por 55Architekci, 2018
[Foto por Dariusz Ptak]
análise e projeto feitos em conjunto com luiza castelo branco